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Qual é a carga horária máxima do plantão médico?

Você sabe qual é a carga horária máxima do plantão médico? Se, na época em que você ainda pensava no que iria fazer da vida, ficou encantado por séries que mostram a rotina desses plantões e decidiu o futuro com base nisso, é bom dar uma lida neste post! Afinal, apesar de toda a romantização das situações vividas, um plantonista trabalha — e trabalha muito.

Saber como é a regulamentação em relação aos horários pode ajudar na hora de garantir os seus direitos, ou até mesmo preparar para o que está por vir.

Bora lá?

Qual é a carga horária máxima do plantão médico?
Descubra a seguir qual é a carga horária máxima do plantão médico. Continue lendo!

Sim, fomos pesquisar o que a palavra significa

Paramos para dar uma olhada na definição de “plantão” no dicionário. Olha só o que encontramos:

plan.tão

1. Trabalho noturno ou em dias e horas normalmente sem expediente em fábrica, hospital, redação de jornal, etc.

2. Um período desse trabalho

3. Profissional escalado para um desses períodos.

E o que é um plantão médico?

Vamos focar no que realmente nos interessa agora, que é a prática de plantões na medicina. O médico plantonista é o profissional responsável por atendimentos emergenciais e prescrição de medicamentos em turnos, que podem ocorrer no pronto-socorro, UTI e enfermaria.

Embora sejam cansativos, são uma ótima oportunidade para adquirir experiência, Afinal, em um plantão, você atende uma enorme quantidade de pessoas, o que se traduz em uma vivência bem intensa na função.

Também é uma opção bastante procurada pelos profissionais graças à questão financeira. Trabalhar em plantões pode fazer a diferença na hora de pagar as contas.

O que é necessário para trabalhar como plantonista?

Para exercer a função, é preciso ter a formação em medicina e o registro no CRM. As contratações podem ocorrer como prestação de serviços (PJ) ou com registro em carteira (CLT).

Mas, além da formação técnica, é necessário ter algumas características para ser um bom médico plantonista. O trabalho requer um bom preparo físico e psicológico, para enfrentar longas horas de atuação e conseguir lidar com pacientes em estado muito grave.

Outro detalhe importante: você dificilmente terá uma rotina atuando como plantonista, já que cada dia tem casos e volumes de atendimento diferentes.

Especialistas nos plantões

O trabalho como plantonista também alcança os médicos especialistas, que podem dar sua contribuição para atender casos mais complexos. Entre os mais requisitados, podemos citar:

Cardiologista

As doenças cardiovasculares são uma das principais causas de morte no Brasil, o que justifica a presença desse especialista no plantão.

Por ter um conhecimento bem aprofundado no assunto, esse profissional consegue diagnosticar e tratar de maneira correta todas as emergências relacionadas a problemas cardíacos, ajudando a salvar muitas vidas.

Ortopedista

Uma noite acompanhando um plantão médico e provavelmente você verá um paciente que sofreu algum acidente. Para esses casos, o ortopedista assume um papel importantíssimo, solicitando exames e até realizando cirurgias para tratar fraturas e lesões nos ligamentos e nos músculos.

Neurologistas

Problemas como Mal de Parkinson e AVC (Acidente Vascular Cerebral) são algumas das questões cuidadas pelo neurologista. Como a agilidade é fundamental para tratar os pacientes que sofreram um AVC, a presença desse neurologista no plantão também faz a diferença.

Cirurgião geral

Um paciente pode chegar ao PS com queixas de dor intensa na região do abdome, que pode ter diferentes causas, como pedras na vesícula ou apendicite, por exemplo.

Estes são apenas alguns dos problemas que podem ser resolvidos com a intervenção de um cirurgião geral.

Quanto um plantonista ganha?

O valor recebido por um plantonista varia de acordo com a cidade em que ele está trabalhando e o grau de especialização.

Em São Paulo, um plantão de 12 horas pode variar entre R$900,00 e R$1600,00. Para alguns especialistas, esse pagamento é mais alto.

Você gosta de trabalhar à noite? Então pode ficar animado, porque as chances de ganho são maiores. Ao fazer o plantão das 22h às 5h, o médico recebe um adicional noturno de 20% sobre o valor. Esse adicional está previsto na legislação brasileira, mas nem sempre é aplicado em todos os locais. Por isso, vale confirmar com a pessoa que está contratando você, ok?

Quer saber mais sobre a remuneração para plantonista? Confere o artigo sobre quanto um médico ganha por plantão!

Qual a carga horária máxima do plantão médico?

A carga horária do plantonista também varia de acordo com o local de trabalho. A maior parte dos Conselhos Regionais considera um período de 12 horas contínuas, com o máximo de 24 horas contínuas. De maneira geral, os plantões variam entre 6 e 12 horas.

Ah, um detalhe importante aqui! Para plantões mais longos, os locais devem oferecer condições para que os médicos tenham pausas de descanso, alimentação e higiene pessoal.

Para os profissionais que trabalham dentro do regime CLT, é preciso obedecer os limites de jornada determinados pela legislação, de 8 horas por dia e 44 horas por semana. Também é possível adotar o turno de 12 horas de trabalho e 36 horas de descanso, por meio de acordo com o contratante.

Além disso, alguns estados e municípios têm uma legislação específica em relação à jornada máxima de plantonistas que trabalham no SUS. Por isso, vale avaliar o seu caso e entender quais são os detalhes do local de trabalho.

Plantões online: uma nova modalidade

Durante a pandemia de coronavírus, manter o distanciamento social foi um fator mega importante para tentar frear a contaminação.

Pensando nisso, aumentou bastante a realização de plantões online. Assim, os médicos podem entender quais são os sintomas apresentados pelos pacientes e indicar tratamentos que possam ser feitos em casa.

As consultas foram oferecidas por planos de saúde e até mesmo em serviços gratuitos por aplicativo e telefone.

Então, curtiu saber a carga horária máxima do plantão médico?

Esperamos que tenha ficado claro qual é a carga horária máxima do plantão médico, as possibilidades de aumento de ganhos e as diferenças que podem ter entre uma região e outra. Só ressaltando, embora uma especialização não seja exigida pro trabalho em plantão, ela pode fazer a diferença (pra melhor) no atendimento ao paciente e no seu bolso.

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Até a próxima!

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AlexandreRemor

Alexandre Remor

Nascido em 1991, em Florianópolis, formado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 2015 e com Residência em Clínica Médica pelo Hospital das Clínicas da FMUSP (HC-FMUSP) e Residência em Administração em Saúde no Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE). Fanático por novos aprendizados, empreendedorismo e administração.