Conteúdo atualizado em: 19/05/2026
Quem vive o internato sabe como a rotina pode parecer incompatível com a preparação para a residência médica. Plantão, enfermaria, relatório, prova prática, cansaço acumulado e, no meio disso tudo, a pressão de performar bem em algumas das provas mais concorridas do país.
Por isso, muita gente acredita que só consegue ser aprovado quem passa o ano inteiro estudando exclusivamente para a residência. Mas as histórias de aprovados na residência médica durante o internato que você vai conhecer a seguir mostram justamente o contrário.
Eles não tinham uma rotina perfeita, não tinham horas infinitas disponíveis e nem sempre conseguiam estudar da forma ideal. O que fizeram foi encontrar maneiras possíveis de continuar, e foi isso que fez toda a diferença.
Vamos conhecer mais sobre a história deles?
Helena começou a preparação ainda no 5º ano de Medicina. Em 2024, o objetivo era construir uma base sólida antes da pressão do último ano chegar. “Começar no quinto ano me deu mais tempo para me planejar e isso me deixou mais tranquila e pronta para o ano das provas”, explica.
Quando o internato começou de vez, sua estratégia mudou. Em vez de tentar encaixar longas horas de teoria em uma rotina impossível, Helena passou a priorizar questões, provas na íntegra, simulados, revisões e MedBrain. Mesmo durante os períodos mais puxados, ela aproveitava pequenos intervalos para estudar, e assim transformava brechas em constância.
Para ela, o grande diferencial da Medway foi a proximidade com os professores: “Eles estão ali para auxiliar em tudo, desde dúvidas sobre o conteúdo até conselhos de como organizar melhor a rotina.”
O resultado veio em cinco aprovações em Clínica Médica: ENARE, Unicamp, SUS-SP, Unesp e FMABC.
O último ano da faculdade costuma ser o momento em que muitos alunos sentem que perderam o controle da rotina. Com Enzo não foi diferente, mas ele percebeu cedo que precisava de um método claro para conseguir sustentar os estudos ao longo do ano.
A rotina dele tinha pilares simples: 4 aulas por semana, trilha logo após as aulas, revisões no 7º, 15º e 30º dia, e acompanhamento constante dos próprios erros. Ele também criava uma planilha com percentual de acertos para entender exatamente quais temas precisavam de mais atenção.
O estudo acontecia onde dava. Nos intervalos do internato, ele abria os resumos. Nos plantões, revisava os assuntos com menor desempenho. Quando chegava em casa, iniciava imediatamente a rotina do dia. Quando o tempo permitia, fazia uma pausa para a academia, o que ajudava a manter a concentração ao longo do dia.
A partir de maio e junho, ele incorporou provas antigas das instituições-alvo à rotina de domingo. Na reta final, o foco ficou ainda mais estreito: guias das instituições, revisões e os temas mais prevalentes.
Ao longo do ano, foram mais de 15 mil questões respondidas, 824 horas estudadas e 77% de taxa de acertos.
Mas talvez o ponto mais importante da história do Enzo tenha sido entender que constância não significa perfeição. Em agosto e setembro, o internato apertou e o seu rendimento caiu, mas, apesar disso, ele não abandonou os estudos: “Nesses momentos, lembrava de tudo o que já tinha estudado. Isso me dava aquele gás a mais”, relata.
No fim do ano, veio a aprovação em Clínica Médica na ISCMSP.
“O momento perfeito para estudar às vezes não chega”. Foi assim que Giovanna resumiu a própria preparação, marcada pelo internato intenso, pela ansiedade e pelo cansaço constante.
Ela decidiu tratar o estudo como prioridade e não esperou a rotina melhorar para começar. Estudava no Uber, em fila, nos tempos ociosos do hospital, enquanto aguardava a visita médica. Cada brecha entrava na conta.
