Sarampo é uma doença viral, exantemática e altamente contagiosa, que segue sendo prioridade em saúde pública porque exige reconhecimento clínico rápido, isolamento respiratório imediato, notificação e prevenção.
Na prova, costuma aparecer como “febre + exantema” — e o que diferencia o aluno bem treinado é organizar o raciocínio por linha do tempo (incubação → pródromos → exantema), reconhecer sinais clássicos, e saber a conduta correta de vigilância e prevenção
O sarampo é causado pelo vírus do sarampo (Morbillivirus) e tem transmissão aérea por aerossóis, com alta capacidade de disseminação em ambientes fechados e serviços de saúde. Por isso, qualquer caso suspeito exige isolamento respiratório e comunicação rápida com a vigilância.
Período de transmissibilidade (para prova e prática): classicamente, do 6º dia antes ao 4º dia após o início do exantema.
Incubação: em torno de 11-12 dias até sintomas iniciais.
Em geral, pense em sarampo diante de febre + exantema maculopapular + pelo menos um sintoma respiratório (tosse / coriza / conjuntivite), especialmente com histórico de:
O tratamento é predominantemente suporte clínico, com vigilância de complicações:
O Ministério da Saúde a Sociedade Brasileira de Pediatria incluem vitamina A como parte do manejo em todas as crianças acometidas pelo sarampo, para redução da morbimortalidade e prevenção das complicações pela doença, nas dosagens indicadas a seguir:
Em todos os casos, a posologia é de 2 duas doses (1 dose no dia do diagnóstico e outra no dia seguinte).
As complicações mais lembradas (e cobradas) incluem:
Segundo o Ministério da Saúde:
Para contactantes suscetíveis:
Esse é um tema muito “cara de prova”: cenário de exposição domiciliar / creche / hospital e decisão rápida de PEP.
Para fechar, vale reforçar: o sarampo é diagnóstico clínico-epidemiológico de ação imediata — suspeitou, agiu (isolamento por aerossóis, notificação, coleta adequada de exames, vitamina A em crianças), além de revisar esquema vacinal e medidas para contactantes. Esses são exatamente os pontos que mais rendem questão na prova e fazem diferença na prática!
1) Ministério da Saúde. Guia de Vigilância em Saúde: Sarampo. (https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/svsa/sarampo/guia-de-vigilancia-em-saude-_-sarampo.pdf/view)
2) Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Documento Científico: “Sarampo: cenário atual, reintrodução e a ‘Dose Zero’ na prática pediátrica brasileira”. (https://www.sbp.com.br/index.php?eID=cw_filedownload&file=1194)
3) Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Documento Científico: Atualização sobre Sarampo. (http://www.sopape.com.br/data/conteudo/arquivos/21170cGPA__Atualizacao_sobre_Sarampo.pdf)
Graduada em Medicina pela Universidade São Francisco (USF) em Bragança Paulista, SP. Completou a Residência Médica em Pediatria pelo Hospital Infantil Sabará em São Paulo, SP. Hoje realiza pós-doutorado em Alergia e Imunologia Pediátrica na University of South Florida e Johns Hopkins All Children’s Hospital em Saint Petersburg, FL, nos Estados Unidos.