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Como é a residência em Dermatologia na Famerp

Fala, pessoal! Hoje vamos te contar tudo sobre a residência em Dermatologia na Famerp. A Dermatologia é, hoje em dia, sem dúvida alguma, uma das especialidades médicas mais conhecidas. Afinal de contas, quem nunca precisou de um médico para resolver problemas na pele, nas unhas ou nos cabelos? Nunca se fez tantos procedimentos estéticos quanto agora! Mas o que nem todo mundo sabe é que pra muitas técnicas é necessária a presença de um especialista e é aí que entra o médico dermatologista! 

A residência médica em Dermatologia dura 3 anos, tem acesso direto e está entre as mais disputadas entre os recém-formados em Medicina e grande parte da prosperidade dessa especialidade está associada à área da Cosmiatria e Estética. Mas não se limita a isso! A Dermatologia é um campo que também pode atuar em procedimentos cirúrgicos e oncológicos, além de cuidar, é claro, de todas as doenças que acometem o tecido cutâneo e subcutâneo e tratar de alguns aspectos das doenças sexualmente transmissíveis que atingem a pele ou pelos. 

Como é a residência em Dermatologia na Famerp
Quer saber tudo sobre como é a residência em dermatologia na Famerp? Continue com a gente!

E se essa é uma opção de especialização para você e ainda não sabe onde cursá-la, quem sabe não é na Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp) que você vai realizar seu sonho? Então, vamos lá saber um pouco mais sobre essa instituição de ensino pública completamente focada em ciências da saúde que, aliás, não oferece apenas cursos de Medicina, mas também oferece os cursos de Enfermagem, e Psicologia. 

São José do Rio Preto é uma cidade de médio porte no interior e que fica a aproximadamente 440 km de São Paulo. De acordo com pesquisa recente da Fundação Getúlio Vargas (FGV), publicada na revista Você S.A, São José do Rio Preto é a 18ª colocada no ranking das cidades brasileiras mais promissoras para se construir uma carreira profissional e a Federação das INdústrias do Rio de Janeiro (Firjan) classificou a cidade como a 2ª mais desenvolvida do país! É uma excelente oportunidade de sair da residência, encarar o mercado de trabalho e, eventualmente, ficar por lá mesmo! 

Pra te contar mais sobre a experiência de viver na cidade e cursar a residência médica em Dermatologia, a gente conversou com a Marina que está no seu terceiro ano de residência em Dermatologia na FAMERP e contou tudo pra gente! Vamos lá! 

João: Vou começar com uma pergunta que a gente sabe que é bastante pessoal, mas todo mundo pergunta. Qual é o melhor estágio da residência em dermatologia na Famerp? Por quê?

Marina: Na Dermatologia é complicado escolher apenas um estágio. Passamos por Ambulatório, Cirurgia Dermatológica, Enfermaria, Patologia e Micologia. Acredito que por ser uma especialidade com diversos campos de atuação, considero que os melhores estágios são o Ambulatório, onde vemos casos do dia-a-dia, mas também diversos casos raros referenciados ao nosso serviço, e a Cirurgia Dermatológica, na qual aprendemos a realizar expresse de lesões benignas e malignas, eletrocauterização, procedimentos relacionados a cosmiatria, dentre outras coisas.

João: Há algum médico-assistente que você considere sensacional ou exemplo para sua formação? Por quê? 

Marina: Sim, a nossa chefe de Dermatoscopia é extremamente qualificada, atualizada e possui uma didática maravilhosa, contribuindo muito para nosso aprendizado em câncer de pele.

João: Conta um pouco pra mim onde vocês rodam ao longo de toda a residência (UTI, emergência, quais subespecialidades…)

Marina: No primeiro ano, o R1 passa por 3 meses na Clínica Médica, no estágio de Clínica Geral, Doenças Infecto-parasitárias, Alergologia e Reumatologia. Os demais meses, eles passam no ambulatório da Dermatologia. Já no R2 e R3 nossos estágios são apenas em Dermatologia. No R2, passamos na enfermaria onde ficam internados casos mais graves, além de respondermos pareceres médicos de outras equipes, na Cirurgia Dermatológica onde fazemos procedimentos mais tranquilos e menos complexos. Passamos por 15 dias na Micologia e por 15 dias na Patologia. No R2, a maioria do tempo estamos no ambulatório. Já no R3 a maior parte do nosso estágio é na cirurgia dermatológica em que fazemos cirurgias complexas e em áreas de risco, além de procedimentos cosmiátricos. Também passamos no ambulatório, 45 dias na Patologia e 15 dias na Micologia. E ainda temos a opção de fazer 1 mês de estágio optativo em outro serviço.

João: Existem estágios eletivos na sua residência? É possível (e comum) fazer um estágio fora do país?

Marina: Sim, no R3 temos um mês para fazermos estágios optativos e podemos fazer fora do país caso a faculdade seja conveniada com a Famerp.

João: a residência em dermatologia na Famerp, de uma forma geral, respeita as 60 horas semanais?

