Carregando

Podcast Projeto R1 SP – episódio #5: Preparação no 5º para a residência médica vale a pena?

E aí, pessoal! Hoje vamos falar de um assunto que pega muita gente: preparação no 5º ano para a residência médica vale a pena? Esse foi o tema do episódio #5 do podcast Projeto R1 SP com a convidada Cassandra Bastos, que veio de uma universidade particular de Medicina em Minas Gerais e hoje é R2 de Ginecologia e Obstetrícia na USP. A história da Cassandra mostra que o sucesso, muitas vezes, é resultado de um longo caminho e da construção de uma boa base. Bora conferir um resumo de tudo que ela falou, então, sem esquecer de escutar o episódio depois! 

A residência médica em São Paulo

Antes de tudo, a Cassandra compartilhou com a gente que não acreditava muito na sua aprovação em São Paulo. Ela começou a estudar para a residência médica no 5º ano da graduação pra poder prestar residência, mas ainda em dúvida se SP seria uma opção, imaginando que era um sonho distante demais. Porém, ao ver que estava indo bem nos simulados mais próximos das provas, resolveu tentar. Ainda bem! E ela explicou de onde tirava motivação para a regularidade nos estudos:

“Acho que o primeiro passo é saber o que você quer. Quem não tem um objetivo bem estabelecido não tem como ter força de vontade para correr atrás. Cada tombo que a gente leva tem que ser um estímulo para andar pra frente”. 

A mensagem dela foi clara: ela focava em aprender com seus erros. Tinha, ainda, a convicção de que queria ser uma boa profissional, o que contribuía com sua disciplina. Chegando em São Paulo, ela teve a certeza de que estava nesse caminho pelas oportunidades de aprendizado que se abriram. Além disso, sua cabeça abriu e o amadurecimento veio forte depois de tantas novas responsabilidades nos âmbitos pessoal e profissional. Mas isso não a assusta: ela destaca que, no fim do dia, o sentimento que prevalece é o de satisfação

Como foi a preparação pra residência médica no 5º ano?

Vamos ao que interessa: afinal, como a Cassandra se organizou pra estudar pra prova de residência médica ainda no internato? Pra começar, ela procurou um cursinho e tentava estudar um tempo mínimo semanal. Não deixava matéria atrasar e fazia de 60 a 100 questões por semana. Ela também tentava conciliar o conteúdo do cursinho com o do internato, mas nem sempre dava, então em alguns momentos estudava assuntos diferentes. Vamos ver alguns pontos importantes do seu preparo a seguir!

Leitura de apostilas

Deixar o estudo em dia não significava ler todas as apostilas, até porque esse método não funcionava pra Cassandra fixar os conteúdos. Pra se preparar com segurança, ela fazia estudos dirigidos e montava resumos das aulas (não dos livros). Com seu próprio material de estudos, ela tinha mais agilidade pra fazer revisões. Na hora de ler as apostilas, ela filtrava pelos temas que tinha mais dificuldade ou que eram mais recorrentes. Vale destacar que as apostilas foram muito mais úteis no 5º ano do que no 6º, quando já se sentia segura a ponto de não precisar reler algumas matérias. 

Como foi a evolução para o 6º ano 

No início do 5º ano, a Cassandra acertava 65% das questões dos simulados. Já no final do 6º ano, ela chegava a acertar 85% das provas. Isso mostra o efeito de duas coisas muito importantes: metrificar o rendimento e manter uma disciplina com técnicas corretas de estudos que levam a bons resultados. 

Ao longo do sexto ano, ela se dedicou mais a revisar os conteúdos e a se preparar para as provas de fato. Fazia cerca de 60 questões do tema que tinha no cursinho em determinada semana e, duas semanas depois, sem ler o conteúdo, fazia mais algumas questões de fixação. Chegou a reler conteúdos que eram mais importantes também e os seus resumos autorais foram importantes pra ativar sua memória visual. 

Valeu a pena estudar desde cedo?

Pra Cassandra, valeu sim. Mas o que garantiu resultado pra ela não foi uma simples matrícula no cursinho. Ela se dedicou com disciplina e com o intuito de ser uma ótima profissional, o que a fez chegar no sexto ano com uma base teórica muito boa e não só isso: ela se conheceu e aprendeu a estudar do jeito certo. Adquiriu maturidade entendendo o que funcionava pra ela. E isso fez toda a diferença.

Uma referência para os colegas

Foi perceptível pra nossa convidada que muita gente não tinha se preparado da mesma forma que ela, mesmo aqueles que começaram no 5º ano. Por isso, ela via que muitas pessoas não estavam tão evoluídas em seus estudos. 

Apesar disso e de verificar seus bons resultados, ela não se via como referência e sentia muita insegurança. Hoje, olhando pra trás, ela reconhece o valor da sua postura, mas no meio daquele turbilhão era difícil saber se estava na direção certa. Quando alguém perguntava algo sobre o conteúdo, ela se sentia bem. Mas, no fim, todo mundo se sente inseguro. Mesmo nunca tendo sofrido muito com ansiedade, neste ano das provas, lidar com seu lado emocional foi um desafio:

“Era muito difícil conciliar tudo e não surtar”.

O Ale e o Mica, nossos hosts, ainda falaram com ela sobre família e amigos, cobrança e equilíbrio com outros aspectos da vida. 

Ficou a fim de ouvir o final? Toca o play aqui embaixo!

É, galera, pra saber a história completa, só escutando o episódio! A Cassandra Bastos realmente deu um show de foco e dedicação que pode inspirar muita gente. Então aproveita a oportunidade e dá o play!

Lembrando que também temos o podcast Finalmente Residente com episódios sobre a vida nas principais especialidades e instituições de residência do país! Fica ligado que sempre tem novidade. 

Abração! 

Receba conteúdos exclusivos!

Telegram
AlexandreRemor

Alexandre Remor

Nascido em 1991, em Florianópolis, formado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 2015 e com Residência em Clínica Médica pelo Hospital das Clínicas da FMUSP (HC-FMUSP) e Residência em Administração em Saúde no Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE). Fanático por novos aprendizados, empreendedorismo e administração.