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Como é a residência em Cirurgia Cardíaca na USP-RP

E aí, já está pensando sobre qual residência médica fazer? A gente entende a dúvida: são muitas áreas interessantes e repletas de possibilidades para você começar a construir a sua carreira. E, para ajudar nessa escolha, que tal descobrir um pouco mais sobre a residência em Cirurgia Cardíaca na USP-RP?

Essa é a oportunidade de estudar em uma das instituições mais renomadas do país. A residência médica em Cirurgia Cardíaca é longa: tem a duração de 5 anos, mas não necessita de qualquer pré-requisito depois de uma alteração realizada pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular. A experiência se divide entre aulas práticas, teóricas, plantões, pesquisas e outras atividades pontuais ao longo do curso.

No entanto, a residência médica em Cirurgia Cardíaca na USP de Ribeirão é também bastante concorrida. Por isso, é muito importante ter foco nos estudos para conseguir fazer parte do programa, que é referência nacional e internacionalmente. Ao estudar lá, você estará em contato com grandes cirurgiões e poderá absorver ao máximo todas as dicas e orientações que eles têm a oferecer para complementar e melhorar a sua atuação na prática.

Mas que tal saber um pouco mais sobre o que esse período tão intenso de estudos pode trazer para você? Confira a seguir uma entrevista com o Gabriel, que faz R3 na instituição e tem muita coisa para compartilhar.

Imagem ilustrativa da fachada da USP-RP
Saiba como é a residência em Cirurgia Cardíaca na USP-RP a seguir!

Joana: Fala, Gabriel! Vou começar com uma pergunta que a gente sabe que é super pessoal, mas que não dá para fugir. Na sua opinião, qual é o melhor estágio da residência em Cirurgia Cardíaca na USP-RP?

Gabriel: Recentemente a Cirurgia Cardíaca mudou o modelo de residência, antes eram 4 anos com 2 anos de Cirurgia Geral de pré-requisito. Agora são 5 anos de acesso direto. Por isso o programa está sendo feito conforme vou avançando nos anos de residência. Sendo assim os estágios não estão muito bem definidos, mas para mim, o melhor tem sido na rotina da Cirurgia Cardíaca mesmo, que consiste em acompanhar o pré-operatório, participar da cirurgia e acompanhar o pós-operatório imediato mais de perto, e em conjunto com a cardiologia na enfermaria.

Joana: Legal! E tem algum médico assistente que você considere um grande exemplo para sua formação?

Gabriel: Sem dúvidas, em resumo todos são grandes médicos e grandes cirurgiões! Digo isso porque, além da bagagem cirúrgica, contam com um grande conhecimento em Clínica além de conhecimento científico e produção científica.

Joana: Agora, que tal nos contar um pouco sobre onde você roda ao longo de toda a residência médica em Cirurgia Cardíaca na USP de Ribeirão?

Gabriel: Na residência médica em Cirurgia Cardíaca na USP de Ribeirão, tive estágios na Cirurgia Geral (PA e enfermaria), Cardiologia (enfermaria e ambulatórios de válvulas e isquemia), e na perfusão (estágio da circulação extracorpórea) no primeiro ano. No segundo, por conta da pandemia, foi um ano sem estágios. Mas agora no R3 fiz estágio no marca-passo e estão programados estágios na Cirurgia Torácica e na Hemodinâmica e Ecocardiografia. Há outros ainda a serem cumpridos como UTI, Cirurgia Vascular e Cardiovascular Congênita, mas por conta da pandemia, e por não haver um R+ acima de mim, estamos adaptando conforme é possível.

Joana: Conta mais: A residência em Clínica Médica em Cirurgia Cardíaca na USP-RP respeita a carga horária de 60 horas semanais? Qual é a carga máxima de plantão dos residentes? Existe algum período de descanso pré ou pós-plantão?

Gabriel: Sim, a residência em Clínica Médica em Cirurgia Cardíaca na USP-RP respeita essa carga horária. Durante o R1 rodamos em esquema de plantão da Cirurgia Geral, dando dois plantões a cada três semanas: um de 12 horas noturno no PA e um de 24 horas na enfermaria. Geralmente o pós-plantão é dado no período da tarde. Do R2 para frente não temos mais os plantões, mas temos os sobreavisos de 24 horas, por cerca de 15 dias por mês. Além disso, por causa da pandemia, temos plantões nas UTIs Covid, uma por mês.

Joana: Em uma escala de 0 a 10, quanto a residência em Cirurgia Cardíaca se concentra na parte teórica? Quais são as principais atividades teóricas que vocês têm?

Gabriel: Minha classificação seria 8. Temos uma reunião chamada de HEART TEAM. Ela é constituída por cirurgião cardiovascular, ecocardiografista, cardiologista intervencionista, cardiologista geral. Nessa reunião são apresentados casos de enfermaria e ambulatorial para definir a melhor abordagem, seja ela cirúrgica, hemodinâmica, híbrida ou tratamento clínico conservador. Por ter várias especialidades envolvidas os casos acabam gerando boas discussões, nas quais se extrai muito aprendizado. Além dessa reunião, temos semanalmente uma apresentação com o docente e médicos assistente, nas quais os residentes apresentam aulas sobre diversos temas, desde assuntos clássicos como por exemplo valvopatias (clínica, diagnóstico, abordagem cirúrgica) até apresentação de artigos.

