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Compressões torácicas: um guia prático

As compressões torácicas são de extrema importância para a atuação médica e para o paciente em parada cardíaca. O conceito de RCP de alta qualidade vem sendo cada vez mais discutido, por impactar diretamente a chance de sobrevivência. 

Basicamente, as compressões torácicas de alta qualidade combinam habilidades e qualidades da equipe coordenada. Sendo assim, como elas são os elementos mais importantes da ressuscitação cardiopulmonar, realizá-las da maneira correta é fundamental. 

Pensando nisso, desenvolvemos um guia prático para você entender a melhor forma de realizar as compressões torácicas de alta qualidade. Em primeiro lugar, elas precisam ser rápidas, contínuas e com recuo total. 

A seguir, veja como fazer compressão torácica de forma eficiente nos pacientes e dominar essa técnica que pode salvar vidas no plantão médico ou no dia a dia.

Como realizar compressões torácicas eficientes e de boa qualidade?

Para as compressões torácicas serem eficientes e de boa qualidade, veja o que é preciso abaixo.

  1. Manter a taxa de compressões em 100 ou 120 por minuto;
  2. Manter as mãos entrelaçadas;
  3. Comprimir o peito pelo menos 5 cm (2 polegadas), mas não mais que 6 cm (2,5 polegadas) 
  4. Permitir que o tórax recue completamente após cada movimento descendente;
  5. Minimizar a frequência e a duração de quaisquer interrupções (não mais que 10 segundos de pausa, exceto para intervenções específicas, como desfibrilação);
  6. Alternar os profissionais que aplicam as compressões a cada 2 minutos.

Agora, você já sabe os detalhes mais importantes, incluindo quantas compressões torácicas por minuto devem ser feitas. Estudos mostraram que permitir o recuo total do tórax entre os movimentos descendentes gera a maior pressão intratorácica negativa, resultando em pré-carga cardíaca aumentada e pressões de perfusão coronariana mais altas. 

Além disso, as interrupções, mesmo que curtas, resultam em declínios na pressão de perfusão coronária e cerebral, ocasionando piores desfechos para o paciente. Uma vez que pare, até um minuto de compressões contínuas e excelentes pode ser necessário para atingir pressões de perfusão suficientes. 

Mudanças para a população infantil

Algumas mudanças devem ser aplicadas nas compressões realizadas na reanimação de pacientes da população infantil. 

  1. O peito deve ser comprimido em 4 cm (1,5 polegadas);
  2. A técnica de dois dedos é indicada quando há apenas um único socorrista. As compressões torácicas são realizadas com os dedos indicador e médio, colocados no esterno, logo abaixo dos mamilos;
  3. Quando há dois socorristas, a técnica indicada para as compressões torácicas é a das mãos envolvendo dois polegares;
  4. As compressões torácicas devem ser realizadas na metade inferior do esterno, com a base de uma mão ou duas mãos.

Todos os esforços devem ser realizados

Para a reanimação cardiopulmonar, o socorrista e o paciente devem estar na posição correta. Se for necessário, mude a posição do paciente ou da cama, ajuste a altura da cama ou use um banco para o socorrista que realiza as compressões torácicas ser posicionado adequadamente. 

Deite o paciente em uma superfície firme. Se as compressões torácicas forem realizadas na cama, podem exigir uma prancha. O socorrista deve colocar a base de uma mão no centro do tórax sobre a porção inferior do osso esterno e a base da outra mão sobre a primeira. O peito do socorrista deve estar diretamente acima das mãos. 

Essa posição permite que o socorrista use o peso do corpo para comprimir o tórax do paciente, em vez de apenas os músculos dos braços, visto que eles podem se cansar rapidamente. 

As compressões torácicas devem ser continuamente reavaliadas para observar possíveis correções necessárias ao longo da ressuscitação. Ter um monitoramento contínuo evita a realização de compressões inadequadas e o comprometimento da perfusão cerebral, reduzindo a chance de sobrevivência neurologicamente intacta. 

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Com este guia sobre compressões torácicas, você está pronto para colocar as técnicas em prática quando for necessário. Sabendo dos detalhes informados, a atuação médica é mais segura, e há mais chances do procedimento ser feito de forma eficiente. Para continuar aprendendo conteúdos semelhantes, acompanhe nosso blog!

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AmandaMazetto

Amanda Mazetto

Acadêmica do quarto ano de Medicina na Universidade Nove de Julho pelo FIES e pesquisadora no Instituto do Coração de São Paulo da Faculdade de Medicina da USP