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Ciclos da R3: entenda quais são e como funcionam

Muitos profissionais desejam se especializar em áreas que exigem outra residência médica. Assim, além da R1 de acesso direto, é necessário prestar os ciclos da R3 para dar início a uma nova etapa na carreira escolhida. 

Para exemplificar, no ciclo da R1, o candidato presta o processo seletivo com prova teórica e prática, fazendo o programa de áreas básicas com duração de dois a três anos. Já nas residências com pré-requisitos, chamadas de R3, ele já precisa ter uma residência R1 para seguir com a subespecialização.

Residências com pré-requisitos

Após a conclusão do curso de medicina, os candidatos à residência devem escolher a área em que querem atuar. Cada especialidade possui uma duração diferente. Os anos são representados com uma nomenclatura, sendo o primeiro (R1) e o segundo (R2).

Assim, na R3, o médico já concluiu a primeira especialização e quer continuar em atuações ainda mais estritas em grandes áreas. Isso acontece para ampliar o conhecimento teórico e prático, preparando o profissional para as experiências reais nos hospitais.

As residências com pré-requisitos são programas de um a três anos. Geralmente, exigem as seguintes R1: clínica médica, cirurgia geral, plástica ou básica, otorrinolaringologia, obstetrícia, ginecologia, pediatria e neurologia.

Grandes áreas

Conforme explicamos em nosso outro artigo, a prova de residência médica para a R1 cobra conhecimento em diversas matérias fundamentais para a atuação de um clínico geral. Ao término do programa, o médico pode atuar em diversas frentes e complementar sua atuação com uma subespecialidade. 

As grandes áreas com acesso direto abrangem as temáticas que o residente já precisa dominar para estar apto para a R3. A maioria das instituições exige a conclusão em clínica médica, cirurgia geral ou pediatria para garantir que o médico esteja apto para um desenvolvimento contínuo na carreira. 

Especialidades

A lista de subespecialidades seguidas na residência médica inclui: cirurgia vascular, de cabeça e pescoço ou de mão, endoscopia, mastologia, nutrologia, cardiologia, geriatria, hematologia e hemoterapia, nefrologia, urologia e outras.

A pediatria possui subáreas com duração de até dois anos e abrangência para alergia e imunologia, emergência, gastroenterologia, infectologia, medicina do adolescente, oncologia, transplante de rim e mais. 

Como funcionam os ciclos da R3?

Da mesma forma que a primeira parte da residência médica, os ciclos da R3 também incluem a realização de uma prova. No modelo teórico-objetivo, as questões de múltipla escolha são sobre o conteúdo programático das graduações em grandes áreas da medicina. 

Se o candidato vai prestar uma subespecialidade de pediatria, o conteúdo será sobre essa área. O mesmo critério segue em clínica médica e cirurgia geral. Os assuntos se especificam para o candidato evitar estudar o que não vai cair nas provas dos ciclos.

A quantidade de perguntas muda de acordo com as instituições prestadas. Dois exemplos diferentes são a Universidade de São Paulo (USP), que apresenta 100 questões com 4 alternativas, e o Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), que cobra 75 perguntas com 5 opções de resposta.

Modelos de processo seletivo 

Cada ciclo R3 possui a primeira fase com prova teórica, que dura entre três e quatro horas, enquanto a segunda fase varia. No caso da USP, a segunda fase é composta por uma prova multimídia, com questões audiovisuais, e uma análise curricular. 

Nas outras instituições, é comum ter avaliação prática, entrevista e arguição de currículo. Por isso, é importante ficar atento aos editais publicados antecipadamente, nos quais constam informações sobre a inscrição e a realização de cada etapa. Essa preparação também diz muito sobre o desempenho nos ciclos da R3.

Classificação

Nos ciclos para a residência médica de subespecialização, a classificação da prova teórica acontece por pontuação em ordem decrescente, obedecendo ao número de vagas disponíveis por programa. 

Os critérios para a obtenção da vaga são maiores notas nas provas teórica, prática ou multimídia, avaliação curricular e idade (o mais velho é privilegiado). Depois de avaliados, os resultados ficam disponíveis no site das instituições. 

Como se preparar para os ciclos da R3?

O processo seletivo para residência é repleto de ansiedade, insegurança e incertezas. Para amenizar esses sentimentos e trazer mais segurança, você precisa de planejamento, organização e foco nos estudos. 

Diferente das provas da R1, que já foram prestadas, não é preciso estudar todas as matérias. O estudo pode ser otimizado e direcionado para as temáticas das áreas de pré-requisitos do programa selecionado. 

Fazer um cursinho, responder a alguns simulados e assistir às videoaulas pode fazer a diferença no rendimento da prova e aumentar as chances de garantir a tão sonhada vaga na especialização. 

Extensivo R3

O nosso curso Extensivo R3 de Clínica Médica é o diferencial para o médico se destacar nos ciclos dessa residência. Ministrado por um time de profissionais de diversas áreas, ele segue uma metodologia de padrão-ouro com videoaulas, apostilas digitais, simulados exclusivos e suporte no aplicativo. 

Quem participa das aulas do Extensivo tem acesso ao aplicativo, aos conteúdos de 21 temas e a um bônus de preparação para a prova prática e a entrevista. Do início ao fim, o nosso time se preocupa em oferecer tudo o que pode para ajudar nos seus estudos.

Melhore seu desempenho com a gente!

Agora que você sabe como os ciclos da R3 funcionam, já pode começar a se preparar. Que tal contar com a nossa ajuda para ter mais direcionamento nos estudos? Aqui, você encontra conteúdos gratuitos e cursos que te impulsionam a chegar à sonhada residência!

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Ana KarolineBittencourt Alves

Ana Karoline Bittencourt Alves

Catarinense nascida em 1995, criada em Imbituba e apaixonada por uma praia. Formada pela Universidade Federal de Santa Catarina em 2018, com residência em Clínica Médica pela Universidade de São Paulo (USP-SP 2019-2021) e professora de Clínica na Medway. "Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção ou a sua construção. Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender" - Paulo Freire.