Os simulados presenciais também foram parte essencial da preparação. Giovanna foi a todos os que aconteceram ao longo do ano. “Era treinar mesmo: acordar cedo no sábado, cronometrar o tempo, lidar com pausa, comida, cansaço. Era um ensaio para o dia oficial”, comenta.
Quando surgia dúvida ou insegurança, ela recorria aos professores: “Dava um sentimento de que o professor era teu amigo, tava torcendo de verdade por você”. Sua constância apareceu nos números: quase 300 dias estudando, mais de 16 mil questões resolvidas e 73% de taxa de acertos.
Mas o maior desafio de Giovanna não foi técnico, foi emocional. Ela conta que sentia culpa até nos momentos de descanso: “Seu tempo de lazer, você acha que devia estar estudando.”
Para aguentar o ano inteiro, precisou aprender a equilibrar os pratinhos: exercício físico pelo menos três vezes por semana, saídas ocasionais com amigos, e a consciência de que descansar também fazia parte da preparação.
A constância construída em pequenas brechas virou aprovação em Ginecologia e Obstetrícia na FMABC.
Enquanto muita gente ainda nem pensava em residência médica, Graziella tomou uma decisão no 4º ano: começar a construir base antes da pressão chegar. Nos anos seguintes, manteve a preparação mesmo durante o internato, com menos tempo, mas sem parar.
Quando chegou 2025, enquanto muita gente estava começando do zero, a Grazi já vinha de dois anos de construção. O desafio agora era outro: transformar a constância em aprovação.
Na reta final, ela acelerou de forma expressiva: de cerca de 500 questões semanais para 2.500 por semana. No último ano de preparação, foram 24.822 questões resolvidas, 1.388 horas de estudo e 76,72% de acertos em 273 dias ativos, com média de 5 dias por semana.
O que fez a diferença, segundo ela, foi ter direção. Com o MedBrain, cada questão tinha um motivo. “O MedBrain direciona o seu estudo com maestria. O banco de questões é completíssimo, com aprofundamento de R+”, relata.
Três anos depois daquela decisão no 4º ano, veio o resultado: aprovação em Pediatria no Einstein.
Beatriz tornou-se aluna da Medway ainda no 5º ano. O diferencial da sua preparação foi não separar completamente a faculdade da residência. Durante os estágios, as aulas ajudavam a entender melhor o que ela vivia no hospital. “Ter essa ponte entre teoria e prática me ajudou muito a fixar melhor o conteúdo”, relata.
Além disso, a organização pronta da plataforma permitia que ela economizasse energia mental. Ela não perdia tempo tentando descobrir o que estudar, quando revisar ou como montar simulados. Toda essa energia foi direcionada para a rotina de estudo em si.
Em 2025, ela concluiu o Extensivo R1 por volta de julho e agosto, e em seguida entrou no Intensivo. Cada fase com uma função clara: base primeiro, reta final depois. Nas semanas próximas às provas, as horas chegaram a 40 ou 50 por semana. Ao longo do ano, foram mais de 24 mil questões respondidas, 1.309 horas estudadas e quase 76% de acerto.
O resultado foram 3 aprovações em GO em São Paulo: Hospital Leonor Mendes de Barros (SUS-SP), Hospital Vila Nova Cachoeirinha (Enare) e IAMSPE, onde decidiu começar sua residência.
Nenhum desses alunos teve um ano perfeito. Todos enfrentaram cansaço, ansiedade, internato pesado, semanas ruins e quedas de rendimento. O diferencial foi conseguir construir uma preparação possível dentro da vida real e continuar mesmo quando não estava fácil.
Constância não é estudar todos os dias sem falhar. É saber voltar quando a semana desanda. É fazer o que cabe no dia disponível. É não transformar uma queda de ritmo em abandono. E é exatamente isso que, no longo prazo, faz a diferença.
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Professor da Medway. Formado pela Universidade do Estado do Pará, com Residência em Cirurgia Geral pela Escola Paulista de Medicina/Universidade Federal de São Paulo (EPM-UNIFESP). Siga no Instagram: @danielhaber.medway