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Como fazer uma boa entrevista para residência médica

Você percorre o caminho todo para a residência dos seus sonhos: estuda por um tempão, faz as provas de primeira e segunda fase e chega até a entrevista. E esse não é o momento de colocar tudo a perder, certo? Saber como fazer uma boa entrevista para residência médica é a cereja do bolo da sua preparação e, por isso, é bom dar uma atenção para ela também.

E se você acha que esse não é um fator importante para chegar até a residência, pense duas vezes. A gente já tá cansado de falar como a concorrência é alta e qualquer décimo a mais é fundamental. Na USP e na Unicamp, por exemplo, a arguição e análise do currículo equivale a 10% da nota total. Não parece muito? Então dá só uma olhada na concorrência de cada uma delas aqui e aqui e repense bem!

Mas, sem mais delongas, vamos entender melhor tudo isso!

Como fazer uma boa entrevista para residência médica
Quer conferir as melhores dicas para mandar bem na entrevista? Continue com a gente!

A fase de entrevista

Diversas instituições contam com um processo seletivo em mais de uma fase. Isso significa que a nota final do candidato será diluída em etapas diferentes, com pesos diferentes. No SUS-SP, por exemplo, o candidato faz apenas uma prova objetiva que determinará a totalidade do valor da sua avaliação. Já em instituições como USP, USP-RP, Unicamp, Unifesp, Einstein e Unesp, a prova é dividida.

Mas isso não quer dizer que todas elas tenham a entrevista como parte da divisão. Na verdade isso vai depender de cada instituição. Devido às alterações por que os processos seletivos passaram no último ano em consequência da pandemia de Covid-19, a Unesp, por exemplo, trocou a arguição curricular pelo envio de uma reflexão crítica do próprio currículo. Normalmente, essa parte da seleção fica reservada ao último momento; ou seja, é a reta final da sua aprovação!

Isso tudo para dizer que, no fim, é fundamental ficar de olho no edital e ver como será o método da prova na sua instituição de desejo. Para isso, a gente te poupa a preocupação. Aqui no Blog da Medway nós publicamos todas as novidades assim que esses documentos são publicados. Então, fica de olho!

Como normalmente acontece

Bom, agora que você já entendeu como a entrevista entra no processo seletivo para a residência médica normalmente, é hora de ir além. Quando você chega até lá, como vai ser esse momento? Nós já adiantamos: muita gente pode ficar um pouco tensa nessa hora. Então, vamos tentar de acalmar explicando melhor como ela geralmente funciona.

Na entrevista de residência médica, a banca terá em mãos o seu currículo e tentará entender melhor… Bom, entender melhor você. Exatamente! Não é lá um bicho de sete cabeças, certo? O importante é ser verdadeiro e, é claro, ter boas experiências no seu currículo para alimentar esse papo.

Normalmente, os entrevistadores vão perguntar tanto sobre suas pretensões quanto sobre o que você já fez até ali. As perguntas podem dizer respeito ao que você planeja como próximos passos depois da residência, o que te motivou a escolher aquela instituição, quais foram suas principais experiências acadêmicas e profissionais até então e por aí vai.

No fim, o currículo vale muito e a entrevista serve para alinhar melhor todo o conteúdo que está no documento, além de entender melhor o que você espera a partir dali. Por isso mesmo, é preciso estar sempre ligado no que você colocou no papel e não vacilar na hora de explicar tudo. Por isso mesmo, a gente vai te dar algumas dicas pra mandar bem nessa hora. Dá só uma olhada!

Como fazer uma boa entrevista para residência médica

Antes de mais nada, a gente já te adianta: não existe uma regra absoluta para as entrevistas de residência, mas algumas dicas podem te ajudar a entender como fazer uma boa entrevista para residência. Você pode se deparar com uma banca rigorosa e rígida; ao mesmo tempo, é possível passar por esse momento como se tudo fosse uma conversa entre colegas. Isso vai depender muito de cada instituição, especialidade e até de fatores bem mais imponderáveis, como as particularidades de um ou outro chefe.

