São Paulo confirma primeira morte por febre amarela em 2026 e registra três casos no Vale do Paraíba

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Conteúdo atualizado em: 17/04/2026

O estado de São Paulo registrou a primeira morte por febre amarela em 2026, segundo informações divulgadas por autoridades de saúde. O caso ocorreu na região do Vale do Paraíba e integra um conjunto de três confirmações da doença no período.

Primeiro óbito e casos confirmados no estado

A vítima é um homem de 38 anos, morador de Cunha, que não resistiu à infecção. Além do óbito, foram confirmados outros dois casos no município de Cruzeiro: uma mulher de 23 anos e um homem de 52 anos, ambos com evolução para recuperação.

De acordo com as autoridades, os três pacientes não tinham histórico de vacinação contra a febre amarela.

Os casos registrados em 2026 são os primeiros confirmados no estado neste ano, conforme informado pela Secretaria de Estado da Saúde.

Investigação e situação epidemiológica

A infecção do paciente que evoluiu para óbito ainda está sob investigação. Segundo a prefeitura de Cunha, ele trabalhava no setor de celulose, com plantio de eucalipto, e realizava atividades em outro município da região, o que dificulta a identificação exata do local de contágio.

As autoridades locais classificam o episódio como um caso isolado até o momento, sem registro de outros casos suspeitos no município. Ainda assim, medidas de vigilância e controle estão sendo intensificadas na região.

Até então, não havia indicação de circulação recente do vírus no Vale do Paraíba, sendo o último registro anterior confirmado em maio de 2025.

Vacinação e medidas de prevenção

A vacinação é a principal forma de prevenção contra a febre amarela e está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

A recomendação das autoridades é que a população verifique sua situação vacinal, especialmente antes de se deslocar para áreas de mata, zona rural ou regiões com circulação do vírus.

O esquema vacinal inclui dose aos 9 meses de idade e reforço aos 4 anos. Pessoas entre 5 e 59 anos que ainda não foram imunizadas também devem receber a vacina.

Além disso, a notificação de mortes de macacos e de casos suspeitos da doença é considerada essencial para monitoramento e adoção de medidas rápidas de controle, já que esses eventos podem indicar circulação viral.

O que é a Febre Amarela? 

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, imunoprevenível, transmitida pela picada de mosquitos infectados. 

Em áreas silvestres, os principais vetores são mosquitos do gênero Haemagogus, enquanto, no ambiente urbano, a transmissão pode ocorrer pelo Aedes aegypti

Trata-se de uma doença de notificação compulsória imediata, devendo todo caso suspeito ser comunicado rapidamente às autoridades de saúde.

Monitoramento e resposta das autoridades

A Secretaria de Estado da Saúde informou que segue acompanhando o cenário epidemiológico e mantém ações de vigilância em todo o território paulista.

No município de Cunha, a gestão local afirmou que todas as medidas recomendadas foram adotadas, seguindo os protocolos estabelecidos pelas autoridades de saúde.

O episódio reforça a importância da vigilância contínua e da manutenção de estratégias de prevenção diante da ocorrência de casos em áreas com presença de mata e circulação potencial do vírus.

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Djon Machado

Djon Machado

Professor da Medway. Formado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com Residência em Clínica Médica pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Siga no Instagram: @djondamedway