Residência Médica em Cirurgia Oncológica: como funciona, atuação, duração e mais!

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Se você busca uma especialidade que une alta complexidade técnica, precisão cirúrgica e um acompanhamento profundo do paciente, a residência médica em Cirurgia Oncológica é o caminho. Diferente da Cirurgia Geral, aqui o foco é o tratamento curativo e paliativo de neoplasias sólidas, exigindo um preparo diferenciado.

Neste post, vamos detalhar como funciona a residência em Cirurgia Oncológica, o que esperar da prova e como está o mercado de trabalho para o oncologista cirúrgico.

O que é Cirurgia Oncológica e como funciona a especialidade?

A Cirurgia Oncológica é a especialidade médica focada no tratamento cirúrgico de tumores malignos. O cirurgião oncológico atua de forma multidisciplinar, sendo peça-chave em comitês de tumor (Tumor Boards) ao lado de oncologistas clínicos e radioterapeutas.

Pré-requisito e duração

Diferente de outras áreas, esta é uma especialidade com pré-requisito:

  • Pré-requisito: 3 anos em Cirurgia Geral.
  • Duração da Residência: 3 anos.
  • Título: Cirurgião Oncológico (após aprovação na prova da SBCO – Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica).

Como é a rotina de um cirurgião oncológico?

O dia a dia de um cirurgião oncológico é bastante dinâmico e envolve diversas responsabilidades que vão muito além da sala de cirurgia.

Esse especialista precisa ter um olhar atento para cada paciente, acompanhando todas as etapas do tratamento, desde o diagnóstico até a reabilitação.

Além da habilidade técnica, o cirurgião oncológico deve possuir empatia e sensibilidade para lidar com pacientes que enfrentam momentos delicados em suas vidas.

A rotina desse profissional pode variar conforme a área de atuação, seja em hospitais públicos, clínicas privadas, centros de referência em Oncologia ou na área acadêmica. No entanto, algumas funções são comuns a todos os cirurgiões oncológicos, como:

Avaliação de pacientes

O primeiro passo no atendimento de um paciente oncológico é a realização de consultas detalhadas para diagnóstico e estadiamento do câncer.

O cirurgião analisa exames de imagem, como tomografias e ressonâncias magnéticas, e exames laboratoriais para determinar a extensão da doença e definir a melhor estratégia cirúrgica.

Em muitos casos, a decisão do tratamento é feita em conjunto com outros especialistas, como oncologistas clínicos e radioterapeutas.

Realização de cirurgias oncológicas

O procedimento cirúrgico é a principal ferramenta do cirurgião oncológico. Dependendo do tipo e localização do tumor, a cirurgia pode ser curativa, quando há possibilidade de remoção completa do câncer, ou paliativa, quando o objetivo é aliviar sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente. Entre os procedimentos mais comuns estão:

  • mastectomia (remoção da mama);
  • gastrectomia (remoção do estômago);
  • colectomia (remoção do intestino grosso);
  • entre outros.

Acompanhamento pós-operatório

O trabalho do cirurgião oncológico não termina na sala de cirurgia. O acompanhamento pós-operatório é necessário para monitorar a recuperação do paciente, prevenir complicações e ajustar o plano terapêutico conforme necessário.

Em alguns casos, o paciente pode precisar de tratamentos complementares, como quimioterapia e radioterapia, para aumentar as chances de cura.

Atuação em equipes multidisciplinares

O tratamento do câncer é complexo e exige a colaboração de diferentes especialistas. O cirurgião oncológico trabalha lado a lado com oncologistas clínicos, radioterapeutas, patologistas, nutricionistas, psicólogos e fisioterapeutas para oferecer um atendimento completo ao paciente. Essa abordagem integrada garante que cada caso seja tratado de maneira personalizada e eficiente.

Pesquisa e ensino

Muitos cirurgiões oncológicos dedicam parte do seu tempo à pesquisa científica e ao ensino, buscando aprimorar as técnicas cirúrgicas e desenvolver novos tratamentos.

A participação em congressos, publicações de artigos científicos e orientação de quem faz residência médica em Cirurgia Oncológica são atividades comuns na rotina desse especialista.

Os hospitais universitários e centros de pesquisa costumam contar com cirurgiões oncológicos para treinar novos médicos e contribuir para o avanço da Medicina Oncológica.

Além dessas atividades, a rotina do cirurgião oncológico pode envolver plantões, reuniões clínicas para discussão de casos e atendimentos de urgência.

A especialidade exige um alto nível de dedicação e atualização constante, pois novas descobertas e avanços tecnológicos surgem frequentemente na área da Oncologia.

Mercado de trabalho

A demanda por cirurgiões oncológicos está em crescimento, pois o câncer é uma das principais causas de morte no Brasil e no mundo.

O profissional que concluiu a residência médica em Cirurgia Oncológica pode atuar em hospitais públicos e privados, centros especializados em Oncologia, institutos de pesquisa e universidades.