Joana: Aproveitando o embalo, de 0 a 10, como você classificaria a parte acadêmica na USP-RP? Você se sente estimulado a publicar artigos?

Gabriel: Também daria nota 8. Estamos em uma instituição onde a pesquisa é um ponto forte, temos docentes que possuem grande volume de publicações e os mesmos sempre nos apoiam e criam meios para produzirmos também.

Joana: E quais são os pontos fortes da residência em Cirurgia Cardíaca da USP de Ribeirão?

Gabriel: Apesar de termos um volume cirúrgico pequeno e estar reduzido por conta da pandemia, temos casos cirúrgicos muito complexos, e o contato com esses casos criam uma boa bagagem. Além disso, temos grande incentivo e oportunidades por parte do docente e dos médicos assistentes para participar das cirurgias, desde como auxiliar até como cirurgião principal.

Joana: O que você acha que pode melhorar?

Gabriel: Melhorar sempre é possível, acredito que com maior volume de cirurgias a residência torna-se mais completa.

Joana: Bom ponto! Mas, me diz: como foi o processo seletivo para ingressar na residência médica? Você se lembra de quais perguntas fizeram em sua entrevista?

Por ter se tornado acesso direto, eles se mostraram muito interessados em saber qual era a minha experiência com cirurgia no internato, além do meu contato com a cirurgia cardíaca, uma vez que não é um estágio em todos os internatos: no meu caso foi optativo do sexto ano. Para completar, queriam saber meu interesse e experiência com pesquisa e publicações.

A entrevista foi realizada na sala dos docentes da disciplina, nela estavam presentes dois docentes da Cirurgia Cardiovascular e o preceptor dos residentes da Cardiovascular e Torácica. Foi uma conversa bem informal, sem muita pressão. O currículo e a entrevista não tinham grande peso na nota final, conforme já estava no edital.

Joana: Você acha possível conciliar a residência com plantões externos? A maioria dos residentes faz isso?

Gabriel: Sim! Durante o R1 é um pouco mais complicado, porque você tem apenas um final de semana livre por mês. Como a maioria das atividades se iniciam antes das 7 da manhã, fica difícil dar plantões noturnos durante a semana. Do R2 para frente fica mais fácil durante os finais de semana quando não se está de sobreaviso.

Joana: Em relação à sua residência, que tipos de comodidades ela oferece para os residentes? Qual é o apoio recebido da instituição?

Gabriel: Na minha experiência, não tenho conhecimento a respeito de algo relacionado à moradia. Mas em relação à alimentação, todos os residentes têm direito a todas as refeições do dia oferecidas pelo bandejão da instituição.

Joana: Você é natural de Ribeirão Preto, ou mesmo de São Paulo? Conhece algum colega que voltou ou pretende voltar para a cidade de origem? Acha que dá para se inserir bem no mercado de trabalho?

Não sou da região. O que posso dizer sobre isso é que a cirurgia cardíaca é uma especialidade que depende muito de equipes, e geralmente por questão de conhecer a formação do cirurgião os residentes acabam entrando para as equipes daqueles que o formaram. Sendo assim, o processo entre terminar a residência e ter a sua própria equipe leva o seu tempo.

Joana: Massa! E agora, a última pergunta: tem mais alguma coisa que você queira falar sobre a residência médica em Cirurgia Cardíaca na USP-RP? Qualquer comentário é válido para acrescentar mais sobre a experiência!

Gabriel: Acredito que todos aqueles que desejam fazer Cirurgia Cardíaca deveriam conhecer bem os lugares em que pretendem prestar a prova. Também sugiro procurar fazer estágios no mesmo local durante o internato.

E aí? Curtiu saber mais sobre a residência médica em Cirurgia Cardíaca na USP-RP?

Pela entrevista do Gabriel, já deu para perceber que a experiência na residência médica em Cirurgia Cardíaca na USP-RP é bastante intensa e repleta de atividades que com certeza vão acrescentar um monte de ensinamentos para sua carreira, não é mesmo? Então, se você está a fim de seguir o mesmo caminho que ele e entrar de cabeça nessa profissão, não se esqueça de que é preciso começar a se preparar o quanto antes.

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Bora lá!

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JoanaRezende

Joana Rezende

Carioca da gema, nasceu em 93 e formou-se Pediatra pela UFRJ em 2019. No mesmo ano, prestou novo concurso de Residência Médica e foi aprovada em Neurologia no HCFMUSP, porém, não ingressou. Acredita firmemente que a vida não tem só um caminho certo e, por isso, desde então trabalha com suas duas grandes paixões: o ensino e a medicina.