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Como é a residência em Infectologia Hospitalar na Unicamp

Está buscando uma vaga nas residências médicas? Então, é claro que você também está procurando informações sobre as instituições e as especialidades. E a entrevista de hoje é pra você, que deseja estudar numa das melhores universidades públicas do país, em uma cidade do interior de São Paulo bem estruturada e que tradicionalmente recebe bem os estudantes! Então, vem aqui com a gente, que o assunto hoje é a residência em Infectologia Hospitalar na Unicamp! 

A residência em Infectologia na Unicamp é de acesso direto, com duração de 3 anos de estudos, para que o médico obtenha a titulação de especialista em Infectologista.  Mas olha só, muitos médicos após a formação partem para mais alguns anos de aprendizagem, já que a residência em Infectologia é pré-requisito para algumas subespecialidades, como a Infectologia Hospitalar por mais um ano, o chamado R4. 

Pra contar pra gente tudo sobre a residência médica em Infectologia Hospitalar na Unicamp, a gente conversou com a Nathália. Confere aí! 

Joana: Vou começar com uma pergunta que a gente sabe que é bastante pessoal, mas todo mundo quer saber: na sua opinião, qual é o melhor estágio da sua residência e por quê?

Nathália: O estágio na CCIH, tanto no HC quanto no CAISM. São estágios dinâmicos, com discussões de casos que englobam percepção e controle de surtos, discussão de isolamento para pacientes com doenças infecto-contagiosas e colonizados por microrganismos MDR, além do próprio gerenciamento de antimicrobiano (que era também cheio de variedades de casos). Mas posso dizer com segurança que todos os estágios pelos quais passei são essenciais; conhecer o papel do enfermeiro no controle de infecção, ter contato com a rotina de um laboratório de microbiologia, aprender sobre as doenças mais prevalentes em uma cidade/um estado diferente do meu e passar pelos ambulatórios de imunossuprimidos, são todos estágios em que fui muito bem recebida e assistida.

Joana: Tem algum médico que você considera sensacional ou exemplo para sua formação? Por quê?

Nathália: Não seria justo escolher um. Fui muito bem recebida e assistida não só pelos médicos com quem tive contato, mas também pelos enfermeiros, biólogos, e profissionais de outras áreas

Joana: Conta um pouco sobre onde vocês rodam ao longo de toda a residência em Infectologia Hospitalar na Unicamp. 

Nathália: A residência é de um ano. Os primeiros quatro meses eram focados no gerenciamento de antimicrobianos, com um período da semana destinado ao ambulatório de Doenças de Notificação Compulsória e outro período às discussões de caso na enfermaria de TMO. O restante do ano é dividido entre rodízios com a enfermagem da CCIH, ambulatórios de imunossuprimidos não-HIV, CCIH do CAISM, laboratório de microbiologia, e eletivo.

Joana: Existem estágios eletivos na sua residência? É possível (e comum) fazer um estágio fora do país?

Nathália: Tenho direito a um mês de eletivo, e ele pode ser realizado fora do país. Pretendo fazer o meu no Reino Unido

Joana: Sua residência médica, de uma forma geral, respeita as 60 horas semanais? Conta pra gente qual é a carga máxima de plantão que você dá e se tem algum período de descanso pré ou pós-plantão.

Nathália: Sim, a residência respeita as 60 horas semanais. Minha residência não prevê plantão. Por causa da pandemia de COVID-19, entretanto, tive remanejamento de carga horária para plantões em enfermaria COVID por um período de aproximadamente três meses de residência. Quando os plantões eram noturnos, tinha direito a 6h de descanso após.

Joana: Me conta rapidinho: de 0 (nada) a 10 (demais), o quanto sua residência foca em parte teórica? Para entender melhor sua nota, conta pra gente quais são as principais atividades teóricas que você tem na residência em Infectologia Hospitalar na Unicamp.

