A Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo confirmou, nesta segunda-feira (12), o segundo caso no estado da nova cepa do vírus Mpox, chamada de clado Ib, a mesma variante responsável por um surto significativo na República Democrática do Congo (África) no ano passado.
De acordo com a SES-SP, o paciente é um homem de 39 anos, residente em Portugal, que apresentou os primeiros sintomas no final de dezembro de 2025 e procurou atendimento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo. Ele recebeu alta após um dia de internação e já retornou ao seu país de origem, segundo informações oficiais.
Até o momento, não houve relatos de contatos com sintomas ou confirmação de transmissão secundária entre as pessoas identificadas no local onde o paciente esteve hospedado.
O clado Ib do vírus Mpox foi detectado pela primeira vez no Brasil em março de 2025, também no estado de São Paulo, em uma mulher de 29 anos que teve contato com familiares vindos da África. Esse primeiro caso não apresentou evolução grave e a paciente recuperou-se.
A cepa clado Ib, diferente das variantes que circularam globalmente em 2022 e 2023, foi associada a surtos endêmicos na África Central e é monitorada internacionalmente por seu potencial de transmissão e gravidade.
Segundo os dados mais recentes, o estado de São Paulo já notificou cerca de 1.930 casos de Mpox ao longo do período epidemiológico considerado, abrangendo todas as variantes do vírus, sem registro de óbitos associados até o momento.
As autoridades de saúde estaduais reforçam que o monitoramento epidemiológico segue ativo, com protocolos de vigilância, testagem e acompanhamento de casos em todas as unidades de saúde.
A Mpox é uma zoonose viral causada pelo Orthopoxvírus, que pode ser transmitida por meio de contato direto com lesões na pele, fluidos corporais, mucosas ou objetos contaminados. Os sintomas mais comuns incluem erupções cutâneas, febre, linfadenopatia, dores musculares, dor de garganta e mal-estarem gerais.
Profissionais de saúde devem manter alta suspeição clínico-epidemiológica, notificar casos suspeitos à vigilância e orientar os pacientes sobre medidas de isolamento e prevenção, especialmente em contextos de viagem ou contato com casos confirmados.
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Professor da Medway. Formado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com Residência em Clínica Médica pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Siga no Instagram: @djondamedway