A metodologia OSCE na Medicina e como ela é aplicada

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OSCE (Objective Structured Clinical Examination) é um método de avaliação prática na Medicina que simula situações reais de atendimento para testar competências clínicas, raciocínio diagnóstico, habilidades técnicas e comunicação com o paciente. A dinâmica acontece em estações rotativas, onde o estudante precisa resolver casos clínicos em um tempo limitado, utilizando pacientes simulados ou manequins.

Muito utilizado no internato, em faculdades de Medicina, residência médica e no Revalida, o OSCE avalia desde anamnese e exame físico até tomada de decisão e procedimentos práticos. O modelo é considerado um dos mais eficazes para medir a capacidade do futuro médico de aplicar o conhecimento teórico na prática clínica.

É por isso que ele é considerado um pouco mais difícil do que as provas práticas de residência, embora você possa estudar por elas para se preparar para o OSCE. É só se lembrar de que será preciso sempre ir além da teoria na prática.

Como funciona o OSCE na Medicina?

A metodologia OSCE na Medicina não é muito divulgada. Por isso, quando um candidato passa por esse exame, seja na graduação, na residência ou como etapa para algum concurso ou processo seletivo, geralmente fica desconfortável porque não sabe o que esperar.

O que a gente pode dizer para minimizar essa sensação é que esse exame acontece em estações rotativas. A intenção é que o candidato passe por diferentes cenários, para que a banca avaliadora saiba se ele realmente está preparado para encarar de tudo um pouco: pronto-socorro, ambulatório e enfermaria.

Logo no início do exame, o candidato é informado sobre qual será o primeiro cenário e o nível de atendimento à saúde. E seja qual for esse desafio, mais uma vez é preciso reforçar a importância da prática humanizada. Sendo assim, a escuta ativa deve vir em primeiro lugar e conta muitos pontos.

Cada exercício tem um tempo pré-determinado para ser finalizado. A atividade varia de acordo com o cenário, e vale reforçar que sim, os pacientes atendidos podem ser reais. Mas também acontece de ter que lidar com manequins ou simulações, ou ainda modelos híbridos.

Como o OSCE na Medicina é estruturado?

O OSCE se estrutura de acordo com cinco das principais áreas da Medicina. Portanto, o candidato passará por estações de Pediatria, Ginecologia e Obstetrícia, Clínica Médica, Cirurgia Geral e Saúde Mental.

As estações se constituem em salas ou simplesmente em uma mesa, conforme o tipo de atendimento que deve ser abordado. É fundamental ficar de olho no tempo que se tem para conduzir o atendimento ou procedimento, normalmente de 5 a 10 minutos, principalmente porque o olhar do avaliador é crítico e ele está ao lado o tempo todo.

Na medida em que o candidato realiza a atividade, ele preenche um checklist. Nesse documento, avalia como aspectos técnicas, habilidades e raciocínio diagnóstico foram usados.

Ao finalizar uma estação, você vai para a próxima, até finalizar todas as cinco. Preste sempre muita atenção às orientações dadas pelos avaliadores antes de colocar a mão na massa. Uma pequena falta de atenção pode comprometer todo o seu desempenho naquela fase, então ouça bem e mantenha a calma na medida do possível.

Que temas são abordados?

O tipo de atividade depende da estação e do cenário. Por exemplo, em um ambulatório de Ginecologia e Obstetrícia, é provável que a cobrança se volte para condutas de pré-natal ou cálculo de datas de parto.

Em Clínica Médica, no entanto, pode ser que você tenha que demonstrar como aferir pressão arterial, fazer uma prescrição ou realizar ausculta cardiopulmonar. O grande problema da OSCE é justamente a imprevisibilidade e a falta de informações: não dá para saber exatamente o que esperar.

Nos últimos anos, é possível constatar que o uso de manequins tem caído em desuso. As respostas verbais são cobradas com mais frequência do que a realização dos procedimentos, para evitar qualquer tipo de defeito com objetos, materiais e outros itens que, se apresentarem defeito, podem prejudicar o candidato.

Desde a pandemia, a aplicação da prova pode ocorrer também em formato multimídia. Dessa forma, o candidato é encaminhado para computadores, mas o tempo entre estações e atividades é o mesmo.

Mas vale reforçar que não é apenas sua resposta certa que pontuará. Tarefas que parecem dispensáveis na prova significam muito para o instrutor, como se apresentar como médico e conversar com o paciente.

Não é obrigatório chegar a 100% de precisão em cada estação ou em todas as estações para passar. O segredo, na verdade, é acumular o maior número de acertos que conseguir.

A avaliação pode ser dada em termos como “adequado”, “parcialmente adequado” ou “inadequado”, ou em pontos distribuídos entre 0,0 e 1,0. Depois de terminar todas as estações, os pontos são somados.

Em provas de residência, quando o OSCE corresponde à prova prática, o candidato que tem mais pontos tem mais chance de conquistar a vaga. No caso do Revalida, o candidato é aprovado se simplesmente alcançar a pontuação prevista na prova de corte, não importa a concorrência e nem a quantidade de aprovados. 

Conseguiu entender como é aplicada a metodologia OSCE na Medicina?

De fato, não existe tanta informação assim sobre como é aplicada a metodologia OSCE na Medicina. No entanto, esse é um apanhado geral sobre esse território tão misterioso. A tendência é que o exame seja cada vez mais priorizado nas instituições, então em breve poderemos falar com mais detalhes ainda o que você acabou de ver por aqui.

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Djon Machado

Djon Machado

Professor da Medway. Formado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com Residência em Clínica Médica pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Siga no Instagram: @djondamedway