Nathália: Na verdade, é bem difícil dar uma nota sobre parte teórica na residência de infectologia hospitalar. A depender do rodízio, havia discussões distintas, formais, geralmente sob a forma de artigos, com os médicos assistentes e professores. Mas, diariamente, eram discutidos casos de pacientes, mecanismos de resistência antimicrobiana, como fazer o gerenciamento de antimicrobianos, como seria a maneira ideal de investigar/controlar determinado surto.

Joana: Aproveitando o embalo: de 0 (nada) a 10 (demais), o quanto sua residência foca em parte acadêmica (serviço muito acadêmico, grande número de publicações, você se sente estimulado a publicar artigos)? Explica pra gente como você enxerga o foco na parte acadêmica na sua instituição. 

Nathália: Nota 8. E essa parte acadêmica depende muito do interesse do residente. Não faltam nem oportunidades nem áreas de interesse.

Joana: E quais são os pontos fortes da residência em Infectologia Hospitalar na Unicamp? Tem boa base teórica, pega muita mão, consolidação boa no mercado… Dá uma aprofundada pra gente? 

Nathália: Tive uma experiência muito rica até o momento, tanto na parte teórica quanto na prática. Lidar com a pandemia de COVID-19 no papel de controlador de infecção foi desafiador. Discutir casos com as especialidades, aprender a lidar com a possibilidade de desabastecimento de antimicrobianos, saber como funciona um hospital tanto do ponto de vista assistencial quanto administrativo foram aprendizados constantes.

Joana: Falta pouco agora! Acha que dá para conciliar a residência médica em Infectologia Hospitalar na Unicamp com plantões externos? A maioria faz isso?

Nathália: Como a minha residência não prevê plantões, acho que fica mais fácil dar plantões externos. Escolhi por fazer poucos para aproveitar o ano de residência, mas, dependendo do perfil do residente, acho que daria para fazer mais sem prejuízo ao aprendizado

Joana: A sua residência disponibiliza quais “comodidades” para os residentes, como por exemplo, alimentação e moradia?

Nathália: O HC tem um restaurante universitário com, se não me engano, três refeições diárias. Acho que os residentes em especialidades de acesso direto também têm direito a auxílio moradia. Não sei como funciona a questão da moradia, porque houve alterações durante o período da pandemia quanto a isso.

Joana: Você é natural de Campinas? Pretende voltar pra sua cidade? Você conhece alguém que voltou ou pretende voltar para a cidade de origem? Acha que é possível se inserir bem no mercado?

Nathália: Não sou de Campinas mas ainda tenho a intenção de ficar um tempo além da residência para a pós-graduação. 

Gostou de saber mais sobre como é fazer residência médica na Unicamp?

Como você pôde ver pelas coisas que a Nathália nos contou, a residência médica em Infectologia Hospitalar na Unicamp é marcada por atividades em muitas áreas e isso oferece uma experiência bastante ampla. Gostou de saber mais, mas ainda não tem certeza se é na Unicamp que você quer fazer a sua residência médica? Dá só uma olhada na Academia Medway e você vai encontrar centenas de conteúdos completamente gratuitos que vão te ajudar a entender melhor como são as provas das principais instituições, como o Guia Definitivo da USP-RP e o Guia Definitivo da Unifesp além é claro, do Guia Definitivo da Unicamp. 

E fica ligado, pois estamos sempre trazendo entrevistas sobre como é a residência médica nas principais instituições de São Paulo! Se tiver alguma coisa que você queria saber mais, fala pra gente aqui nos comentários! Pode ser um dos nossos próximos artigos!

Como está sua preparação pras provas de residência da Unicamp? Para saber como é a prova de residência nessa que é uma das melhores universidades públicas do interior do país, não deixe de conferir tudo isso no nosso Blog, porque a gente foi direto ao ponto: fique por dentro da prova de residência médica da Unicamp

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JoãoVitor

João Vitor

Capixaba, nascido em 90. Graduado pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e com formação em Clínica Médica pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP) e Administração em Saúde pelo Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE). Apaixonado por aprender e ensinar.