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As instituições mais buscadas para fazer residência em Infectologia em SP

Com a pandemia de Covid-19, muita gente ficou conhecendo diversos infectologistas e suas opiniões a respeito de temas ligados à doença. No entanto, se engana quem pensa que especialistas dessa área trabalham somente com isso. A verdade é que, após a residência médica em Infectologia, esses profissionais podem atuar em diversos setores, como atendimento hospitalar, ambulatorial, gestão em saúde, vigilância epidemiológica ou diagnóstico e tratamento de epidemias.

Se você está lendo esse texto, então é bem provável que você já saiba de tudo isso, e sua dúvida é outra: onde se especializar? Com tantas grandes instituições em São Paulo, essa escolha acaba sendo mais difícil do que parece. Mas relaxa, pois estamos aqui é pra te ajudar! Por isso, hoje vamos falar um pouco de cada uma das seis instituições mais procuradas quando o assunto é residência em Infectologia em SP.

Vamo lá?

Residência em Infectologia na USP

Dona do maior complexo hospitalar da América Latina, com mais de 1 milhão de consultas ambulatoriais, 232 mil atendimentos e 50 mil cirurgias por ano, a Universidade de São Paulo é quem abre esse post. Não dá pra dizer que eu ou você estamos surpresos, né? 

Fazer residência na USP é um sonho que muita gente busca realizar, e não só por conta dos números chamativos que mencionamos aí em cima. O cotidiano de quem faz residência em Infectologia por lá é bastante rico: são 6 meses em enfermarias, 3 meses em UTI, 2 meses em PS (Infectologia e Geral), estágios de laboratório (Microbiologia, Biologia Molecular), Radiologia, além de ambulatórios distribuídos ao longo dos três anos da especialização.

Vista aérea do HCFMUSP
Vista aérea do HCFMUSP

E esse é só um gostinho! Se você quiser saber mais sobre toda essa vivência, nós recomendamos a leitura da entrevista que fizemos com o Matheus e a Bárbara, residentes de Infectologia da USP.

Claro que, como já comentamos, esse é um sonho de muita gente, então não é fácil chegar lá. Segundo o edital de residência médica da USP 2021, vão ser oferecidas 8 vagas para a residência em Infectologia, e considerando que, no processo seletivo anterior, a relação candidato/vaga foi de 12, é melhor fazer uma boa preparação para a prova – que, vale lembrar, esse ano é diferente, pois não vai ter prova prática. E pra isso a gente tem uma variedade de conteúdos que podem te ajudar! Pra começar, você pode dar uma olhada no artigo que publicamos contando tudo o que você precisa saber sobre a prova da USP, que tal?

Unicamp

Falamos muito da USP, mas se essa não é sua pegada, não tem problema – opções não faltam, afinal de contas! E uma outra opção muito popular entre quem deseja fazer residência em Infectologia é a Unicamp – o que também não deve ser surpresa pra você.

Fachada do Hospital de Clínicas da Unicamp, onde é realizada a residência em Infectologia dessa instituição
Fachada do Hospital de Clínicas da Unicamp

Além do reconhecido ensino de alta qualidade, a Unicamp tem um sólido complexo hospitalar, composto pelo Hospital de Clínicas da universidade, que faz mais de 32 mil atendimentos mensais, pelo Hospital Estadual Sumaré (HES), pelo Centro de Atenção Integrada à Saúde da Mulher (Caism), além de centros auxiliares como o Gastrocentro e o Hemocentro. Pra quem deseja a residência em Infectologia, no entanto, as atividades são realizadas principalmente no Hospital de Clínicas, ao longo de 3 anos

E atenção: assim como a USP, o edital de residência médica da Unicamp 2021 também prevê algumas mudanças na prova, que este ano deixa de contar com prova prática e entrevista. Agora, só prova teórica e análise curricular!

O edital também revela que estão sendo oferecidas somente 3 vagas, então já sabe né? É hora de dar o melhor nessa reta final! Não vamos te deixar na mão: dá uma conferida no nosso artigo com tudo que você precisa saber sobre a prova da Unicamp.

Residência em Infectologia na Unifesp

De volta a uma instituição da capital paulista, agora vamos falar da tradicional Escola Paulista de Medicina (EPM), da Unifesp. Também com 3 anos de duração, a residência em Infectologia da Unifesp não fica pra trás no que diz respeito a qualidade: é uma especialização com rotina rigorosa, realizada no Hospital São Paulo, reconhecido como o maior hospital universitário do país.

No primeiro ano, os residentes rodam junto à Clínica Médica no PS, enfermaria de Clínica, interconsulta da Nefrologia, UTI de Nefrologia, ambulatórios, enfermaria e PS de Cardio, enfermaria de Cuidados Paliativos e UTI geral. No segundo e no terceiro ano, são 3 meses na enfermaria, 1 mês no CRIE, laboratório de Microbiologia, Ortopedia, Medicina Tropical (em Santarém), CRT, ambulatório de Infectologia e PS, 3 meses na interconsulta, 3 meses de optativo e 1 mês no transplante de medula óssea, transplante de órgão sólido, laboratórios de pesquisa e CCIH.

Fachada do Hospital São Paulo, onde é realizada a residência em Infectologia da Unifesp
Fachada do Hospital São Paulo

Quer saber mais sobre a rotina de quem faz residência em Infectologia na Unifesp? O Klinger e o William, residentes de Infectologia na Unifesp, bateram um papo com a gente e contaram tudo sobre como é a residência em Infectologia na Unifesp, vale a pena conferir!