Ainda assim, com as dicas abaixo você tem bem mais chances de se adaptar para cada cenário e se dar bem no momento decisivo. Bora lá!

Currículo na ponta de língua

Não é à toa que a entrevista muitas vezes será chamada de “arguição de currículo”. Como nós falamos um pouquinho antes, discutir seu background será um dos principais objetivos dessa etapa do processo. E é por isso que pega muito mal errar alguma informação, seja no papel ou na arguição. Afinal, quem conheceria melhor suas experiências do que você mesmo?

O negócio aqui é simples: estude seu currículo

É por isso mesmo que é muito bom — e necessário — ter na cabeça muito bem definidos os seus objetivos profissionais e acadêmicos, motivos que levaram a escolher aquela instituição, como você vê o seu futuro depois da residência e por aí vai.

Sobre suas experiências anteriores, também é legal ficar esperto. Além de ter passado por elas, é bom ter uma compreensão sobre a sua importância na formação profissional e até pessoal. Reflita sobre o que você já fez e pense como você explicaria isso para a banca — no que elas te ajudariam a ser um melhor residente.

Seja honesto

E se você quer saber como fazer uma boa entrevista para residência, essa é uma dica óbvia, mas que deve ser reforçada. Não tente deturpar suas experiências profissionais ou acadêmicas. Isso não quer dizer que você não deva “vender o peixe”. Contar suas experiências exaltando a importância delas e, principalmente, avaliando criticamente como elas contribuíram para a sua formação é mais que necessário.

Agora, o que não vale é tentar aumentar ou mudar os fatos. Seja honesto e pode ter certeza que, se você tem um bom currículo, as experiências vão ser um diferencial exatamente como elas aconteceram, ok?

Treine

Pode parecer uma dica estranha, mas vale muito a pena. Se você tá pensando “mas como eu vou treinar uma entrevista?”, eu te dou a dica! Converse com pessoas que já passaram na residência que você deseja e pergunte como foi a entrevista delas. Quais foram as perguntas da banca? Como era o tom da conversa?

Junte tudo isso em uma folha de papel e treine em frente ao espelho. Pode parecer estranho, mas vai ser ótimo para tirar um pouco da tensão e desenvolver melhor a articulação sobre seu currículo.

Ah, mas só um adendo! A gente não tá afirmando que a entrevista do pessoal do último ano será igual a sua, beleza? Saber o que rolou com esse pessoal vai te ajudar a entender um pouco melhor o que a banca pode preferir e como é o teor do papo, mas não tem fórmula mágica.

Esteja preparado para falar outras línguas

Se você colocou alguma língua estrangeira no seu currículo, é muito importante estar com o nível que você expôs no documento em dia. Não acontece sempre e nem em todas as bancas, mas é possível que alguns processos seletivos os chefes sugiram que a conversa aconteça em outra língua — ou ao menos uma parte dela. Por isso mesmo é bom ficar ligado e estar preparado para essa situação. Sem desespero!

Curtiu saber como fazer uma boa entrevista para a residência?

Agora que você já sabe um pouco melhor como fazer uma boa entrevista para residência, percebeu que o currículo vai ser uma parte fundamental disso, certo? E pra tirar de letra essa parte do processo seletivo, a gente tem uma dica pra você. Que tal baixar o nosso e-book Como ter um currículo padrão-ouro? É só entrar na página e se cadastrar gratuitamente.

Ah, e não esquece. Se quiser ainda mais conteúdos ricos, acesse a Academia Medway e aproveite mais e-books que vão dar um gás na sua preparação.

Bora lá!

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JoãoVitor

João Vitor

Capixaba, nascido em 90. Graduado pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e com formação em Clínica Médica pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP) e Administração em Saúde pelo Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE). Apaixonado por aprender e ensinar.