Aprovados na segunda tentativa da residência: veja o que mudou

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Conteúdo atualizado em: 19/05/2026

Existe uma parte da preparação para residência médica que quase ninguém mostra: a reprovação. O resultado que não veio, a prova em que faltaram poucos pontos, o ano em que você estudou muito e ainda assim não foi suficiente.

Mas muitas histórias de aprovação na segunda tentativa da residência médica começaram justamente depois do “não”. Para muitos aprovados, a virada aconteceu quando decidiram mudar a estratégia, revisar os próprios erros e continuar mesmo após a frustração.

E foi o que cada um fez com esse não que mudou tudo. Vamos conhecer essas histórias.

Rodrigo Yamashita: aprovado em Ortopedia e Traumatologia na USP 

Rodrigo se formou em 2024. Na primeira tentativa para ingressar na residência médica a aprovação não veio. Esse seria justamente o momento em que muita gente desistiria, mas Rodrigo decidiu continuar.

O que mudou no segundo ano foi a base da preparação. Rodrigo entendeu que não dava para depender de motivação. Em dias de cansaço, em dias de desmotivação, o que precisava existir era uma rotina, e ela precisava se sustentar mesmo nos momentos mais difíceis. “Mesmo quando estava cansado, mesmo quando estava desmotivado, manter a rotina, mesmo que de pouquinho em pouquinho, foi essencial”, relata.

A constância apareceu nos números: 41.980 questões resolvidas, 74,25% de taxa de acertos e 282 dias estudando ao longo do ano, com média de 6 dias por semana.

Mas Rodrigo também aprendeu que cuidar de si fazia parte da estratégia, não era o oposto dela. Academia, leitura e pausas passaram a compor a rotina de forma intencional. “Você não pode abrir mão das coisas que te fazem bem. Dar um tempo para você mesmo, ir à academia, ler, assistir alguma coisa. Tem que desligar um pouco também para sobreviver esse ano”, explica. 

No fim, a segunda tentativa valeu a pena: ele foi aprovado em Ortopedia e Traumatologia na USP.

Giovanna Schroden: aprovada em Pediatria no Einstein, SCM-RP, Famerp, UFMT e UFU. 

Em 2024, Giovanna resolveu quase 38 mil questões, estudou cerca de 38 horas semanais e, mesmo assim, a aprovação não veio. Foi aí que surgiu a pergunta que mudou tudo na  sua preparação: “O que eu faço com os meus erros?”

Até então, seu foco tinha sido no volume. Dessa forma, no segundo ano de tentativa, ela mudou completamente o método: todo erro virava flashcard e cada flashcard era revisado até aquele assunto deixar de aparecer como falha. 

Com essa abordagem, ela construiu o ano mês a mês, em média 6 dias por semana. No fim, foram mais de 40 mil questões resolvidas e 78,13% de acertos. Um salto real, gerado não por estudar mais, mas por estudar melhor.

2025 também não foi um ano fácil fora dos estudos. No meio da preparação, Giovanna perdeu pessoas queridas e precisou trabalhar em parte do período. Teve semanas difíceis, dias em que mal conseguia abrir a plataforma. Mas mesmo assim, ela entrava, resolvia e seguia.

E depois de tanto esforço, os resultados chegaram: aprovações no Einstein, a instituição que ela tanto queria, na Santa Casa de Ribeirão Preto, na Famerp, na UFTM e na UFU.

Mariana Lacerda: aprovada em Neurologia no IAMSPE, UERJ, UFRJ e SUS-SP

Mariana se formou em 2022. Durante dois anos, tentou conciliar trabalho, estudos e vida adulta. A meta era clara, Neurologia, mas a sensação era de que essa especialidade estava ficando cada vez mais distante. No fim de 2024, depois de mais um ano sem a aprovação, ela precisou tomar uma decisão.

Então mudou tudo de uma vez. Saiu do emprego, deixou o apartamento em São Paulo e voltou para a casa dos pais com um único objetivo: fazer de 2025 o ano da residência.

Foi nesse recomeço que a Medway entrou na trajetória de Mariana. “A Medway chegou como um verdadeiro suspiro de alívio. Me organizou, me direcionou”, explica. Semana a semana, o volume foi crescendo, mas o que realmente mudou foi a qualidade do que ela fazia com cada questão. Em novembro, sua taxa de acertos chegou a 83,35%.

Ainda assim, 2025 não foi só planilha e questão. No meio da preparação, Mariana carregou dois anos de dúvida sobre si mesma. Houve momentos em que ela realmente acreditou que não conseguiria. Mesmo assim, continuava abrindo a plataforma, resolvia as questões e seguia em frente.

A aprovação chegou quando ela já não acreditava que viria. Foram 4 instituições em Neurologia: IAMSPE, UERJ, UFRJ e SUS-SP. “Eu nunca imaginei que seria capaz. A aprovação veio exatamente quando eu mais precisava, quando eu já não acreditava mais em mim. Hoje, olhando para trás, vejo que tudo valeu a pena.”

Gabriela Ferraz: aprovada em Medicina Intensiva na Rede D’Or 

Gabriela fez dois anos de preparação, e a diferença entre eles não foi só de tempo, foi de método.

No primeiro ano, o foco estava em construir base: assistir aulas, fazer trilhas, consolidar o conteúdo. Foi uma etapa necessária, mas no segundo ano ela percebeu o que tinha faltado: profundidade nas questões, mais revisões e mais provas na íntegra. Isso foi o que guiou a nova estratégia.

Ela criou um caderno de erros dividido por áreas, não um resumo comum, mas um registro preciso de cada erro: bloco de questões, número da questão e exatamente o que havia errado. 

Esse material acompanhou toda a preparação e era revisado antes de cada prova. Além disso, estabeleceu uma regra objetiva: se acertasse menos de 70% em uma trilha, voltava para a teoria e revisava o conteúdo antes de seguir.

Outro ponto decisivo foi reorganizar a vida em torno da preparação. Em 2025, Gabriela reduziu drasticamente o trabalho, passando a atuar apenas nos finais de semana, para ter energia e tempo de sobra durante a semana. 

Estudava de segunda a sexta, cerca de 7 a 8 horas por dia, sempre começando pela academia de manhã para chegar ao estudo com a cabeça mais limpa.

Com esse método, chegou a responder entre 150 e 250 questões por dia, mantendo essa média constante ao longo de todo o ano sem precisar escalar o volume, porque a qualidade da revisão já estava alta.

No fim, veio a aprovação em Medicina Intensiva na Rede D’Or, em 4º lugar.

A segunda tentativa nunca foi igual à primeira

O que une essas quatro histórias não é apenas a persistência. É o que cada um fez de diferente na segunda tentativa.

Nenhum deles simplesmente repetiu o mesmo ano com mais empenho. Todos mudaram alguma coisa essencial: o método de revisão, a organização da rotina, a relação com os próprios erros ou até a estrutura da própria vida. E foi justamente essa mudança, não a segunda chance em si, que transformou reprovação em aprovação.

Se você também está na segunda tentativa, ou ainda na primeira e quer não ter que chegar lá, o caminho começa agora. Conheça os Semiextensivos da Medway e construa uma preparação que funciona de verdade.

Lucas Padilha

Lucas Padilha

Professor da Medway. Formado pela Escola de Medicina da Santa Casa de Misericórdia de Vitória-ES, com Residência em Medicina de Família e Comunidade pela USP-RP. Capixaba, flamenguista e apaixonado por samba. Siga no Instagram: @padilha.medway