Reta final da residência médica: como Camila e Paula viraram o jogo antes da aprovação

Conteúdo / Residência Médica / Reta final da residência médica: como Camila e Paula viraram o jogo antes da aprovação

Conteúdo atualizado em: 19/05/2026

Existe uma sensação muito comum durante a reta final da residência médica: a de que, se o ano não começou perfeito, então provavelmente já deu errado. Ela costuma aparecer quando o cansaço acumulou, a rotina saiu do controle algumas vezes e começa a surgir a impressão de que outras pessoas estão muito mais avançadas na preparação.

É nesse momento que muitos estudantes passam a acreditar que não dá mais tempo de recuperar o ritmo, aumentar desempenho ou construir uma preparação realmente competitiva.

Mas a reta final da residência raramente premia apenas quem começou forte em janeiro. Na prática, ela costuma favorecer quem consegue ajustar a rota enquanto o ano ainda está acontecendo.E foi exatamente isso que aconteceu com Camila Montenegro e Paula Gameiro Colenghi Stival. 

As duas viveram momentos em que sentiram que a preparação ainda estava abaixo do que gostariam.  A diferença é que, em vez de transformar essa sensação em paralisia, conseguiram reorganizar a rotina, redefinir prioridades e usar os últimos meses antes das provas como um período real de crescimento.

Vamos conhecer mais sobre essas histórias? 

Camila Montenegro: aprovada em Oncologia no Sírio, AC Camargo e SES-DF

A preparação da Camila acontecia dentro de uma rotina extremamente puxada. Além da prova de R+, ela ainda precisava conciliar residência, plantões, pouco tempo livre e um nível constante de desgaste físico e mental. 

Como acontece com muitos médicos que estudam enquanto trabalham, havia semanas em que a sensação era simplesmente de sobreviver à rotina.

Até a metade do ano, ela sentia que a preparação ainda não tinha encaixado da forma que gostaria. O rendimento oscilava, o volume de estudo nem sempre era consistente e existia aquela impressão silenciosa, mas muito comum, de que talvez estivesse ficando para trás.

O que mudou a trajetória dela não foi uma virada brusca ou uma rotina milagrosa. Foi a forma como começou a reorganizar os estudos na reta final.

Em vez de tentar compensar o tempo perdido estudando tudo ao mesmo tempo, Camila passou a direcionar muito melhor a energia. Os temas começaram a ser priorizados de acordo com a incidência nas provas, as revisões ganharam mais espaço e o estudo ficou menos baseado em ansiedade e mais em estratégia.

O MedBrain teve um papel importante nesse processo porque ajudava a mostrar exatamente quais conteúdos tinham maior relevância para as instituições que ela queria prestar. Isso reduzia a sensação de estar estudando sem direção, uma das coisas que mais desgastam emocionalmente durante a preparação.

A mudança ficou especialmente evidente a partir de setembro. Foi nesse período que a rotina começou a ganhar mais consistência e o desempenho passou a crescer de forma mais perceptível. Mesmo ainda conciliando uma carga pesada de trabalho e residência, Camila conseguiu transformar os últimos meses do ano em uma fase de aceleração importante. 

E talvez esse seja um dos aspectos mais difíceis da preparação para residência: continuar acreditando no processo mesmo quando ele ainda não parece estar funcionando. No fim, a reta final deixou de ser apenas uma tentativa desesperada de recuperar conteúdo. Ela virou o momento em que toda a preparação finalmente começou a fazer sentido.

A aprovação em Oncologia no Sírio-Libanês veio justamente depois desse período de reorganização.

Paula Gameiro Colenghi Stival: aprovada em Pediatria na USP-RP, UNESP, Famerp e SUS-SP

A preparação da Paula também não começou no ritmo ideal. No início do ano, a rotina ainda era mais irregular e existia a sensação de que o volume de estudo estava abaixo do necessário para uma prova tão concorrida. 

Como acontece com muitos estudantes, havia dificuldade em encontrar um ritmo sustentável que realmente conseguisse permanecer ao longo das semanas. Só que, ao invés de transformar isso em culpa constante, Paula foi construindo a preparação de forma progressiva.

As horas de estudo aumentaram aos poucos. A constância começou a aparecer com mais frequência. O contato diário com as questões ficou mais natural e a preparação passou a ter uma estrutura mais organizada.

Esse processo foi importante porque evitou uma armadilha muito comum da reta final: tentar compensar meses inteiros em poucas semanas através de jornadas impossíveis. Em vez disso, Paula conseguiu usar os últimos meses para consolidar uma rotina que vinha amadurecendo ao longo do ano.

O Intensivo teve um papel importante nesse momento. A preparação ficou mais direcionada, as revisões começaram a seguir uma lógica mais clara e os temas passaram a ser priorizados com muito mais critério. Aos poucos, aquela sensação de estudar “sem saber se estava focando nas coisas certas” começou a diminuir. E isso muda completamente a forma como alguém chega perto das provas.

Porque existe uma diferença enorme entre estudar no desespero e estudar com clareza sobre o que realmente precisa ser priorizado. Na reta final, essa clareza costuma fazer tanta diferença quanto o próprio volume de estudo.

O que a reta final realmente mostra sobre aprovação

As histórias da Camila e da Paula ajudam a desmontar uma ideia muito comum na preparação para residência: a de que apenas quem teve um ano perfeito consegue ser aprovado.

Na prática, muitos aprovados passaram meses sentindo que estavam atrasados. Muitos demoraram para encontrar um ritmo sustentável. Muitos tiveram períodos ruins, semanas improdutivas e momentos em que acreditaram que talvez não desse mais tempo.

O diferencial não costuma ser a ausência de dificuldade, mas sim a capacidade de ajustar a estratégia antes que o ano termine. Porque a reta final da residência não exige perfeição. Ela exige adaptação, constância e direção.

E, muitas vezes, é justamente nos últimos meses que a preparação finalmente começa a encaixar.

O Semiextensivo R1 da Medway foi pensado exatamente para isso: para quem quer construir uma preparação sólida, priorizar os conteúdos certos e chegar com confiança real de que está focando no que importa.

Se você ainda não encontrou o ritmo ideal para 2026, esse pode ser o momento de ajustar a rota. Conheça o Semiextensivo R1 e comece a virada

Adriana Cristina Viesti

Adriana Cristina Viesti

Professora da Medway. Formada pela Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), com Residência em Pediatria pelo Hospital do Tatuapé e pós-graduação pelo Hospital Albert Einstein (HIAE) - docência e preceptoria médica. Siga no Instagram: @dri.medway