Além disso, há oportunidades para trabalhar no exterior, especialmente em centros de referência no tratamento do câncer.

Outra possibilidade é a atuação na área acadêmica, ministrando aulas e treinando novos especialistas.

Salário de um cirurgião oncologista

O salário de um cirurgião oncológico pode variar de acordo com a experiência, local de atuação e carga horária. No Brasil, a remuneração média desse profissional gira em torno de R$ 25.000,00 a R$ 40.000,00 por mês, podendo ultrapassar esse valor em instituições de grande porte e na iniciativa privada.

Fatores como participação em cirurgias de alta complexidade, plantões e atendimento particular também influenciam os ganhos.

Os médicos que atuam em pesquisa e ensino podem complementar sua renda com bolsas e projetos acadêmicos.

Residência médica em Cirurgia Oncológica

Para se tornar um cirurgião oncológico, é necessário seguir um longo caminho de especialização. O primeiro passo é a graduação em Medicina, que dura cerca de seis anos. Em seguida, o médico precisa concluir a residência em Cirurgia Geral, que tem duração de três anos.

Após essa etapa, é possível ingressar na residência em Cirurgia Oncológica, uma especialização que dura três anos e aprofunda os conhecimentos sobre o tratamento cirúrgico do câncer.

O que se aprende na residência médica?

Durante a residência em Cirurgia Oncológica, o médico residente passa por um treinamento intensivo que inclui:

  • técnicas cirúrgicas avançadas para remoção de tumores em diferentes partes do corpo;
  • Oncologia Clínica e Radioterapia, para entender a abordagem integrada do tratamento do câncer;
  • cuidados paliativos, fundamentais para melhorar a qualidade de vida de pacientes em estágios avançados da doença;
  • patologia oncológica, para interpretar biópsias e exames laboratoriais;
  • pesquisa científica, permitindo que o residente desenvolva estudos clínicos e contribua para avanços na área.

Ao final da residência, o médico pode prestar a prova de título da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) para obter a certificação e atuar oficialmente como cirurgião oncológico.

Como é a rotina da Residência em Cirurgia Oncológica?

A rotina é intensa e dividida entre o centro cirúrgico, o ambulatório e a interconsulta em enfermarias. Ao contrário do que muitos pensam, a residência médica em Cirurgia Oncológica não se resume a operar; há uma carga pesada de estudo sobre estadiamento, biologia tumoral e técnicas de reconstrução.

Principais áreas de atuação durante o programa:

  • Cirurgia Abdominal e Pélvica: Foco em aparelhos digestivos e tumores ginecológicos.
  • Mastologia Cirúrgica: Tratamento de câncer de mama.
  • Tumores de Partes Moles e Pele: Sarcomas e melanomas.
  • Cabeça e Pescoço: Dependendo do serviço de residência

Onde fazer Residência Médica em Cirurgia Oncológica?

A escolha da instituição é fundamental, pois o volume cirúrgico e a tecnologia disponível (como a cirurgia robótica) variam drasticamente. No Brasil, algumas instituições são referência absoluta:

  1. AC Camargo Cancer Center (SP): Um dos maiores centros de oncologia da América Latina.
  2. INCA (RJ): Referência nacional pelo Ministério da Saúde.
  3. Hospital de Amor (Barretos): Tecnologia de ponta e alto volume.
  4. ICESP (USP): Foco acadêmico e pesquisa de alto nível.

FAQ: Principais dúvidas sobre a especialidade

Qual a diferença entre Cirurgia Geral e Cirurgia Oncológica?

O cirurgião geral trata patologias benignas e urgências (apendicites, traumas). O cirurgião oncológico foca na ressecção oncológica com margens livres e linfadenectomia, visando a cura do câncer.

A prova de residência para Cirurgia Oncológica é difícil?

Sim. Como exige pré-requisito em Cirurgia Geral, a concorrência é formada por profissionais já experientes. O foco das questões costuma ser em condutas baseadas em guidelines internacionais (NCCN, ESMO).

Agora você sabe tudo sobre a residência médica em Cirurgia Oncológica! 

Se o seu objetivo é se especializar em Cirurgia Oncológica, a jornada pode ser difícil, mas extremamente recompensadora. A formação exige anos de estudo e dedicação, mas a possibilidade de transformar a vida dos pacientes e atuar na luta contra o câncer faz todo o esforço valer a pena.

A residência em Cirurgia Oncológica é uma oportunidade para os médicos que desejam fazer a diferença e participar da luta contra uma das piores doenças que ainda vitima pessoas em todo o mundo. A esperança de que a Medicina vencerá essa luta um dia ainda acalenta muitos corações.

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Daniel Haber Feijo

Daniel Haber Feijo

Professor da Medway. Formado pela Universidade do Estado do Pará, com Residência em Cirurgia Geral pela Escola Paulista de Medicina/Universidade Federal de São Paulo (EPM-UNIFESP). Siga no Instagram: @danielhaber.medway