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Como é a residência em Cirurgia Geral na Unicamp

Já pensou em fazer sua especialização em uma das melhores universidades públicas do país e de quebra morar numa cidade do interior paulista com uma mega estrutura? Então, é chegada a sua hora! É o seu momento de saber tudo sobre a residência em Cirurgia Geral na Unicamp! 

E pra começar, bora conhecer a cidade e a instituição. Campinas está a cerca de 100 km da capital São Paulo e é famosa por sua hospitalidade com estudantes e por seu polo industrial. É lá o berço da Universidade Estadual de Campinas, a Unicamp, elencada como destaque no Brasil e na América Latina, por sua produção científica e de patentes. 

É nessa instituição de ponta que se destaca a residência em Cirurgia Geral – com   acesso direto e duração de 3 anos, esta especialidade também serve de pré-requisito para diversas subespecialidades cirúrgicas. 

É bastante relevante lembrar que a residência em Cirurgia Geral sofreu algumas mudanças no seu programa curricular, que passaram a vigorar em 2019: de 2 anos de duração, essa especialização passou para 3 anos e, ao seu término, será expedido o título de Especialista em Cirurgia Geral, que permitirá ao médico cirurgião realizar plantões nas emergências de prontos-socorros, atendimentos ambulatoriais e também cirurgias eletivas. Como é um campo de atuação bastante amplo, áreas como cirurgia do trauma, cirurgia abdominal e cirurgia videolaparoscópica requisitam bastante esse tipo de profissional.

E pra contar pra gente um pouco mais sobre como é viver lá em Campinas e fazer a residência em Cirurgia Geral na Unicamp, a gente trouxe a Marina, que é R2, e o Bruno, que é R3 na especialidade, para bater um papo pra lá de enriquecedor. Vem comigo!  

Vista aérea do campus onde é realizada a residência em Cirurgia Geral na Unicamp
Vista aérea do campus da Unicamp (Créditos: Antoninho Perri/Unicamp)

Alexandre: Pra começar, qual o melhor estágio da residência em Cirurgia Geral na Unicamp na sua opinião?

Marina: Na minha opinião o estágio do PS e o da gastrocirurgia são os melhores no quesito aprendizado, porque têm alto fluxo com muito conhecimento novo. Mas acredito que o estágio da cirurgia vascular também foi muito produtivo, devido a professores empenhados em ensinar. Em se tratando de prática cirúrgica, de longe, o que mais nos traz experiência é o estágio no Hospital Estadual de Sumaré, onde se coloca mais a mão na massa.

Bruno: Na minha opinião, o melhor estágio foi o que envolvia trauma e urologia. Pois foram estágios bastante práticos e que eu já tinha afinidade antes de começar a residência médica.

Alexandre: Tem algum médico assistente que você considera sensacional ou exemplo para sua formação? Por quê?

Marina: Destaco aqui o Dr. Fábio, da cirurgia vascular – ótimo professor, excelente médico e melhor ainda como ser humano. Ele é exemplo em tudo.

Bruno: É difícil citar apenas um! Muitos foram importantes pra mim! 

Alexandre: Conta um pouco sobre onde vocês rodam ao longo de toda a residência médica. 

Marina:  No R1 rodamos pelo trauma (enfermaria/ UTI e PS), pela urologia, gastrocirurgia (fígado, vias biliares/ cirurgia bariátrica e esôfago/estômago/duodeno), pela proctologia, cirurgia pediátrica, cirurgia plástica, cirurgia cardíaca e, depois de tudo isso, entramos nas nossas merecidas férias. Já no R2, passamos pela cirurgia torácica, cabeça e pescoço, cirurgia vascular, pelo Hospital Estadual de Sumaré (PS, enfermaria e centro cirúrgico de Cirurgia Geral), também rodamos pelo Hospital Regional de Piracicaba (cirurgias eletivas), AME de Santa Bárbara (cirurgias ambulatoriais menores) e, por fim, o pronto-socorro.

