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Como é a residência em Infectologia na USP-RP

Endemias, surtos, epidemias, doenças infecciosas emergentes e reemergentes são alguns dos problemas atuais que evidenciam a importância social desta que é a especialidade clínica mais geral, aquela que estimula o raciocínio e integração da fisiopatologia dos mais variados tecidos e sistemas, a que abraça por completo o desafio de buscar o agente etiológico com rapidez e precisão: a Infectologia! E é sobre a residência médica em Infectologia na USP-RP que você vai saber tudo e mais pouco! Vem com a gente!

Imagem ilustrativa atrelada ao tema da residência em Infectologia na Usp-Rp
O Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto é onde acontece grande parte das atividades da residência em Infectologia na USP-RP

Pertinho da capital, a 320 km, lá na ensolarada e charmosa cidade de Ribeirão Preto, há mais de 40 anos é oferecido, pela Divisão de Moléstias Infecciosas e Tropicais do Departamento de Clínica Médica, o Programa de Residência Médica em Infectologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – Universidade de São Paulo (HCFMRP-USP). E desde então, pouco mais de uma centena de médicos, vindos de todos os cantos do país, se tornaram Infectologistas e têm atuado ativamente no controle de doenças infecciosas e parasitárias individuais e coletivas em clínicas e hospitais brasileiros.

Por ser uma especialidade de acesso direto e com duração de 3 anos, a residência médica em Infectologia tem atraído muitos recém-graduados pra área. No bate papo que tivemos como Leonardo e a Ana Beatriz, que são R3, e a Betânia, que é R2 na especialidade, eles contaram pra gente como é estudar na FMRP-USP, nacional e internacionalmente reconhecida como referência em pesquisa científica, além de relatar suas percepções sobre os estágios e as discussões de casos. Confere aqui!

Joana: Vou começar com uma pergunta que sei que é muito pessoal, mas é inevitável: para você, qual é o melhor estágio da residência em Infectologia na USP-RP?

Leonardo: Eu gostei bastante quando passei pela infecto e também pela pneumo, que no meu mês foram enfermarias bem investigativas. Mas, de toda a residência, o estágio que mais gostei foi da enfermaria de HIV mesmo!

Ana Beatriz: Gostei das enfermarias porque em nosso hospital temos o privilégio de ter a maior enfermaria da Clínica Médica: são 35 leitos divididos em 20 leitos na enfermaria de Moléstias Infecciosas Gerais + 15 leitos na UETDI (unidade especial de HIV – atualmente os pacientes foram remanejados e a unidade está sendo usada para COVID). Nessas enfermarias temos contato com todo tipo de doença infecciosa e muitos casos investigativos, que as vezes nem são infecciosos – descobrimos doenças oncológicas, hematológicas, reumatológicas.  E essa investigação é muito importante, pois envolve uma boa anamnese, exame físico e solicitação correta de exames complementares – o que é a base da Clínica Médica e da Infectologia. Os docentes e médicos contratados que nos orientam também são muito importantes, todos prestativos e com grande gama de conhecimento.

Betânia: Eu gostei mais da Enfermaria de Infectologia Geral e UETDI (Enfermaria de pacientes HIV).

Joana: Tem algum médico assistente que você considere sensacional ou exemplo para sua formação? Por quê?

Leonardo: Eu admiro muito o Dr. Fernando Crivelenti Vilar, que é um dos contratados na enfermaria do HIV. Um clínico excepcional!

Ana Beatriz: Sim, também o Dr.Fernando Vilar. Ele é uma pessoa maravilhosa, super acessível,  tem muito conhecimento até porque trabalha com HIV, CCIH e Clínica Médica.

Betânia: Vários! Muitos foram importantes, por isso prefiro não citar nomes para não correr o risco de ser injusta e me esquecer de alguém.

Joana: Conta um pouco sobre onde vocês rodam ao longo de toda a residência em Infectologia na USP-RP.

