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Tratamento dos transtornos depressivos: saiba mais

Fala, pessoal! Tudo bem por aí? Hoje é dia de falar sobre um assunto muito importante: o tratamento dos transtornos depressivos. E aí, tá a fim de saber tudo sobre esse tema? Então, continue a leitura com a gente para ficar craque no assunto! Vamos lá! 

Tratamento dos transtornos depressivos: saiba mais!
Saiba mais sobre o tratamento dos transtornos depressivos

Para começar a falar sobre o tratamento dos transtornos depressivos

Um pilar essencial do tratamento dos transtornos depressivos é a psicoterapia, que pode ser de diferentes tipos. As que possuem as melhores respostas são a terapia cognitivo comportamental (TCC) e a terapia interpessoal (TIP).

O principal objetivo do tratamento dos transtornos depressivos é promover a remissão dos sintomas e tornar o paciente novamente funcional. No entanto, esse ainda é um desafio para os médicos, uma vez que a maioria dos pacientes não o atinge após a primeira tentativa. 

Dentro do universo do tratamento medicamentoso da depressão, temos alguns antidepressivos disponíveis no mercado brasileiro. A escolha vai depender das características do episódio do paciente, o custo-eficácia, a segurança e a dosagem ideal do medicamento. 

Além disso, devemos levar em conta também se o paciente (ou algum familiar próximo) já fez algum tratamento e, se sim, se obteve sucesso ou se ocorreu algum efeito adverso. Dentre os disponíveis no mercado, há uma classificação de acordo com os mecanismos de ação de cada um:

  • Inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS): fluoxetina, sertralina, paroxetina, citalopram, escitalopram, etc;
  • Inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina (IRSN): venlafaxina, duloxetina, etc;
  • Antidepressivos tricíclicos: amitriptilina, nortriptilina, etc;
  • Inibidor seletivo da recaptação de noradrenalina (ISRN): reboxetina;
  • Inibidor da monoaminoxidase (IMAO): moclobemida;
  • Inibidor da recaptação de noradrenalina e dopamina (IRND): bupropiona;
  • Antidepressivo noradrenérgico e serotoninérgico específico (ANASE): mirtazapina;
  • Antagonista serotoninérgico / inibidor da recaptação de serotonina (ASIR): agomelatina;
  • Antidepressivos multimodais: uma nova classe de medicações.

Vale lembrar que, em alguns casos, é recomendado o início imediato da medicação junto com a psicoterapia. Em outras situações, é possível discutir com o paciente se será necessário já introduzir o medicamento ou se a psicoterapia será testada num primeiro momento. 

O paciente não respondeu à primeira tentativa medicamentosa. E agora?

Bom, para entender o que é a ausência de resposta ao tratamento, devemos primeiro entender como são as fases dele. 

A fase aguda ocorre nas primeiras 12 semanas. O objetivo é atingir remissão de pelo menos 50% da pontuação em escalas de depressão ou remissão completa dos sintomas. 

Já a fase de continuação, por sua vez, é dada de 4 a 9 meses após o início do tratamento. O objetivo é manter o que foi obtido na 1ª fase, evitando recaídas. Se o paciente permanecer sem recaídas, é considerado curado do episódio.

A fase de manutenção, por fim, acontece em até 1 ano depois. Seu objetivo é evitar novos episódios, beleza?

Sendo assim, podemos considerar que nossa tentativa falhou quando o paciente não apresenta melhora dentro de 3 meses ou apresenta recaídas entre 4 e 9 meses. Caso isso aconteça, devemos seguir o fluxograma adaptado de Lam, et al. (2009):

T3 = tri-iodotironina; AAP = antipsicótico atípico.
T3 = tri-iodotironina; AAP = antipsicótico atípico. Fonte: PARAVENTI, Felipe; CHAVES, Ana. Manual de psiquiatria clínica. 1. Ed. Rio de Janeiro: Editora Roca, 2019.

Como nos mostra o fluxograma, o lítio, o antipsicótico atípico e o hormônio tireoidiano funcionam, nesse caso, como potencializadores dos antidepressivos. Entretanto, o hormônio tireoidiano (o T3 – Tri-iodotironina) não costuma ser utilizado em nosso meio. 

Há, ainda, outra metodologia terapêutica chamada eletroconvulsoterapia (ECT). Ela é um tratamento de primeira linha, que pode funcionar em todos os casos, mas é especialmente indicada em casos com ideação suicida, sintomas psicóticos, resistência, catatonia, intolerância à medicação, gestação ou preferência do paciente. 

Outras metodologias também incluem privação do sono, exercício físico, estimulação transcraniana e procedimentos cirúrgicos. 

O que vale lembrar nesse ponto é que a ausência de sintomas depressivos não é apenas a presença de sintomas de alegria, felicidade e outras coisas que associamos a estados de bem-estar. O retorno da funcionalidade do indivíduo já demonstra uma resposta ao tratamento da depressão e deve ser encarado de forma positiva.

Curtiu saber mais sobre o tratamento dos transtornos depressivos? 

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Referências

  1. American Psychiatric Association. (2014). Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-5 (5a ed.; M. I. C. Nascimento, Trad.). Porto Alegre, RS: Artmed. 
  1. PARAVENTI, Felipe; CHAVES, Ana. Manual de psiquiatria clínica. 1. Ed. Rio de Janeiro: Editora Roca, 2019.
  1. Lam RW, Kennedy SH, Grigoriadis S, McIntyre RS, Milev R, Ramasubbu R et al. Canadian Network for Mood and Anxiety Treatments (CANMAT) clinical guidelines for the management of major depressive disorder in adults. III. Pharmacotherapy. J Affect Disord. 2009;117(Suppl 1):S26-43.

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BiancaBolonhezi

Bianca Bolonhezi

Bianca Bolonhezi. Nascida em São Paulo/SP em 1996, formou-se em medicina pela Faculdade de Medicina do ABC em 2020. Apaixonada pelo comportamento humano e seus desdobramentos. Uma ávida leitora que, no meio de tantos livros, se encantou pela educação.