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O que faz o Otorrinopediatra: saiba tudo sobre essa especialidade

Otorrinolaringologia – uma especialidade dessas, tão abrangente e com um nome tão grande, abarca o tratamento dos problemas que envolvem a boca, os ouvidos, o nariz e a garganta. Portanto, um otorrinopediatra, como o próprio nome já diz, vai cuidar dos pequenos pacientes, desde neonatos até adolescentes, mas focada principalmente nas deformidades congênitas e na baixa audição infantil. É uma subespecialidade da Otorrino que faz os olhos de muitos candidatos brilharem!

Não é por menos! Imagina fazer o que se gosta e trabalhar com os pequeninos? Muita gente escolhe essa subespecialidade por conta do afeto e do retorno emocional que atuar com as crianças traz, que também é o que encanta muitos pediatras como já contamos no nosso post sobre Pediatria.

E não é só isso! O sucesso e popularidade entre os recém-formados também têm raiz na rotina animada: o médico otorrinopediatra pode organizar seu dia a dia entre horas no consultório, atendimentos cirúrgicos e plantões nos hospitais. Nada de ficar fazendo todo dia a mesma coisa! Dependendo de onde você escolher trabalhar, todo dia vai ser uma grande novidade – e isso é ótimo pro seu desenvolvimento e aprendizado!

E pra quem curte clínica e cirurgia, essa é a especialidade certa: tem um pouquinho de tudo! Além disso, dá pra pegar muita mão desde a residência! Mas calma que não é moleza não – vai ter que ralar pra chegar lá, porque antes é necessário cursar a residência em Otorrinolaringologia – que, segundo os dados disponíveis e atualizados no portal do CFM (Conselho Federal de Medicina) na internet, é a 14ª mais buscada pelos médicos que se preparam para a residência.

Quer saber mais sobre isso? Vem comigo! A gente te conta tudo aqui! 

O que é a Otorrinolaringologia Pediátrica? 

É a área da medicina em que o médico especializado em otorrinolaringologia cuida de crianças e bebês. Ele vai tratar das mais variadas enfermidades que acometem esse público e as mais comuns, mas que tiram o sono dos pais são otites, adenoidites, rinites, gripes e resfriados, infecções de repetição, suspeita de perda auditiva, linfonodos e até doenças mais graves que podem levar a surdez. Geralmente os pais levam as crianças a esses especialistas com indicação do pediatra, para que o Otorrino valide e inicie o tratamento da enfermidade, que pode ser grave e necessita de rapidez e precisão.

Algumas das ocorrências mais comuns nas crianças ocorrem nos ouvidos, nariz e garganta e é durante a infância que elas devem ser observadas bem de perto pelo Otorrinopediatra para que o pequeno paciente tenha qualidade de vida, um desenvolvimento saudável e a saúde desses órgãos, preservada.

A rotina e o mercado de trabalho do otorrinopediatra

Lembra quando a gente falou que a rotina pode ser animada? É porque trabalhar com crianças pode ser divertido e desafiador! Além do carinho, nem sempre elas ficam quietinhas pra condução da anamnese e dos exames, e podem partir seu coração quando relatam dores e problemas. Mas é aí que você entra com toda a empatia e profissionalismo pra tratar não só dos pequenos, mas também dos pais e, por vezes, acaba se tornando um super-herói! Essa costuma ser a maior das recompensas quando se trabalha com o público infantil: voltar pra casa com um sorriso no rosto e desenhos coloridos!

A área de atuação do otorrinopediatra é ampla e ele pode trabalhar tanto em clínicas particulares quanto em hospitais públicos ou ainda investir em seu próprio consultório, compartilhar salas de atendimento com profissionais mais experientes, associar-se a diversos planos de saúde e fazer plantões recorrentes em hospitais infantis. 

Grande parte dos atendimentos são ambulatoriais, com anamnese completa pra descobrir históricos de alergia ou elementos que prejudiquem a respiração dos pequenos, lesões nas pregas vocais, amígdalas, dores e introdução de objetos no ouvido. Criança faz cada coisa surpreendente! Você vai se espantar durante a sua prática com cada coisa que criança é capaz de enfiar no nariz!