Leonardo: Então, aqui no HC em Ribeirão a gente faz o R1 inteiro junto com o pessoal da Clínica Médica, mesmo programa, estágios, tudo! Aí é um pouco cansativo, R1 de clínica, né? São muitos plantões, a gente roda um mês em cada especialidade (gastro, nefro, infecto, cardio, endócrino, hemato, nutro, pneumo, reumato, emergência, clínica médica). 

Já no R2 a gente fica só na infecto mesmo! aqui no HC temos 2 enfermarias: uma só pra paciente HIV e outra para infecto geral. E a gente passa 3 meses em cada uma delas no R2. Além disso, passamos 1 mês no CTI, na CCIH, nos laboratórios, no líquor, nos ambulatórios. Eu gosto muito da enfermaria do HIV , a equipe é maravilhosa e a gente oferece um cuidado de qualidade para essa população que, em geral, é bastante vulnerável. Gostei muito de rodar no líquor também, que é um procedimento super importante e, em alguns serviços menos especializados, é a equipe da clínica/infecto que coleta mesmo. E, por fim, no R3 a gente passa 1 mês na enfermaria geral, 1 mês na enfermaria HIV, 2 meses de optativo, 3 meses CCIH, 1 mês de vigilância epidemiológica, 2 meses ambulatórios. Acho bem legal a gente rodar na CCIH, que é basicamente o emprego que a gente tem assim que sai da residência.

Betânia: O primeiro ano é apenas clínica médica, então eu faço parte da escala da clínica. Pra mim é SENSACIONAL, porque consolidamos muito quando estamos na especialidade no R2. Rodamos nos ambulatórios de especialidades – nefro, cardio, endócrino e etc. Na unidade de emergência e nas enfermarias das especialidades no R1.

No R2 temos 6 meses de enfermaria, 1 mês de UTI, 1 mês de líquor, demais ambulatórios.

Joana: Existem estágios eletivos na residência em Infectologia da USP-RP? É possível (e comum) fazer um estágio fora do país?

Leonardo: Temos 2 meses no R3 para cumprir como estágios eletivos. É possível fazer no exterior, sim! Inclusive vários residentes já foram trabalhar com HIV na África. Um dos docentes da infecto fez a pós-graduação toda na universidade de Yale, então tem contatos nos EUA caso alguém se interesse. Neste ano, eu tinha me programado para ficar 1 mês em Manaus num curso de imersão em medicina tropical e 1 mês em Curitiba, num estágio de CCIH, no entanto a pandemia mudou todos os planos e tive que fazer os eletivos em Ribeirão mesmo.

Ana Beatriz: Tem 2 estágios optativos no R3, com duração de 1 mês cada. É bastante comum realizar os estágios fora do HCRP, em hospitais em São Paulo capital (HC -USP, Emílio Ribas) ou em outros estados (Pará,  Amazonas, Ceará,  etc). É possível sim fazer o estágio fora do país, pois nossos docentes e médicos contratados têm muitos contatos em diversos países. Os residentes que foram pra fora preferiram ir para a África, visto a incidência de HIV e outras doenças infectológicas tropicais.

Joana: Me conta: sua residência, de uma forma geral, respeita as 60 horas semanais? E qual a carga máxima de plantão que você dá na sua residência? Se existir algum período de descanso pré ou pós-plantão, explica pra gente como é isso:

Leonardo: Em geral, sim. No R1 é quando fazemos mais plantões mesmo! Ser R1 de Clínica Médica não é fácil em nenhum lugar e aqui em Ribeirão não é diferente! Como a gente fica cada mês em uma especialidade, o número de plantões varia bastante… mas em geral, por subgrupo (que tem entre 3 a 4 pessoas), são de 3 a 5 plantões por semana, que são feitos na unidade de emergência e no hospital estadual. Isso dá uma média de até 2 plantões por semana mais ou menos. Mas depende bastante de como os subgrupos se organizam e dividem os trabalhos. É um ano pesado, mas dá pra levar numa boa quando bem dividido. 

