Como é a residência em Anestesiologia na Unifesp

A residência em Anestesiologia na Unifesp tem sido cada vez mais disputada pelos candidatos, reflexo do crescimento constante do mercado, impulsionado pela expansão das grandes redes de hospitais particulares.

É uma residência de acesso direto e são necessários três anos de estudos para que o médico obtenha a especialização em Anestesiologia. Contudo, após a formação, grande parte dos profissionais dessa área partem para mais alguns anos de aprendizagem, já que a residência em Anestesiologia é pré-requisito para outras especialidades, como, por exemplo, a Medicina Paliativa, por mais um ano, e a Medicina Intensiva, por mais dois anos de estudos.

Como o campo de atuação do médico Anestesiologista é bastante amplo, ele pode escolher qualquer ponto do hospital: centro cirúrgico; centro obstétrico, setor de endoscopia, hemodinâmica; pronto atendimento; setor de ecocardiograma transesofágico e setor de biópsias. Suas atribuições estão intimamente relacionadas à tecnologia de ponta: monitores, máquinas e diversos dispositivos tecnológicos que facilitam o cuidado aos pacientes, mas também incluem: excelente estrutura argumentativa para lidar com pacientes e familiares, e espírito de equipe – já que atuará sempre em consonância com outros profissionais.

A Residência em Anestesiologia na Unifesp é oferecida por uma das instituições mais tradicionais do estado, a Escola Paulista de Medicina (EPM), que possui corpo docente altamente qualificado e hospital próprio – o Hospital São Paulo, maior hospital universitário do país. É lá que os residentes fazem seus estudos teóricos e têm experiências práticas, com a realização dos mais variados procedimentos, sejam eles de baixa ou de alta complexidade, dentro de suas áreas de atuação.

E se você já sabe que quer ser residente da Unifesp no ano que vem, pode começar ficando de olho aqui no blog, pois já contamos tudo – tudo mesmo, direto ao ponto – sobre como é a prova de residência médica da Unifesp! Confere lá!

Vale lembrar que a segunda fase da prova de residência médica da Unifesp tem um componente especial, a prova multimídia! Mas não precisa ter medo, pois no nosso Minicurso de Prova Multimídia, mostramos como você pode transformar essa etapa no seu diferencial. É só se inscrever e aproveitar três aulas 100% gratuitas e 100% online!

Mas agora, direto ao assunto: quer saber mais sobre a vida e a rotina de estudos de quem faz essa residência médica? Conversamos com o Guilherme, que é R2, e o Gabriel, que é R3 da residência em Anestesiologia na Unifesp. Dá uma olhada no bate-papo que tivemos a seguir.

Alexandre: Vou começar com uma pergunta que geralmente é bastante pessoal. Qual é o melhor estágio da residência em Anestesiologia na Unifesp? Por quê?

Estágio na Casa da Mão é um dos favoritos de quem faz residência em Anestesiologia na Unifesp
Estágio na Casa da Mão é um dos favoritos de quem faz residência em Anestesiologia na Unifesp

Guilherme: Na Casa da Mão. São muitos procedimentos, assistentes competentes e área de bastante interesse pessoal.

Gabriel: Estágio de Anestesia Regional. O estágio de bloqueios regionais, que acontece durante 2 meses no R2, é uma grande vantagem na formação do anestesiologista da EPM-Unifesp. Executamos diversos bloqueios de membros superiores, inferiores, bloqueios compartimentais, oftálmicos, de face etc… em diversos cenários. 

Durante o estágio, somos designados para cirurgias ortopédicas de pequeno, médio e grande porte, além de cirurgias oftalmológicas, em centros específicos do complexo do Hospital São Paulo, onde somos sempre acompanhados de um anestesiologista com experiência em anestesia regional. Ao fim do expediente das eletivas, ainda realizamos bloqueios em pacientes do PS com dor aguda e enfermaria no contexto de pós operatório. Ao fim do estágio, o residente se sente confiante para realizar a grande maioria dos bloqueios periféricos com segurança e de forma eficaz.

