Anvisa cria grupo para avaliar uso de medicamentos GLP-1, as “canetas emagrecedoras”

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Conteúdo atualizado em 17/04/2026: Grupo da Anvisa para avaliar medicamentos GLP-1 foi instituído após a agência publicar uma portaria no Diário Oficial da União com o objetivo de aprofundar a análise sobre esses fármacos. A iniciativa ocorre em meio ao aumento do uso dos agonistas do receptor de GLP-1, popularmente conhecidos como “canetas emagrecedoras”, no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade.

A medida busca reunir evidências científicas e dados sobre a utilização desses medicamentos no país, incluindo aspectos relacionados à segurança, eficácia e uso racional.

Grupo da Anvisa para avaliar medicamentos GLP-1 terá apoio de entidades médicas

O grupo de trabalho contará com representantes da própria Anvisa e de entidades como o Conselho Federal de Medicina (CFM), além de outros conselhos da área da saúde. Também está prevista a participação de especialistas convidados para contribuir com a análise técnica do tema.

A atuação do grupo terá caráter consultivo, com foco na produção de recomendações técnicas que possam subsidiar decisões regulatórias da agência.

Grupo da Anvisa para avaliar medicamentos GLP-1 deve orientar decisões regulatórias

Entre as atribuições estão a análise de riscos associados ao uso desses medicamentos, a identificação de lacunas de conhecimento científico e a avaliação do uso fora das indicações aprovadas.

O grupo também poderá propor estratégias de comunicação de risco para profissionais de saúde e sugerir materiais técnicos voltados à orientação de prescritores.

Avaliação surge com aumento da demanda

A criação do grupo ocorre em um cenário de crescimento do uso de medicamentos como semaglutida e liraglutida. A popularização desses fármacos, inclusive fora das indicações aprovadas, têm ampliado o debate sobre monitoramento e segurança.

Recentemente, a própria Anvisa já havia anunciado medidas para reforçar a fiscalização sobre esses produtos, especialmente diante de indícios de irregularidades envolvendo importação e manipulação.

O grupo terá prazo inicial de funcionamento de 45 dias, podendo ser prorrogado, e deverá apresentar um relatório final com recomendações ao término das atividades.

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Rodrigo Franco

Rodrigo Franco

Paraense e professor de Clínica Médica da Medway. Formado pelo Centro Universitário do Estado do Pará, com Residência em Clínica Médica pelo Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE). Siga no Instagram: @ro.medway