Saiba como planejar suas finanças durante a preparação para a residência médica

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Se você está se preparando para a residência médica, sabe que esse período pode ser desafiador tanto academicamente quanto financeiramente. A rotina intensa de estudos somada à necessidade de se manter financeiramente pode gerar uma pressão enorme. Mas a boa notícia é que, com planejamento financeiro para residência médica, é possível equilibrar essas duas frentes e garantir uma transição tranquila para a residência.

Neste post, vamos falar sobre a realidade financeira dos médicos recém-formados, trazer dicas práticas para organizar suas finanças e compartilhar insights sobre o mercado de trabalho na medicina.

A realidade financeira dos médicos recém-formados

De acordo com os dados mais recentes da Demografia Médica, a média salarial de um médico jovem no início de carreira gira em torno de R$ 12.200. Embora pareça um valor alto, ele esconde a falta de estabilidade, a ausência de benefícios (como férias e 13º para quem é PJ) e o custo elevado da formação.

Outro ponto importante é que, apesar da medicina ser uma das profissões mais bem remuneradas do país, o mercado está mudando. A previsão é que, até 2035, o Brasil tenha 1 milhão de médicos ativos, o que pode levar a uma maior concorrência por vagas e a uma queda no valor médio dos plantões. 

Segundo a Demografia Médica no Brasil 2025 da Associação Médica Brasileira (AMB), o número de médicos especialistas cresceu 84% nos últimos 10 anos. Esses dados mostram um cenário em expansão, mas que também exige um planejamento estratégico para se destacar no mercado.

O custo da aprovação

Se você vai começar a se preparar para a residência médica, saiba que essa jornada envolve alguns custos, como:

  • Inscrições: Cada edital pode custar entre R$ 600 a R$ 1.200.
  • Deslocamentos: Viagens para provas práticas em outros estados, hospedagem e alimentação.
  • Material e Cursos: O investimento em cursos preparatórios padrão-ouro, como os da Medway, que são o seu passaporte para a vaga.

Por isso, criar um planejamento financeiro para residência médica é essencial para garantir um futuro profissional mais tranquilo.

5 passos para se organizar financeiramente

Agora que você já entendeu a realidade do mercado, é hora de colocar a mão na massa e começar seu planejamento financeiro para residência médica. Separamos cinco passos essenciais para ajudar nesse processo.

1. Conheça seus gastos

O primeiro passo para qualquer planejamento financeiro é entender para onde está indo o seu dinheiro. Liste todas as suas despesas fixas (aluguel, contas, financiamento) e variáveis (alimentação, lazer, transporte). Isso permite visualizar sua real necessidade financeira e identificar possíveis cortes.

Dica: Utilize uma planilha ou apps de controle financeiro para monitorar suas despesas de forma prática.

2. Saiba quanto você precisa ganhar

Depois de entender seus gastos, calcule o quanto você precisa ganhar para cobrir essas despesas e ainda guardar um valor para a residência. Se você deseja não trabalhar durante o primeiro ano da residência, por exemplo, será necessário guardar um montante suficiente para cobrir pelo menos 24 meses de despesas.

Em média, um médico recém-formado que quer se manter sem trabalhar no R1 precisa poupar cerca de R$ 8.691 por mês durante um ano. Parece muito, mas pequenas mudanças na rotina ajudam a atingir essa meta mais facilmente.

3. Não se sobrecarregue com plantões

Estudar para a residência exige tempo e dedicação. Se você decidir trabalhar durante a preparação, tente equilibrar a carga horária para não comprometer os estudos. O ideal é manter no máximo 40 horas de trabalho por semana, priorizando plantões diurnos para evitar desgaste excessivo.

4. Acompanhe sua evolução financeira

Estabeleça metas e faça checkpoints financeiros trimestrais. Verifique se você está conseguindo poupar o suficiente e ajuste sua estratégia caso necessário. Além disso, centralize seus recursos em um único local para facilitar o monitoramento.

5. Invista com segurança

Como o dinheiro guardado para a residência será utilizado em um curto período de tempo, o ideal é investir em opções seguras e com alta liquidez, como CDBs com resgate diário, Tesouro Selic e fundos de renda fixa. Assim, seu dinheiro continuará rendendo sem risco de perdas bruscas.

Conciliando trabalho e estudos para a residência médica

Para muitos médicos em preparação para a residência, trabalhar enquanto estudam não é uma escolha, mas uma necessidade. Conciliar essas duas demandas exige planejamento e estratégias bem definidas para evitar a sobrecarga e garantir um bom desempenho nas provas.

O segredo para equilibrar trabalho e estudos está na organização da rotina. Definir horários fixos para cada atividade, otimizar os períodos de estudo e utilizar técnicas de aprendizado eficiente podem fazer toda a diferença. Além disso, priorizar plantões em turnos estratégicos e evitar acúmulo excessivo de horas trabalhadas ajuda a manter a produtividade nos estudos sem comprometer a saúde física e mental.

Como os aprovados conseguiram equilibrar trabalho e estudos

Diversos médicos que conquistaram sua vaga na residência médica conseguiram equilibrar trabalho e estudos de forma eficiente. Por exemplo, Ana Laura Lopes da Silva, aprovada em Dermatologia pela USP-RP após ser aluna do Extensivo R1 e realizar 6.475 questões e obter um percentual de acerto de 88%, conciliando sua rotina com 24 a 36 horas semanais de plantões. 

Seu segredo foi seguir um cronograma bem estruturado e utilizar técnicas de revisão ativa.

Outro caso é o de Giovanna Ganen Favero, aprovada na residência de Pediatria em 1º lugar na USP-RP e no Hospital Sírio-Libanês, em 2º lugar no SUS-SP, e também no Einstein e na Unicamp. 

Ela organizou seu tempo para manter uma rotina consistente de estudos e conseguiu realizar 10.330 questões, enquanto levava de 12 a 24 horas semanais de plantões. A chave para seu sucesso foi utilizar os horários de plantão de forma estratégica e evitar sobrecarga excessiva.

Se você quer saber mais sobre como encontrar esse equilíbrio e garantir que seu rendimento não seja prejudicado, confira nosso artigo completo sobre o tema: Como conciliar trabalho e estudos para a residência médica em 2025.

Conclusão

O planejamento financeiro para residência médica é tão importante quanto estudar para as provas. Com um bom plano, é possível reduzir a pressão financeira, garantir um foco maior nos estudos e iniciar sua carreira da melhor forma possível.

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Daniel Haber Feijo

Daniel Haber Feijo

Professor da Medway. Formado pela Universidade do Estado do Pará, com Residência em Cirurgia Geral pela Escola Paulista de Medicina/Universidade Federal de São Paulo (EPM-UNIFESP). Siga no Instagram: @danielhaber.medway