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3 impactos da pandemia no SUS: confira

Fala, pessoal! Hoje vamos falar sobre 3 impactos da pandemia no SUS. Se seu objetivo é se tornar um residente ou um médico do nosso Sistema Único de Saúde, é muito importante ficar por dentro de todas as transformações pelas quais ele passa. Em especial, em períodos críticos como o atual.

3 impactos da pandemia no SUS: confira
Confira 3 impactos da pandemia no SUS

Muito embora a pandemia esteja um pouco mais tranquila por causa da vacinação, ainda há consequências em toda a rede de saúde do país. E é provável que os profissionais tenham que lidar ainda por muitos anos com cada uma delas, algo que intensifica e traz mais responsabilidade para o trabalho realizado.

Então, vamos lá? A seguir, você confere um pouco mais a respeito desse cenário e entenderá melhor quais são as estimativas para o futuro do SUS. Boa leitura!

Os 3 impactos da pandemia no SUS

Os impactos da pandemia no SUS não foram poucos. Ao longo dos dois últimos anos, muitas transformações e percepções mudaram acerca do atendimento e da prestação de serviços na saúde pública. Entretanto, três deles chamam a atenção de maneira mais alarmante. Veja só!

1. Um milhão de cirurgias foram adiadas ou canceladas

De acordo com uma pesquisa desenvolvida pelo professor Nivaldo Alonso, do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC/Centrinho) da USP, em Bauru, e da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), cerca de um milhão de cirurgias emergentes e eletivas foram adiadas ou canceladas durante a pandemia. Isso ocorreu por causa da mudança na capacidade do sistema de saúde: os atendimentos tiveram que ser redirecionados e priorizados para os casos de Covid-19.

As cirurgias eletivas, por sua vez, foram adiadas para que a rede pública contasse com mais recursos médicos. O estudo também contabiliza um aumento da mortalidade cirúrgica entre os pacientes que apresentaram contaminação pelo coronavírus.

A constatação se baseou em estimativas de janeiro de 2016 a dezembro de 2020, compiladas pelo DataSUS. Além disso, foram usados dados históricos de volume cirúrgico para prever operações mensais. Agora, com a diminuição de leitos destinados ao tratamento da Covid-19, a intenção é que as cirurgias sejam retomadas com maior frequência e que esse número caia gradativamente no próximo ano.

2. Número de consultas oftalmológicas caiu 35%

O Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) computou, a partir de registros do Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS, que aproximadamente 3,7 milhões de consultas deixaram de ser realizadas em 2020. Em comparação a 2019, ano pré-pandemia, o número representa uma queda de 35%.

Aqui, as cirurgias também ficaram de lado. A redução apurada é de 390 mil procedimentos a menos, uma redução de 27%, no mesmo comparativo. Sem atendimentos e procedimentos executados, muitos problemas deixaram de ser identificados em fase inicial.

Assim, precisam, agora, tratar de doenças em estado muito mais avançado. Algo que prejudica imensamente o controle dessas patologias e ainda aumenta as possibilidades de comprometimento total ou parcial da visão. Preocupante, não é mesmo?

Porém, a mesma pesquisa mostra que no primeiro semestre de 2021, parte do volume de consultas pode ser recuperado. Os índices ainda não superam 2019, e ainda será preciso mais um tempo para que tudo se regularize. Quanto mais a vacinação avança, maior é a chance de alcançar um total de atendimentos satisfatório.

3. 47% das mulheres não foram ao ginecologista

Conforme uma pesquisa aplicada pelo Ipec (Inteligência em Pesquisa e Consultoria), solicitada pela farmacêutica Pfizer, 47% das mulheres entrevistadas não foram ao ginecologista ou ao mastologista durante a pandemia.

Ainda que o índice esteja alto, há pouco tempo se mostrou mais grave, com um total de 62% de entrevistadas sem frequentar ambos os especialistas. A consequência da falta de cuidados diminui a possibilidade de que essas mulheres tenham um diagnóstico precoce para uma série de doenças, como o câncer de mama e o câncer de colo de útero.

O estudo ainda levantou outros dados importantes. No Brasil, até 2022, a previsão é de que surjam 65 mil novos casos de câncer de mama. Sendo que, deste montante, 30% das mulheres deverão ter metástase, ainda que tenham diagnóstico precoce. Ou seja, é indispensável o incentivo e a conscientização para que as mulheres não abandonem as consultas ginecológicas e continuem a realizar exames frequentes.

A residência no SUS

Para ajudar a mudar um pouco dessa realidade e reduzir os impactos da pandemia no SUS, a residência no SUS é uma excelente forma de atuação. É possível participar do processo seletivo do Sistema Único de Saúde ou ainda trabalhar nos serviços atendidos em residências de grandes instituições, como é o caso da USP, da Unicamp e da Unifesp, por exemplo.

Como funciona o processo seletivo do SUS

Para fazer residência pelo SUS, você precisa passar por um processo seletivo de etapa única. Ela consiste em uma prova objetiva, com 100 questões de múltipla escolha. Ao ser aprovado, você tem direito a participar de uma espécie de leilão.

Ele acontece presencialmente, e é quando você escolhe a instituição na qual quer ser residente. As maiores classificações para cada especialidade são as que escolhem primeiro. Portanto, é essencial tirar uma boa nota para conseguir estudar na instituição dos seus sonhos.

O conteúdo da prova abrange as 5 grandes áreas da Medicina. Em geral, é considerado previsível, mas não no sentido de ser fácil, viu? Os temas se repetem, mas o nível de dificuldade é alto. Contudo, estudar por questões de edições passadas é uma excelente maneira de pegar a essência dos enunciados e cobranças.

A prova do SUS acontece, normalmente, mais para o final do ano. Assim, na época do leilão, muita gente já passou em outras provas e a lista de aprovados costuma rodar bastante. Enfim, se você quer encarar essa prova, leia o edital com atenção, fique atento a datas e orientações e conquiste sua vaga!

Pronto, agora você já sabe de 3 impactos da pandemia no SUS

Não se esqueça, por fim, de continuar de olho nos impactos da pandemia no SUS. Muita coisa ainda pode mudar e é essencial se preparar não apenas para provas e processos seletivos, mas para a realidade dentro dos hospitais.Outra dica para ajudar você nessa missão: confira o Guia Estatístico do SUS, que traz um levantamento dos temas que mais caíram nas provas nos últimos anos e pode ajudar nos estudos direcionados. Pra cima!

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DjonMachado

Djon Machado

Catarinense e médico desde 2015, Djon é formado pela UFSC, fez residência em Clínica Médica na Unicamp e faz parte do time de Medicina Preventiva da Medway. É fissurado por didática e pela criação de novas formas de enxergar a medicina.