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Internato de Medicina: principais dúvidas respondidas

Se você está mais ou menos no meio da graduação em Medicina, certamente já está com o período de estágios na cabeça. Afinal, esse será o momento em que você vai colocar à prova todo o conhecimento teórico que adquiriu até então. Agora, se o internato de Medicina está tirando o seu sono, calma! Não tem porque ficar com tanto medo.

Pra te acalmar ainda mais, a gente conversou com a Fernanda Ayumi, interna da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Ela nos ajudou a entender um pouco melhor como é esse período e respondeu algumas das principais dúvidas sobre o período.

Então, se você quer perder de vez a insegurança do internato de Medicina, seu lugar é aqui. Bora lá!

Mas antes, temos uma dica para você que está prestes a encarar o internato, que é o nosso Guia de Procedimentos, um guia de bolso para você nunca mais passar aperto durante o internato na hora de realizar procedimentos médicos, contendo um passo a passo de todos eles!

Antes de tudo, o internato de Medicina

Nós já vamos chegar às principais dúvidas sobre o internato de Medicina. Mas, antes disso, que tal relembrar um pouco melhor o que é o internato de Medicina?

Esse é um dos ciclos da graduação de medicina — mais especificamente, o último. Após concluir o ciclo básico e o ciclo clínico, o estudante entra, finalmente, na parte de aplicação prática. Segundo o Ministério da Educação (MEC), a carga horária mínima desse estágio deve ser de 35% do total do curso.

O internato é regulado como um estágio. Isso quer dizer que o estudante sempre terá próximo a si um professor ou preceptor capaz de auxiliar e guiar nos procedimentos e atendimentos.

Durante esse momento, o aluno de medicina deverá, obrigatoriamente, passar por estágios nas 5 grandes áreas da Medicina. Além disso, as atividades também devem ser feitas nos três níveis de atendimento.

Agora, sabendo de tudo isso, provavelmente você já está um pouco mais tranquilo, certo? Mas, se ainda tem alguma pulga atrás da orelha, calma! A gente tira algumas das suas dúvidas a seguir.

Internato de Medicina: principais dúvidas

Como falamos logo ali em cima, para conseguir esclarecer algumas das principais dúvidas sobre o internato de Medicina, convidamos alguém que está passando por essa fase da faculdade exatamente agora. A Fernanda Ayumi está no 6º ano e abriu o jogo pra gente sobre esse momento. Então, vamos nessa!

Vou conduzir sozinho ou haverá alguém comigo 100% do tempo?

Essa é uma questão que certamente assusta um pouco os estudantes — especialmente no começo do internato. Afinal, haverá algum momento em que você não terá um preceptor ou um professor próximo? Calma! Isso não é possível. Dá só uma olhada no que a Fernanda falou:

“Você NUNCA dá a conduta sozinho! Os preceptores e/ou residentes estão sempre por perto pra te orientar sobre a conduta. Basicamente, você passa o caso do paciente que você atendeu pro preceptor ou residente e, geralmente, eles te perguntam qual o seu diagnóstico e o que você faria. Depois eles te corrigem se necessário, te orientam sobre as condutas e dão um panorama geral sobre aquele caso clínico”.

Mais tranquilo agora? Então vamos para a próxima.

É obrigatório possuir o próprio material (estetoscópio, oxímetro, etc)?

Pode parecer que não, mas essa é uma dúvida bastante comum entre os graduandos que vão entrar no internato. Afinal, alguns materiais são quase indispensáveis para o exame físico. Sobre isso, a Ayumi também deu a letra!

“Estetoscópio e esfigmo são os mais necessários. Não digo obrigatórios porque, a depender do local de atendimento, esteto e esfigmo são fornecidos. Mas é sempre bom ter o seu por perto. O oxímetro te ajuda demais no exame físico, principalmente no contexto de atendimento de urgência e emergência, mas também não é obrigatório. Outros materiais geralmente não são usados com muita frequência”.

Para algumas coisas, a resposta acaba não sendo definitiva. Como você pôde ver, é possível que o hospital escola em que você esteja já possua os materiais necessários. Contudo, especialmente se não for atrapalhar financeiramente, ter ao menos os equipamentos mais comuns é uma alternativa segura.

Será que sei o suficiente? Vou levar muito esporro no internato de Medicina?

Ok, você certamente já pensou nisso. É o começo da sua atuação prática na Medicina e você estará em contato quase constante com médicos experientes e capacitados. Mas pensar que eles vão te atrapalhar de alguma forma não é a melhor maneira de encarar isso.

É claro que você vai errar e alguém pode chamar a sua atenção, mas, idealmente, isso tudo acontece para te ajudar — sempre que ocorrer de forma mais respeitosa, é claro.

“O internato é o momento de você levar esporro, é o momento de você errar e dar condutas erradas e aprender com isso. Antes levar um esporro do preceptor do que um esporro da vida! No internato você tem preceptores pra te ensinar e te orientar. Claro que alguns dão uma bronca mais forte, outros são mais tranquilos e te orientam de um jeito melhor… O importante é não levar pro lado pessoal, aprender a ser resiliente e crescer com seus erros. Isso te prepara pro mercado e também te fortalece como pessoa”.