No R2, a situação já melhora bastante. A gente cobre os plantões noturnos de Clínica Médica do HCRP, mas como a escala é dividida entre todas as especialidades do departamento de clínica, acaba ficando de 10 a 15 plantões, por residente, por ano! Além disso, a gente cobre a enfermaria de HIV alguns dias da semana, mas dá uma média de só 1 a 3 plantões por mês por residente.

No R3, a gente fica só pra ajudar nos plantões noturnos da enfermaria de HIV, dando uma média de 2 a 4 plantões por mês por residente. Aqui no serviço, o descanso acontece sempre no pós-plantão, porém não imediato: depois do plantão a gente continua a rotina normal pela manhã e só vai pra casa descansar à tarde!

Joana: De 0 (nada) a 10 (demais), quanto a residência em Infectologia na USP-RP foca em parte teórica? Quais são as principais atividades teóricas que você tem?

Leonardo: Nota 8. Nosso programa teórico inclui 4 atividades semanais: às segundas, às 12h30, temos aulas de HIV preparadas por médicos contratados, docentes ou residentes. Intercalada com discussão de casos com a neurorradio, em que os residentes apresentam caso clínico e a equipe da rádio discute os exames de imagem. Nas terças às 07h30 há journal club em que os residentes discutem um artigo escolhido pelo docente. Nas terças às 11h, temos discussão de caso da enfermaria de infecto geral, com aula sobre o tema após, sempre preparada pelo residente, intercalada com discussão de casos com a patologia, em que os residentes apresentam o caso clínico e a equipe da pato discute os exames da especialidade. Já nas quartas às 16h30, temos aula “oficial” com temas gerais da infecto, comumente apresentada pelos docentes, mas os residentes também preparam algo eventualmente.

Ana Beatriz: Nota 5. Toda semana temos 1 aula específica de HIV, 1 aulas de Infectologia geral, 1 discussão de artigo (Journey Club), 1 discussão de caso clínico de MI geral e 1 discussão de caso clínico de HIV na reunião da neuro-rádio (infecto + neuro + radiologia)

Betânia: Nota 7. A pandemia afetou muito! Mas em geral, temos 2 aulas por semana e Journal por mês!

Joana: Aproveitando o embalo: de 0 (nada) a 10 (demais), o quanto sua residência foca em parte acadêmica?

Leonardo: Nota 5. O HC é um hospital terciário vinculado a FMRP da USP, então muitos docentes estão envolvidos com a parte acadêmica. No entanto, o foco nessa área depende muito do residente. Caso ele não demonstre interesse, não há cobrança nesse sentido pela preceptoria. Aqui na instituição, no R3 existe a possibilidade de iniciar pós-graduação stricto sensu. Eu mesmo estou fazendo mestrado profissional esse ano.

Ana Beatriz: Nota 3. A residência médica da Infectologia é bem sobrecarregada, principalmente no R1 e R3. Na maioria das vezes os residentes publicam casos clínicos em artigos, e poucas vezes algum residente faz mestrado junto da residência (principalmente no R3). Temos residentes que optam por fazer o R4 (no HCRP temos R4 em medicina Tropical, ainda não temos de CCIH) juntamente com mestrado profissional. Nossos docentes estão muito envolvidos com pesquisa, e sempre estimulam os residentes interessados na área acadêmica.

Betânia: Nota 8. Tem muito incentivo caso você deseje publicações, basta querer e procurar um chefe e todos serão bem solícitos.

Joana: Quais os pontos fortes da sua residência em Infectologia na USP-RP? Dá uma aprofundada pra gente.

Leonardo: Como a gente passa muito tempo da residência nas enfermarias e na CCIH, penso que os pontos fortes são o manejo para lidar com pacientes HIV, discutir os casos de Infectologia geral, responder interconsultas, discutir antibióticos. Além disso, é uma instituição muito reconhecida, então as oportunidades de emprego acabam aparecendo bastante.