Marina: Respeita sim! 

João: E qual a carga máxima de plantão que você dá na sua residência? Se existir algum período de descanso pré ou pós-plantão, explica pra gente como é isso:

Marina: Temos uma média de 48 plantões no R1 atualmente. Quando temos plantões temos o pós-plantão no dia seguinte (período da tarde). No R2 e R3 não temos mais plantões.

João: De 0 (nada) a 10 (demais), o quanto sua residência foca em parte teórica? (aulas, discussão de caso clínico, Journal Club…).

Marina: Minha nota é 6. 

João: Para entender melhor sua nota, conta pra gente quais são as principais atividades teóricas que você tem ao longo da sua residência.

Marina: Temos aulas teórica toda segunda e quarta feira de patologias clínicas. Às terças temos apresentações de revisões bibliográficas sobre temas relacionados a cosmiatria e cirurgia dermatológica.

João: Aproveitando o embalo: de 0 (nada) a 10 (demais), o quanto sua residência foca em parte acadêmica? (serviço muito acadêmico, grande número de publicações, vocês se sentem estimulados a publicar artigos).

Marina: Nota 4.

João: Queria entender mais sobre a sua nota. Conta mais pra gente sobre como você enxerga o foco na parte acadêmica na instituição em que você faz residência.

Marina: Devido a pandemia, o último ano não foi focado em publicações e tivemos muito pouco estímulo e cobrança dos nossos chefes em relação a isso. Aparentemente esse ano está diferente… Estamos sendo mais estimulados a fazer relatos de casos, apresentar casos em congressos, etc.

João: Quais os pontos fortes residência em dermatologia na Famerp? (ex: boa base teórica, pega muita mão, consolidação boa no mercado…) Dá uma aprofundada pra gente.

Marina: Alto fluxo de pacientes no ambulatório, permitindo que nos formemos com grande segurança para tratar as doenças mais comuns e até as mais raras da Dermatologia. Nossa Cirurgia Dermatológica é ótima, sendo que fazemos grandes e pequenas cirurgias, com alto fluxo, permitindo que tenhamos “mão” para operar caso queiramos.

João: E tem algum ponto que você acha que a residência em dermatologia na Famerp poderia melhorar?

Marina: A Cosmiatria. Eu ainda considero que fazemos poucos procedimentos relacionados a Cosmiatria se comparado a outros serviços.

João: Falta pouco agora! Me diz: dá pra conciliar a residência em dermatologia na Famerp com plantões externos? A maioria faz isso?

Marina: Com certeza! Desde o meu primeiro ano faço plantões na minha cidade natal a cada 15 dias e sempre consegui conciliar. Claro que fico muito cansada, mas é bem possível. A maioria dos residentes de Dermatologia fazem muitos plantões fora.

João: A sua residência disponibiliza quais “comodidades” para os residentes? Ex.: como é a alimentação, como é o processo de seleção para moradia (se disponível).

Marina: A única comodidade é o refeitório que disponibiliza café da manhã, almoço e jantar. Na maior parte dos casos a comida está muito boa.

João: Pretende voltar para sua cidade de origem após a residência? Conhece alguém que voltou ou pretende voltar para a cidade de origem? Acha que é possível se inserir bem no mercado?

Marina: Olha, eu não sou de São Paulo mas quero voltar pra minha cidade. Eu conheço pessoas que voltaram e acredito que o sucesso depende muito da cidade, do porte, de quantos profissionais da sua área existam lá. Mas acredito que é possível sim se dar bem no mercado. Caso você tenha esse desejo, julgo interessante manter algum vínculo durante a residência. Por exemplo, fazer plantões na sua cidade.

João: Última pergunta. Tem mais alguma coisa que você queira falar sobre residência em dermatologia na Famerp que a gente não perguntou?

Marina: Acredito que a residência em Dermatologia no nosso serviço é referência. Como em todos os lugares, existem pontos falhos. Mas acredito que os pontos positivos superam os negativos e saímos como profissionais muito bem formados e preparados para o mercado de trabalho. Se você tem o sonho de fazer Dermatologia na Famerp, estude, se esforce e não desista. Com certeza você será grato no futuro por essa escolha.

E aí? Gostou de saber mais sobre como é a residência médica em Dermatologia na FAMERP?

E se a residência em dermatologia na Famerp é a sua residência dos sonhos, então, é chegada a sua hora de se preparar para as provas de residência! Inscreva-se no Extensivo São Paulo, o nosso curso com videoaulas ao vivo e gravadas com os temas que você realmente precisa saber para ingressar nas principais instituições do país. Também oferecemos um app com milhares de questões comentadas e acesso ao curso Intensivo São Paulo a partir do meio do ano.

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Bora pra cima!

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AlexandreRemor

Alexandre Remor

Nascido em 1991, em Florianópolis, formado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 2015 e com Residência em Clínica Médica pelo Hospital das Clínicas da FMUSP (HC-FMUSP) e Residência em Administração em Saúde no Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE). Fanático por novos aprendizados, empreendedorismo e administração.