Outro aspecto em que a Unifesp mostrou não ter ficado pra trás, no edital 2021, é o da adaptação das provas para o processo seletivo deste ano. No entanto, diferentemente da USP e da Unicamp, a Unifesp vai contar, além da prova teórica e da análise curricular, com uma prova prática informatizada e com entrevista.

Como já contamos em diversos posts, incluindo que conta tudo sobre a prova de residência da Unifesp, prova multimídia não é novidade na instituição, mas se você ainda não tá familiarizado com essa modalidade, é só dar uma olhada no nosso Minicurso de Prova Multimídia, com 3 aulas totalmente online e totalmente gratuitas!

SUS-SP

A prova de residência médica do SUS-SP é uma das maiores não só de São Paulo, mas do Brasil inteiro – não só em número de candidatos, mas também de instituições que participam. São cerca de 50 instituições, e os aprovados no processo seletivo ganham o direito de escolher a instituição em que vão se especializar, baseado em suas classificações no exame. É o tradicional leilão de vagas do SUS-SP!

Isso significa que, no último processo seletivo do SUS, com acesso em 2020, se deram melhor nas escolhas de instituição aqueles que ficaram melhor colocados entre as 27 vagas da residência em Infectologia, sendo que cada candidato concorreu com cerca de 5 pessoas.

O SUS-SP também já divulgou o edital da prova de 2021 e, como era de se esperar, pouca coisa mudou na estrutura da prova. O bom é que já te contamos tudo sobre a prova de residência do SUS-SP aqui no blog e ainda explicamos direitinho também como funciona o famoso leilão de vagas!

IAMSPE

A procura pela residência em Infectologia do IAMSPE é, entre outras coisas, um reflexo da força do setor de Infectologia dentro do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), onde são realizadas as atividades dos residentes.

Vista aérea de onde é realizada a residência em Infectologia do IAMSPE
Vista aérea do IAMSPE

O departamento é responsável por ministrar tratamento para doenças infectocontagiosas provocadas por vírus, bactérias e fungos, incluindo enfermidades graves como AIDS e hepatites. Além disso, coordena o Posto de Vacinação do IAMSPE e a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar. Não é pouca coisa! Não à toa, em 2020, havia 8 candidatos disputando cada uma das 4 vagas oferecidas.

O IAMSPE também já divulgou o edital do processo seletivo de 2021 e, para esse ano a prova teórica e a tradicional prova multimídia continuam de pé, mas não vai ter entrevista. Também já contamos tudo sobre como é a prova de residência do IAMSPE aqui no blog, incluindo como funciona essa temida prova multimídia – “temida” só pra quem ainda não assistiu ao Minicurso de Prova Multimídia, né?

Unesp

Pra fechar nossa lista, vamos falar de mais uma universidade pública: a Unesp e sua residência em Infectologia!

Outra instituição de fora da capital, o complexo hospitalar da Unesp ocupa a região central do estado de São Paulo, na cidade de Botucatu. Lá, é responsável por garantir assistência a cerca de 2 milhões de pessoas, cumprindo um papel importantíssimo na região que engloba desde ações de prevenção a tratamentos mais complexos.

Apesar do grande peso do complexo hospitalar da Unesp, composto pelo Hospital de Clínicas da universidade (HCFMB), pelo Hospital Estadual Botucatu (HEBo), pelo Serviço de Atenção e Referência em Álcool e Drogas (SARAD) e por dois prontos-socorros, um pediátrico e um adulto, o enfoque de quem fizer a residência em Infectologia lá vai ser, principalmente, no HCFMB e nos prontos-socorros, onde a maior parte das atividades desta especialidade é realizada.

A Unesp também não deixou de fazer mudanças em seu processo seletivo para 2021, e, segundo o edital de residência médica 2021, vai conta somente com prova teórica e análise curricular, sem prova prática e entrevista. Além disso, o edital também prevê o oferecimento de 3 vagas para essa especialidade, que também tem, na Unesp, duração de 3 anos.

E aí? Agora tá mais fácil decidir onde fazer sua residência em Infectologia?

Com os editais sendo liberados, é mais importante do que nunca as instituições que você quer na ponta da língua, seja para a residência em Infectologia ou em qualquer outra especialidade. Nós sabemos que é um processo difícil, e esperamos que, falando um pouco sobre cada instituição, tenhamos te ajudado nessa decisão. 

Em todo caso, não deixa de acompanhar o nosso blog, pois estamos sempre postando conteúdos sobre os diferentes programas e provas das principais instituições de São Paulo

Só pra fechar: com a remoção da entrevista de vários desses processos seletivos, é fato que a análise curricular ganhou mais ênfase na segunda fase. Por isso, se você estiver se sentindo inseguro, dá uma conferida no nosso e-book Como ter um currículo padrão-ouro! Assim, você faz bonito na primeira e na segunda fases!

Ficou alguma dúvida? Deixa aí nos comentários que a gente responde!

Até mais!

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JoanaRezende

Joana Rezende

Carioca da gema, nasceu em 93 e formou-se Pediatra pela UFRJ em 2019. No mesmo ano, prestou novo concurso de Residência Médica e foi aprovada em Neurologia no HCFMUSP, porém, não ingressou. Acredita firmemente que a vida não tem só um caminho certo e, por isso, desde então trabalha com suas duas grandes paixões: o ensino e a medicina.