Ana Beatriz: Acho a formação prática excelente, temos muito contato tanto com enfermaria quanto com ambulatórios diversos (Infecto geral, HIV, hepatites,  tuberculose, ISTs, PA da infecto). Como nossa enfermarias são grandes e tem pacientes graves, também aprendemos a manejar casos de urgência/emergência, além dos estágios do R1 junto com a Clínica Médica. Acho nossa base teórica boa também,  acredito que 5 encontros por semana para discussão teórica um número bom, mas também depende da dedicação do residente em estudar por conta. De forma geral, acho a residência de Infectologia (Moléstias Infecciosas como chamamos) do HCRP bem estruturada e completa.

Betânia: A parte que acho mais interessante é ser referência pra muitos casos que normalmente não veria em um hospital menor. Acredito que somos bem formados na teoria sim, pegar mão de procedimentos é relativo, mas estou satisfeita. No ano de R1, fiz 10 IOT e 20 AVC.

Joana: E tem algum ponto que você acha que poderia melhorar?

Leonardo: Eu acho que a gente deveria rodar em algum momento na Infectologia pediátrica, porque eventualmente na CCIH ligam para discutir casos de crianças, e não temos nenhum estágio regular com a ped. Acho que poderia ser incluído um período com eles.

Ana Beatriz:Talvez mais discussões de CCIH, além dos estágios específicos,  e o R4 de CCIH, pois esta é uma área muito importante de atuação do Infectologista.

Betânia: Mais aulas teóricas! Esse é um ponto importante a melhorar. 

Joana: Acha que dá para conciliar a residência médica com plantões externos? A maioria faz isso?

Leonardo: Dá pra conciliar sim! E a maioria dos residentes trabalha fora também. No R1, pelo número de plantões da residência, fica mais puxado. Mas no R2 e R3 é bem factível sim.

Joana: Quais “comodidades” a sua residência disponibiliza?

Leonardo: Aqui no HCRP o residente tem direito às refeições no hospital. São servidos café da manhã, almoço, jantar e ceia noturna. Além disso, contamos com assistência à saúde no SAMSP, que é o serviço de assistência médica e social do pessoal – USP, podendo agendar consultas e exames. Em relação à moradia, não temos alojamento para residentes no serviço.

Ana Beatriz: Os residentes têm direito a realizar as refeições no refeitório dos hospitais (não no bandejão), temos quarto com banheiro para ficar durante os plantões, temos estacionamento próprio, temos wi-fi nos hospitais, se precisarmos de exames ou consultas médicas temos acesso no HC, mas não temos moradia.

Betânia: Sobre moradia, nao sei muito opinar, mas tem alimentação nos três turnos: café, almoço e jantar!

Joana: O Leonardo é do interior do estado de São Paulo. A Betânia é de outro estado, né? Pretende voltar, Betânia? E você, Leonardo? E você Ana, vai voltar?

Leonardo: Eu sou natural de Araraquara, que fica a menos de 100 km de Ribeirão. No entanto, não pretendo voltar para lá ou ficar por aqui. Eu estou em busca de oportunidades em outros locais, talvez até outros estados.

Ana Beatriz: Sim, a maioria das pessoas ou retorna para  cidade/estado de origem ou vão para outros locais nos quais tem boas propostas de trabalho. Eu mesma pretendo voltar para minha cidade depois de concluir a residência.

Betânia: Eu não sou de SP e não pretendo retornar ao meu estado de origem.

Joana: Conhecem alguém que não é de São Paulo e voltou ao seu estado de origem? Acham que é possível se inserir bem no mercado de trabalho?

Leonardo: Apesar da região aqui ser bastante saturada de médicos, ainda acho possível que a pessoa permaneça aqui após a residência, caso seja do seu interesse. Acontece que acho bastante enriquecedor mudar de ares e se desafiar em locais ainda desconhecidos. Me sinto confiante e preparado para tentar essa inserção no mercado em outros locais.