Vou conseguir perguntar o necessário e fazer toda a investigação necessária durante o exame físico, considerando que tive mais de um ano de EAD?

A pandemia realmente chacoalhou tudo. Além da grande exigência que os médicos foram submetidos, os estudantes também acabaram sendo impactados. Com o ensino à distância, algumas dinâmicas da formação mudaram. Mas não precisa se preocupar tanto. Olha só o que a Fernanda nos contou:

“No começo é mais complicado sim, não vou mentir. Mas não porque você não sabe o que deve ser feito, mas porque a insegurança te derruba. É aquela velha máxima: ‘a prática leva a perfeição’. De novo, os preceptores/professores e residentes tão ali pra te ensinar o que fazer, como fazer e porque fazer. Acredito que o ano de EAD não faça muita diferença. Pelo menos na minha faculdade (método tradicional), o contato com pacientes era mínimo durante o ciclo clínico e não preparava muito bem para o internato. A ‘mão’ que tenho hoje foi adquirida ao longo do próprio internato. Minha dica é aproveitar ao máximo o contato com o paciente, conversar, tirar uma boa história e fazer o exame físico completo em todos os pacientes. Aos poucos você vai desenvolvendo um ‘método de consulta’ para chamar de seu”.

Como decorar tantos esquemas de tratamento?

Você passou 4 anos aprendendo a teoria e está com medo de, na hora da ansiedade, dar aquela “pane”? Olha, isso realmente pode acontecer, mas, frequentemente, é brevemente superado. A Ayumi nos ajudou a entender um pouco esse cenário.

“Teoricamente, os esquemas de tratamento já deveriam ter sido aprendidos durante o ciclo clínico do curso. Mas grande parte das pessoas acaba não lembrando de toda a bagagem de conhecimento que foi acumulada. E tá tudo bem. Durante a passagem de caso pro preceptor, ele vai discutir o tratamento com você e é você quem vai fazer a receita ou prescrição do paciente e, assim, você acaba relembrando e fixando melhor aquele conhecimento. O importante é chegar em casa e dar uma revisada nos casos clínicos que você discutiu naquele dia para realmente sedimentar o conhecimento. Um outro ponto é que o cursinho ajuda muito na hora de saber os esquemas de tratamento. Então se você ainda não sabe os esquemas, fica tranquilo que você vai ter muito contato com isso, seja durante os atendimentos, seja no cursinho”.

Viu só? No internato, além de cair dentro da rotina prática, você também vai acabar reforçando e relembrando o conteúdo que absorveu no resto da graduação. E é claro com as orientações de um professor ou preceptor, tudo fica um pouco mais tranquilo.

Como são os procedimentos e rotinas no hospital?

Essa é, provavelmente, a resposta que você entrou aqui para ler. Agora, não é tão fácil assim falar exatamente como isso será na sua instituição. Mas, de forma geral, a Ayumi explicou como funciona na UFPR, além de dar algumas características importantes para todos estudantes tirarem essa fase de letra.

“Depende muito da sua faculdade e dos serviços que tem disponíveis no hospital-escola. É difícil generalizar procedimentos e rotinas assim. Na minha faculdade, por exemplo, auxiliamos em cirurgias, realizamos procedimentos clínicos (gasometria, paracentese, punção liquórica), realizamos ou auxiliamos partos normais, atendemos pacientes adultos e pediátricos em ambiente ambulatorial, emergência e terapia intensiva. Também fazemos atendimentos em Unidades Básicas. O importante é que, independente do serviço em que esteja, o aluno seja sempre proativo, ético, responsável e cumpra os horários estabelecidos pelos professores responsáveis”.

Como fazer um raciocínio clínico de forma rápida e relacionar o que estuda com casos do dia a dia

Olha, pra essa pergunta, nem a nossa entrevistada conseguiu falar exatamente como fazer. Mas, ainda assim, ela deu a letra sobre o que imagina que possa ser feito para resolver esse problema. Fica de olho!

“Não sei responder isso (risos). Acho que isso varia muito de pessoa para pessoa. Talvez falte conhecimento, estudo, ou talvez falte a prática do dia-a-dia pra pessoa conseguir pegar no tranco. Ou, às vezes, ela demora mais mesmo e tudo bem. Não é porque você é mais devagar que você vai acertar menos. O importante é fazer o diagnóstico certo para poder passar a conduta certa. De nada adianta ser super rápido no raciocínio clínico e chegar no diagnóstico errado”.

E aí, mais preparado para o internato de Medicina?

Com certeza, agora você já está um pouco mais seguro para encarar o internato de Medicina. E a essa altura, você já deve ter percebido que a experiência vai ser o que de fato vai aliviar a tensão e que, no fim das contas, o importante é se preocupar em dar o seu melhor e seguir forte nos estudos.

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JoãoVitor

João Vitor

Capixaba, nascido em 90. Graduado pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e com formação em Clínica Médica pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP) e Administração em Saúde pelo Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE). Apaixonado por aprender e ensinar.