Demografia Médica do Estado de São Paulo 2026: confira os principais destaques!

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A Associação Paulista de Medicina divulgou a edição 2026 da Demografia Médica do Estado de São Paulo, estudo inédito produzido pelo Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP em parceria com a APM e a Secretaria de Estado da Saúde. 

O levantamento reúne dados atualizados sobre número de médicos, distribuição regional, formação e tendências para a próxima década. 

Entre os principais destaques, o relatório projeta que o estado poderá alcançar 340 mil médicos até 2035, ao mesmo tempo em que cresce o número de profissionais sem título de especialista, o que já acende alerta entre pesquisadores e entidades médicas.

Oferta e projeção de médicos

Segundo o estudo, São Paulo vai contar com cerca de 197 mil médicos até o final de 2025, número que deve ultrapassar 235 mil em 2030. Mesmo com o avanço, a pesquisa mostra que a oferta de profissionais continua concentrada nas regiões metropolitanas e nos grandes centros, enquanto áreas menores e mais afastadas permanecem com baixa cobertura.

A razão de médicos por mil habitantes deve saltar de 4 para 7 até 2035, mas os dados mostram que municípios com menos estrutura hospitalar continuam enfrentando escassez, cenário que pode comprometer o acesso da população à assistência especializada.

Crescimento de generalistas 

Apesar de  60% dos médicos paulistas já serem especialistas, a pesquisa demonstra uma expansão acelerada do grupo de generalistas. Atualmente, cerca de 80 mil médicos atuam sem título de especialista, número que pode crescer em ritmo maior do que o de formação em residência, especialmente diante da insuficiência de vagas para todos os egressos das escolas médicas.

A abertura de novos cursos em São Paulo é um fator determinante: foram 40 novas escolas em dez anos, totalizando 87 instituições de Medicina, sendo 92% delas privadas.

Mulheres são a maioria

Outro ponto que marca a edição 2026 é a mudança no perfil profissional. Pela primeira vez, as mulheres se tornaram maioria entre os médicos em São Paulo, representando 52% do total, com tendência de chegar a 70% na próxima década.

Além disso, de acordo com o levantamento, o crescimento da participação feminina acompanha o rejuvenescimento da categoria. Em 2025, a idade média das médicas era de 41,8 anos, enquanto entre os homens era de 47,3 anos.

As mulheres predominam nas faixas etárias mais jovens, cenário relacionado à ampliação do número de cursos de Medicina e às mudanças no perfil de ingresso desses estudantes.

O estudo indica ainda que elas já são maioria em 22 das 55 especialidades. Entre as especialidades com maior presença feminina, todas acima de 60%, destacam-se:

  • Dermatologia (80,6%)
  • Alergia e Imunologia (77%)
  • Pediatria (76,3%)
  • Endocrinologia e Metabologia (70%)
  • Ginecologia e Obstetrícia (63,9%)
  • Geriatria (63,3%)
  • Reumatologia (62,4%)
  • Hematologia e Hemoterapia (61,6%)
  • Medicina de Família e Comunidade (60,7%)

Atuação dos cirurgiões e predominância no setor privado

O estudo mostra que a maior parte dos cirurgiões em São Paulo tem vínculo com o setor privado, realidade influenciada pelo fato de cerca de 40% da população do estado possuir plano de saúde.

Entre esses profissionais, quase 70% trabalham simultaneamente nos setores público e privado. Além disso, 26% concentram suas atividades exclusivamente na rede privada, enquanto menos de 7% atuam apenas no SUS.

Esses são os principais destaques da Demografia Médica do Estado de São Paulo 2026. Você pode acessar o conteúdo na íntegra AQUI

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Djon Machado

Djon Machado

Professor da Medway. Formado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com Residência em Clínica Médica pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Siga no Instagram: @djondamedway