Betânia: Conheço pessoas que voltaram e acho que é possível, sim, ter uma boa inserção no mercado de trabalho em outras cidades. Acho bem possível. Eu não quero voltar. É uma opção bem pessoal mesmo não retornar!

Joana: Última pergunta. Tem mais alguma coisa que você queira falar sobre a sua residência que a gente não perguntou?

Leonardo: Acho que já foi tudo contemplado com as perguntas. Mas eu gostaria só de incentivar as pessoas a escolherem a residência médica em Infectologia – é uma área muito bacana e com bastante mercado!

Ana Beatriz: Acho importante ressaltar que “as pessoas de fora” – que não fizeram a graduação na FMRP – são muito bem vindas na Infectologia. Nós somos muito bem receptivos, todos da MI, dentre docentes, contratados e residentes, são pessoas muito boas e legais (não estou sendo metida não, viu!), sendo este inclusive um destaque para os graduandos e residentes que têm contato conosco. Talvez o perfil de pessoas que escolhem prestar Infectologia seja muito semelhante. Então, pra você que é da casa ou não, não se preocupe, você será muito bem recebido. Outro ponto importante a ressaltar é sobre o mercado de trabalho, nós temos muitas atividades para exercer na vida profissional – enfermarias em hospitais (tanto de Infectologia quanto de Clínica Médica), ambulatórios diversos (HIV, hepatites, tuberculose, ISTs, Infecto geral), CCIH em hospitais e clínicas,  Vigilância Epidemiológica, consultório particular. Se observarmos todas as residências de infecto, vemos que não há um grande número de vagas, isso ajuda a não saturar o mercado. Além disso, temos pacientes crônicos e lidamos com doenças de alta prevalência e incidência. CCIH também é um serviço que está ganhando cada vez mais importância e necessita de pessoas qualificados. E, como 2020 nos mostrou, sempre haverá,  de tempos em tempos, epidemias e pandemias para enfrentarmos. É como dizem, “trabalho nunca irá nos faltar”.

Gostou de saber mais sobre como é fazer residência médica em Infectologia na USP-RP?

A residência em Infectologia na USP de Ribeirão Preto é certamente um dos programas com mais visibilidade e reconhecimento do grande público, principalmente pela atuação efetiva nos casos de HIV. Além, é claro, de ser uma residência médica cujos estágios são rodados naquele que é um dos principais hospitais do interior do Brasil, tanto pelo porte, com mais de 800 leitos, quanto pela tecnologia e recursos humanos disponíveis. É pra aprender mesmo com os melhores!

Bacana essa entrevista, né? E se você curtiu nossa conversa sobre a residência médica em Infectologia na USP-RP e quer saber mais sobre outras especialidades médicas, não deixa conferir nosso blog! Já falamos sobre como é a residência em Infectologia na USP-SP e na Santa Casa, sabia? Vale a pena dar uma conferida!

Tem alguma instituição que você gostaria de saber mais e de que ainda não falamos? Fala pra gente aqui nos comentários! Ele pode ser a nossa próxima pauta!

Agora se você já sabe que quer fazer residência médica na USP de Ribeirão Preto, vem saber tudo sobre como é ser residente lá baixando nosso Guia Definitivo da USP-RP!

Quem estiver inscrito vai ter acesso a um quiz exclusivo que vai mostrar como está indo sua preparação e o que pode melhorar! Vamos estudar juntos! Partiu aprovação!

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JoanaRezende

Joana Rezende

Carioca da gema, nasceu em 93 e formou-se Pediatra pela UFRJ em 2019. No mesmo ano, prestou novo concurso de Residência Médica e foi aprovada em Neurologia no HCFMUSP, porém, não ingressou. Acredita firmemente que a vida não tem só um caminho certo e, por isso, desde então trabalha com suas duas grandes paixões: o ensino e a medicina.