Bruno: No primeiro ano da residência em Cirurgia Geral na Unicamp, rodamos em 3 grandes grupos. O primeiro grupo envolve toda a gastrocirurgia e suas subespecialidades, além de cirurgia plástica. No segundo, rodamos na cirurgia cardíaca, UTI, enfermaria e PS. Já no terceiro grupo rodamos na urologia e cirurgia pediátrica. Agora no R2, rodamos nas outras subespecialiades (tórax, CCP e vascular), além de outros hospitais (HES e HRP) ou AME auxiliares para complementar a formação cirúrgica.

Alexandre: Existem estágios eletivos na sua residência? É possível (e comum) fazer um estágio fora do país?

Marina: Sim, existem estágios eletivos durante 1 mês e é possível fazer no exterior, porém incomum.

Bruno: Existe no R2 a possibilidade de realizar estágio eletivo, o qual o residente pode realizar onde desejar.

Alexandre: Sua residência médica, de forma geral, respeita as 60 horas semanais? Conta pra gente qual é a carga máxima de plantão que você dá e se tem algum período de descanso pré ou pós-plantão.

Marina: Não respeita não. Varia muito de estágio pra estágio e do número de plantões que você faz na semana. E tem descanso pós-plantão durante 1 período (manhã ou tarde).

Bruno: Não! Em média são 100 horas por semana! No R1, existem diversos plantões em enfermaria e no PS e no R2 a carga é menor. Não costumamos ter pós-plantão, apesar de haver o direito.

Alexandre: Me conta rapidinho: de 0 (nada) a 10 (demais), o quanto sua residência foca em parte teórica? Para entender melhor sua nota, conta pra gente quais são as principais atividades teóricas que você tem ao longo da sua residência.

Marina: Nota 7. Não temos atividade teórica voltada para a residência em Cirurgia Geral,  temos só reuniões das disciplinas, em que são apresentados artigos e conteúdos das especialidades (que obviamente são aproveitados, mas como fazemos rodízio entre as especialidades, nem todo mundo tem acesso a todo o conteúdo). No início da residência, temos uma semana de aula teórico/prática rápida. 

Bruno: Nota 7 também. As principais partes teóricas envolvem seminários e reuniões de disciplina.

Alexandre: Aproveitando o embalo: de 0 (nada) a 10 (demais), o quanto sua residência foca em parte acadêmica? Explica pra nós como você enxerga o foco na parte acadêmica na Unicamp.

Marina: Nota 9. A instituição é muito acadêmica, voltada para a pesquisa, existem muitos congressos e publicações. Quem quiser, consegue fazer mestrado (mas na residência de Cirurgia Geral é impossível pelo tempo).

Bruno: Nota 10. A residência em Cirurgia Geral na Unicamp tem bastante enfoque na parte acadêmica. Há diversos chefes renomados, tanto na parte prática quanto na teórica. Ou seja, quem gosta de pesquisa, está bem servido na instituição.

Alexandre: Quais são os pontos fortes da residência em Cirurgia Geral na Unicamp?

Marina: A Unicamp apresenta uma boa base teórica e é muito forte na parte acadêmica, de publicação. Por dispor de todas as especialidades, há muita diversidade do conhecimento, mas não pega tanta mão quanto outros serviços. Por lá os R3 e os R4 acabam tendo preferência pra operar em relação aos R1 e R2

Bruno: A parte forte é a acadêmica. Também não posso deixar de destacar que é uma instituição com boa reputação no mercado, pois a Unicamp é uma universidade respeitada em todo país.

Alexandre: E tem algum ponto que você acha que poderia melhorar?

Marina: Penso que não tem o que melhorar, porque, dentro das possibilidades que os hospitais oferecem, acho que é um bom serviço.

Bruno: Poderíamos ter mais a parte prática, porém vejo esse aspecto como algo comum na residência de grandes universidades.