Mas não pense você que vai ficar por aí não.A vida do Otorrinopediatra não é ficar só no consultório. Como essa é uma especialidade clínico-cirúrgica, algumas cirurgias vão fazer parte da rotina e algumas mais frequentemente, como por exemplo a timpanoplastia, a adenoamigdalectomia e a septoplastia, isso sem falar dos implantes cocleares. Mas pensa na alegria e na satisfação de ver uma criança ouvindo bem, respirando sem dificuldades quando pratica esportes, sem as infecções recorrentes na garganta! Assim como o pediatra, o especialista em Otorrinolaringologia infantil ganha um lugar especial no coração da família e dos pequenos.

E falando nisso, ter tranquilidade e paciência são fundamentais pra lidar com crianças doentes e pais ansiosos. Faz parte da rotina e da prática diária, e os muitos atendimentos prestados vão te ajudar a tirar de letra quaisquer dificuldades. Na maioria dos casos, uma boa conversa e atenção já bastam pra que tudo funcione e dê resultados.

O médico que termina sua residência em Otorrinolaringologia e conclui a subespecialização em Otorrinopediatria ele pode prestar concursos públicos e atuar em UBS (Unidades Básicas de Saúde) e hospitais públicos municipais e estaduais. Um caminho pouco conhecido, mas muito promissor é a possibilidade do médico Otorrinopediatra seguir a carreira militar e atuar em lugares onde a saúde pública não chega, nas regiões mais remotas, e isso pode ser excitante e recompensador.

É claro que a gente não pode se esquecer de que o mundo não é estanque e que muitos profissionais da área médica também acabam migrando para a outras áreas como a pesquisa, trabalhando em institutos e indústrias farmacêuticas ou ainda com a formação de outros médicos, seja atuando em cursos para concursos públicos e residências ou em graduações e pós-graduações.

E quanto ganha um otorrinopediatra?

Essa é uma pergunta importante, afinal de contas o investimento na formação é dispendioso! Olha, eu te digo que depende! Depende de onde você pretende morar e trabalhar, se é funcionário público ou atua em consultório particular, porque esses fatores como região de atuação e local de trabalho são fundamentais para que os rendimentos sejam analisados e a gente consiga saber se dá pra encher o cofrinho com facilidade!

Mas, em geral, pra quem está começando na área, segundo dados oficiais de 2020 do Novo CAGED, eSocial e Empregador Web disponibilizados no site salario.com.br, o valor médio pago por 20 horas semanais varia entre 6 e 8 mil reais por mês, e os estados do Rio de Janeiro e de São Paulo são os que mais contratam.

A Residência Médica em Otorrinopediatria 

Bora falar de coisa boa pra você realizar seu sonho! A Residência Médica em Otorrinolaringologia é de acesso direto! Olha que beleza! Saiu da graduação e já pode fazer a residência sem pré-requisitos, e ela tem duração de três anos, durante os quais você vai atuar em estágios ambulatoriais, cirurgias, plantões em emergência, reuniões e discussões de casos, pesquisas e atividades acadêmicas.

Acabou por aí? Não! Para atuar na Otorrinopediatria é necessário realizar uma subespecialização por meio de estágios complementares na área. Na USP, por exemplo, o Programa de Complementação Especializada (PCE) de Otorrinolaringologia Pediátrica tem duração de 2 anos e carga horária de 20 horas semanais. O processo seletivo é bem parecido com o da residência médica: prova teórica, entrevista e currículo!

Agora que você já sabe um pouquinho mais sobre a Otorrinopediatria e decidiu que esse é o caminho que você vai seguir, é preciso dar o primeiro passo! Afinal, como se tornar um Otorrinopediatra de destaque sem ter feito uma boa residência médica? Pra isso você pode contar com a gente! Se você vai começar a se preparar para encarar a prova de residência médica, sugiro dar uma olhada no nosso e-book gratuito Os 15 bloqueios que te impedem de ser aprovado na residência para já começar com o pé direito, já vencendo os bloqueios mentais que atrapalham seus estudos e te impedem de ser aprovado na residência médica dos seus sonhos!

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JoanaRezende

Joana Rezende

Carioca da gema, nasceu em 93 e formou-se Pediatra pela UFRJ em 2019. No mesmo ano, prestou novo concurso de Residência Médica e foi aprovada em Neurologia no HCFMUSP, porém, não ingressou. Acredita firmemente que a vida não tem só um caminho certo e, por isso, desde então trabalha com suas duas grandes paixões: o ensino e a medicina.