Estágio de Oncologia Pediátrica (GRAACC): Nesse estágio, realizado durante o R3, acompanhamos a rotina do GRAACC, um dos pilares de excelência no combate ao câncer no SUS. Anestesiamos pacientes para procedimentos ortopédicos, cirurgias do aparelho digestivo, neurocirurgias, cirurgias torácicas, neurorradiologia intervencionista, além de diversos procedimentos de menor porte como exames de imagem, entre outros. É um estágio que nos traz enorme conhecimento e domínio da anestesia pediátrica.

Alexandre: Há algum médico-assistente que você considere sensacional ou exemplo para sua formação? Por quê? 

Guilherme: O Dr. Takeda, pelo comprometimento com o ensino e qualidade do profissional.

Gabriel: Felizmente, tive contato com diversos médicos excepcionais durante minha formação. A Dra. Mariana Fontes Lima Neville, preceptora dos residentes, é um dos meus maiores exemplos.  Além do extenso domínio da anestesiologia, sua humildade e sua vontade de nos proporcionar a melhor formação possível, certamente, a torna uma das figuras mais queridas e respeitadas dentro da nossa instit.uição.

Alexandre: Conta um pouco pra mim onde vocês rodam ao longo de toda a residência em Anestesiologia na Unifesp (UTI, emergência, quais subespecialidades…).

Guilherme: Todas as especialidades cirúrgicas, além da UTI e ambulatório da dor.

Residência em Anestesiologia na Unifesp tem estágios que acontecem no Hospital do GRAACC
Residência em Anestesiologia na Unifesp tem estágios que acontecem no Hospital do GRAACC

Gabriel: A Anestesiologia da EPM-Unifesp tem, historicamente, uma formação diferenciada em relação às outras residências do país.

Durante os 5 primeiros meses do R1, nós rodamos ao longo de estágios da Clínica Médica: Cardiologia, Nefrologia, Pneumologia, UTI-PS e Pronto-Socorro. Nesses meses, adquirimos um conhecimento clínico que acaba sendo um diferencial durante a residência. Os estágios subsequentes, já na Anestesiologia propriamente dita, são: Cirurgia Plástica, Ortopedia, Otorrinolaringologia/Cirurgia de Cabeça e Pescoço, Ginecologia e Urologia.

Já no R2 da residência em Anestesiologia na Unifesp, rodamos 1 mês na UTI Geral do Hospital São Paulo e possuímos também estágios de Cirurgia Vascular, Cirurgia do Aparelho Digestivo, Grandes Cirurgias Urológicas, Pediatria, Centro Obstétrico, Bloqueios Regionais e Ambulatório de Avaliação Pré-Anestésica.

No R3, rodamos outro mês na UTI Geral e completamos a residência rodando na Cirurgia Cardiovascular, Neurocirurgia, Cirurgia torácica, Pediatria/Oncologia Pediátrica, estágio de Transplantes e Ambulatório de Dor.

Alexandre: Existem estágios eletivos na sua residência? É possível (e comum) fazer um estágio fora do país?

Gabriel: Sim. No R3 é possível realizar estágio optativo com duração de 4 semanas, na localização e área de atuação à escolha do residente.

Alexandre: A residência em Anestesiologia na Unifesp, de forma geral, respeita as 60 horas semanais? Qual é a carga máxima de plantão que você dá na sua residência? Conta pra gente se existe algum período de descanso pré ou pós-plantão.

Gabriel:  A residência respeita as 60h horas semanais e temos em torno de 1 plantão de 12 horas noturno por mês, com direito a pós-plantão de 24 horas.

Alexandre: De 0 (nada) a 10 (demais), o quanto sua residência foca em parte teórica? Conta um pouco pra gente sobre as principais atividades teóricas que vocês têm.

Guilherme: Nota 5.

Gabriel: Nota 8. Nossas atividades são: reunião clínica da disciplina uma vez por semana, aulas com preceptores e professores seguindo o conteúdo programático proposto pela Sociedade Brasileira de Anestesiologia; apresentação de casos clínicos reais preparados pelos residentes, além de discussão de avaliação pré-anestésica, diariamente, com os preceptores

Alexandre: Aproveitando o embalo: de 0 (nada) a 10 (demais), o quanto sua residência foca em parte acadêmica?

Guilherme: Nota 6. 

Gabriel: Nota 7. 

Alexandre: Quais os pontos fortes da residência em Anestesiologia na Unifesp? Tem algum ponto que vocês acham que poderia melhorar? Dá uma aprofundada pra gente.

Atuar no Hospital São Paulo é um dos atrativos da residência em Anestesiologia na Unifesp
Atuar no Hospital São Paulo é um dos atrativos da residência em Anestesiologia na Unifesp

Guilherme: Entre os pontos fortes estão: residência acadêmica, com discussões frequentes com docentes e aulas teóricas semanais com preceptores, sempre com assistente em sala cirúrgica. Acredito que poderia melhorar o número de cirurgias. Os docentes também poderiam vir dar aulas para os residentes e poderia haver mais organização da disciplina.

Gabriel: É uma instituição com grande tradição, há presença de cirurgias de todas subespecialidades – dos mais variados portes, contato íntimo com preceptores e professores, respeito às 60 horas semanais, estímulo à pesquisa científica e publicação de artigos, além da excelente aceitação no mercado de trabalho.

Eu acho que alguns pontos podiam ser melhores. Por ser de uma instituição pública, não possuímos todo tipo de equipamento e monitorização existente. Apesar de conhecermos e estudarmos a teoria a fundo, é uma parte deficiente da nossa formação – apesar de ser uma competência relativamente fácil de ser adquirida uma vez inserido no mercado de trabalho.

Alexandre: A residência em Anestesiologia na Unifesp disponibiliza quais “comodidades” para os residentes?

Guilherme: Alimentação gratuita (almoço e jantar) para os residentes.

Gabriel: A seleção para moradia é via processo seletivo de acordo com os critérios pela COREME da EPM-Unifesp. A disciplina de Anestesiologia arca com os custos da inscrição dos congressos nos quais o residente possua trabalho científico para apresentar representando a instituição.

Alexandre: Vocês dois são de São Paulo, mas vocês conhecem alguém que voltou ou pretende voltar para a cidade de origem após a residência? Acham que é possível se inserir bem no mercado?

Guilherme: Conheço, mas eu acredito o mercado no interior seja mais fechado. Acho que é possível, mas que pode ser mais difícil no início.

Gabriel: Sim, eu conheço. É comum que residentes com naturalidade de fora de São Paulo voltem para sua cidade de origem. Esses egressos, geralmente, se inserem muito bem no mercado de trabalho e possuem reconhecimento pela sua formação de excelência.

Gostou de saber mais sobre essa residência médica?

Como vimos, a Residência em Anestesiologia na Unifesp é uma especialidade com altos níveis de exigência física, raciocínio lógico e destreza manual, além de boa capacidade de argumentação e de liderança, sem jamais se esquecer da empatia pelos membros de sua equipe e seus pacientes. 

E se você é versátil, possui um gosto apurado por procedimentos invasivos, predileção  pelo uso de novas tecnologias e uma vontade incessante de estudar, essa é a especialidade certa para você! Chega mais e confere também nosso artigo sobre opções de cursos de anestesista para quem quer se especializar mais. Além disso, fizemos uma entrevista com residentes de Anestesiologia da USP para você ter ainda mais informação, dá uma olhada!

E aí? Já está pronto para a prova de residência médica da Unifesp? Se não, ainda dá tempo de se preparar. Quer mais informações sobre a prova de residência da Unifesp? Então dá uma olhada aqui no e-book que a gente fez com 20 questões de Cirurgia que já caíram na prova teórica de residência médica da Unifesp nos últimos anos.

Aproveita para conhecer e já se inscrever no nosso canal do YouTube para acompanhar as aulas que vão ao ar toda semana sobre temas importantes que caem nas provas de residência médica em São Paulo. Nesse aqui o Micael fala de algo que cai bastante em Cirurgia na prova de residência médica da Unifesp:

E se você ainda não está muito seguro se está escolhendo a especialidade ou a instituição certa para fazer sua residência médica, fica tranquilo, pois aqui no blog vamos trazer artigos sobre vários programas de residência médica. Quer saber de algum específico? Então deixa aqui nos comentários!

Receba conteúdos exclusivos!

Telegram
AlexandreRemor

Alexandre Remor

Nascido em 1991, em Florianópolis, formado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 2015 e com Residência em Clínica Médica pelo Hospital das Clínicas da FMUSP (HC-FMUSP) e Residência em Administração em Saúde no Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE). Fanático por novos aprendizados, empreendedorismo e administração.