Alexandre: Acha que dá para conciliar a residência médica em Cirurgia Geral na Unicamp com plantões externos? A maioria faz isso?

Marina: sim, a maioria faz, mas é bem cansativo.

Bruno: É possível. No R1 fica um pouco mais pesado, pois a residência já tem um carga horário de plantões muito elevados. Porém, no R2, é bem possível e menos cansativo.

Alexandre: Quais “comodidades” a sua residência disponibiliza?

Marina: A minha residência dispõe de almoço e jantar no bandejão. Não sei nada a respeito de moradia.

Bruno: A residência médica na Unicamp fornece um auxílio-moradia, além de alimentação gratuita no restaurante do hospital.

Alexandre: Você é natural da cidade onde faz a residência médica? Pretende voltar para a sua cidade? 

Marina: Não sou não, mas eu quero voltar pra minha cidade. 

Bruno: Eu não sou e não pretendo voltar! 

Alexandre: Você conhece alguém que voltou ou tem intenção de voltar para a cidade de origem? Acha que é possível se inserir bem no mercado?

Marina: Não conheço ninguém, mas acredito que é possível sim, pois tenho boa formação.

Bruno: Não conheço. Porém acho bem possível se inserir no mercado, independente do local.

Alexandre: Tem mais alguma coisa que você queira falar sobre a sua residência em Cirurgia Geral na Unicamp que a gente não perguntou?

Bruno: Como toda a residência médica, em todo lugar, na Unicamp há pontos positivos e negativos, porém, no geral, é uma residência excelente. Cabe a nós sempre aproveitar os pontos fortes e tentar melhorar as fraquezas que podemos encontrar. 

Gostou de saber mais sobre como é fazer residência em Cirurgia Geral na Unicamp?

Como você pôde ver pelas coisas que a Marcela e o André nos falaram, a residência em Cirurgia Geral na Unicamp é marcada por estágios, você pode “pegar muita mão” em cirurgias e aprender de verdade a rotina exigente dessa especialidade, o que, certamente, vai te oferecer uma experiência bastante ampla. 

Gostou de saber mais a respeito do assunto, mas ainda não tem certeza se é na Unicamp que você quer fazer a sua residência médica? Então, relaxa e vem aqui no blog saber mais sobre outros programas de residência médica em Cirurgia Geral! Confira quais são as instituições mais buscadas pra fazer residência médica em Cirurgia Geral em São Paulo! Sugiro também dar uma olhada no Guia Definitivo da Unicamp, que traz informações que podem ajudar na sua decisão, como dados do complexo hospitalar e do programa de residência médica da Unicamp, a vida depois de aprovado, entre outras!

E fica ligado, pois estamos sempre trazendo entrevistas sobre como é a residência médica nas principais instituições de São Paulo! Se tiver alguma coisa que você queria saber mais, fala pra gente aqui nos comentários! Pode ser um dos nossos próximos artigos!

Como está sua preparação pras provas de residência da Unicamp? Para saber mais como é a prova de residência nessa que é uma das melhores universidades públicas do interior do país, não deixe de conferir todos os detalhes aqui, porque a gente foi direto ao ponto: fique por dentro da prova de residência médica da Unicamp. E se você já quer começar a estudar, saiba que você pode dar os primeiros passos nessa jornada no Extensivo São Paulo, nosso curso que rola ao longo do ano inteiro, com videoaulas sobre os temas que você precisa saber e um app com milhares de questões comentadas. Além disso, ao se matricular você ganha o Intensivo como bônus! Corre que ainda dá tempo de se inscrever. Bora pra cima! 

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AlexandreRemor

Alexandre Remor

Nascido em 1991, em Florianópolis, formado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 2015 e com Residência em Clínica Médica pelo Hospital das Clínicas da FMUSP (HC-FMUSP) e Residência em Administração em Saúde no Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE). Fanático por novos aprendizados, empreendedorismo e administração.