Nota de corte do Revalida INEP: entenda como a nota mínima é definida

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Conteúdo atualizado em: 20/05/2026 A nota de corte do Revalida é a pontuação mínima que o candidato precisa atingir para ser aprovado em cada etapa do exame. Ela se aplica tanto à 1ª etapa (prova objetiva) quanto à 2ª etapa (prova de habilidades clínicas). Atingir ou superar esse valor é condição obrigatória para avançar no processo de revalidação do diploma.

Diferentemente de concursos públicos, o Revalida não é uma disputa entre candidatos: o critério é absoluto. Todos os inscritos poderiam, em tese, ser aprovados ou reprovados. O que define o resultado é o desempenho individual em relação à nota mínima daquela edição.

Como a nota de corte do Revalida é definida?

O Inep utiliza o método Angoff modificado: um grupo de especialistas (professores de medicina brasileiros e psicometristas que integram a Comissão de Avaliação de Itens, a CAI) analisa cada questão da prova e estima o desempenho esperado de um candidato “minimamente competente”. Após debate e consolidação das estimativas, chega-se à nota de corte daquela edição.

A CAAFM e sua função complementar

Além da CAI, o processo conta com a participação da Comissão Assessora de Avaliação da Formação Médica (CAAFM). Esse grupo é responsável pela elaboração das próprias questões que compõem a prova. Ou seja, enquanto a CAAFM cria os itens, a CAI os avalia para fins de definição da nota mínima.

O processo é o mesmo para as duas etapas. Na prova prática, os especialistas estimam as notas médias por estação, e a média final das estimativas consolidas resulta na pontuação mínima exigida.

Notas de corte das últimas edições: 2025/2 e 2026/1

1ª etapa (prova objetiva)

Na edição 2026/1, o Inep divulgou oficialmente, por meio do Edital nº 52/2026 publicado no Diário Oficial da União em 29 de abril de 2026, que a nota de corte da prova objetiva é de 59 pontos em 100 possíveis. O resultado é calculado pela soma direta dos pontos, sem arredondamento. A prova será aplicada em 7 de junho de 2026.

2ª etapa (prova de habilidades clínicas)

Na edição 2025/2, o Inep estabeleceu a nota de corte da prova prática em 62,174 pontos em 100, conforme Edital nº 31/2026, publicado no Diário Oficial em 31 de março de 2026. As provas da segunda etapa dessa edição foram marcadas para os dias 16 e 17 de maio de 2026.

Comparativo direto

EdiçãoEtapaNota de corte
2026/11ª etapa (prova objetiva)59,0 pontos
2025/22ª etapa (prova prática)62,174 pontos

Vale lembrar que comparar notas de corte entre edições diferentes exige cautela: cada prova tem seu próprio nível de dificuldade, e a metodologia Angoff garante que o exigência conceitual permaneça constante mesmo quando o valor numérico varia. Uma nota de corte menor pode indicar, na verdade, uma prova mais difícil e não o contrário.

Por que a nota de corte do Revalida muda a cada edição?

A variação é intencional e tecnicamente justificada. O nível de exigência conceitual, a proficiência mínima esperada de um médico para atuar no Brasil, permanece o mesmo. O que muda é o instrumento avaliativo.

Provas com questões mais complexas geram notas de corte menores; provas mais acessíveis, notas de corte maiores. Isso garante isonomia entre os candidatos de diferentes edições.

Erros comuns ao interpretar a nota de corte

Estudar para “passar por pouco” é o principal deles. Candidatos que calibram a preparação pelo mínimo ficam vulneráveis a questões inesperadas e, especialmente, à segunda fase, que exige competências clínicas consolidadas, não apenas conhecimento teórico.

Outros equívocos frequentes: achar que nota menor significa prova mais fácil (o contrário costuma ser verdade), e comparar edições diferentes sem considerar o nível de dificuldade de cada uma.

O que isso significa para a sua preparação?

A nota de corte do Revalida é um parâmetro, não um teto. Preparar-se para superar esse mínimo, dominando os protocolos do SUS, os temas prevalentes e as habilidades clínicas exigidas no OSCE, é o que diferencia candidatos aprovados dos reprovados.

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Arthur Arabi

Arthur Arabi

Professor da Medway. Formado em Medicina pela Universidade de Brasília (UnB), com residência em Cirurgia Geral e subespecialização em Cirurgia do Aparelho Digestivo pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP).