Saber o que mais cai no TED é o primeiro passo para se preparar estrategicamente. O Título de Especialista em Dermatologia reúne um dos conteúdos programáticos mais abrangentes entre os exames de suficiência da área médica. Logo, conhecer sua estrutura com antecedência faz toda a diferença na hora de organizar os estudos.
A organização do conteúdo por blocos temáticos é, por si só, uma ferramenta de preparação. Saber onde cada assunto se encaixa dentro do edital ajuda o candidato a priorizar, a identificar lacunas e a distribuir melhor o tempo disponível antes da data da prova.
Neste artigo, mapeamos os temas cobrados com base no edital oficial de 2025, divulgado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). A organização contemplou as grandes categorias para facilitar a leitura e o planejamento.
Confira mais detalhes ao longo do texto!
O Título de Especialista em Dermatologia (TED) é uma certificação concedida pela Associação Médica Brasileira (AMB) e credenciada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). Ele atesta que o médico possui formação acadêmica e científica adequada para exercer a especialidade com ética, responsabilidade e competência.
Tudo em conformidade com as resoluções vigentes do CFM e com os critérios da Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM).
Podem participar do exame médicos regularmente inscritos no CRM, sem processos ou condenações ético-profissionais, que se enquadrem em uma das seguintes situações:
O TED 2025 é composto por duas etapas eliminatórias, conforme o edital do 59º Exame. Veja quais são as duas etapas antes de conferir em mais detalhes o que mais cai no TED:
O conteúdo programático abrange 68 tópicos, distribuídos entre Dermatologia Clínica, Laboratorial, Cirúrgica e Cosmiátrica. O foco está em artigos de revisão e educação médica continuada. As referências bibliográficas indicadas incluem obras como:
Compreender essa distribuição é essencial para organizar a rotina de preparação para o TED de forma racional e produtiva.
A seguir, detalhamos cada bloco temático.
Toda boa preparação começa pelo alicerce da especialidade. Neste bloco, o edital contempla os fundamentos que sustentam o raciocínio diagnóstico dermatológico, aparecendo de forma transversal ao longo de praticamente todas as demais seções da prova.
Neste sentido, o que mais cai no TED abrange:
A Dermatoscopia merece atenção especial: consolidou-se como ferramenta indispensável no diagnóstico diferencial de lesões melanocíticas e não melanocíticas.
Sua presença no edital reflete a relevância crescente dessa técnica na prática clínica contemporânea.
A Dermatopatologia, por sua vez, é um tema que atravessa praticamente todos os blocos do programa. Saber interpretar laudos histológicos e correlacioná-los com o quadro clínico é uma competência que o exame avalia com recorrência, tanto na prova teórica quanto na teórico-prática.
Este é um dos blocos mais densos do programa e um dos de maior probabilidade de aparecer tanto na prova teórica quanto na teórico-prática. Abrange condições prevalentes no cotidiano do consultório e quadros de maior complexidade diagnóstica. É, portanto, uma área em que o tempo de estudo deve ser proporcional ao peso no exame.
Representam queixas rotineiras no consultório dermatológico e tendem a aparecer com regularidade nas questões. O candidato deve estar preparado para reconhecê-las, diferenciá-las e conduzir cada caso com segurança.
São elas:
Quadros de maior raridade e complexidade diagnóstica, que exigem integração entre achados clínicos, histológicos e laboratoriais.
São casos que envolvem:
Neste bloco, o candidato deve se preparar para interpretar critérios diagnósticos, reconhecer síndromes clínicas e dominar as principais opções terapêuticas.
A sobreposição entre condições imunomediadas e doenças sistêmicas é um ponto frequentemente explorado nas questões.
As vasculites e as vasculopatias, em particular, demandam atenção especial: o diagnóstico diferencial entre as diversas formas clínicas depende de critérios que precisam ser dominados com segurança:
Da mesma forma, os distúrbios do tecido conjuntivo, como o lúpus eritematoso cutâneo e a esclerodermia, são temas que articulam Dermatologia e Reumatologia e costumam aparecer em questões de maior complexidade.
A Infectologia ocupa espaço relevante no exame, com atenção especial às doenças tropicais e às infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), duas áreas de grande impacto epidemiológico no Brasil.
O edital inclui os seguintes tópicos:
A presença do volume “Dermatologia Tropical” (Talhari et al., 2022) entre as referências sugeridas pelo edital reforça o peso dessa área na avaliação.
Temas como hanseníase, sífilis e leishmaniose tegumentar americana costumam aparecer em cenários clínicos que exigem diagnóstico diferencial criterioso e domínio dos protocolos nacionais de conduta.
Vale destacar que as ISTs receberam ainda maior atenção e cautela nos últimos anos, com o aumento de casos de sífilis e monkeypox no Brasil, o que tende a refletir-se nas questões de provas recentes.
O candidato preparado para esse bloco precisa articular conhecimento microbiológico, epidemiológico e terapêutico com agilidade.
A Oncologia Cutânea integra o exame tanto nos aspectos clínicos quanto nos cirúrgicos. Do ponto de vista clínico, os temas elencados no programa são:
O médico deve dominar critérios diagnósticos, fatores de risco, estadiamento e indicações terapêuticas. Melanoma, carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular são temas recorrentes.
Já as síndromes paraneoplásicas testam a capacidade de conectar o achado cutâneo ao diagnóstico sistêmico subjacente, um tipo de raciocínio valorizado nas avaliações mais recentes.
Cistos e pseudocistos integram o programa e costumam aparecer em questões que dependem de reconhecimento histopatológico associado à apresentação clínica.
Uma abordagem integrada entre os achados clínicos, dermatoscópicos e histológicos é o padrão esperado do especialista nesta área.
Esse bloco articula a Dermatologia com outras especialidades médicas e com a Genética Clínica, exigindo uma visão integradora do candidato.
É uma das seções que mais refletem a amplitude da especialidade: o dermatologista precisa reconhecer manifestações cutâneas de doenças sistêmicas com a mesma precisão que aplica ao diagnóstico das dermatoses primárias.
Requer reconhecimento de manifestações cutâneas como expressão de doenças internas, metabólicas e hereditárias:
As genodermatoses e as dermatoses autoimunes são áreas com crescente produção científica, o que justifica sua presença entre as referências dos “Anais Brasileiros de Dermatologia” indicadas no edital.
Os distúrbios da pigmentação, por sua vez, abrangem desde vitiligo e melasma até condições mais raras, demandando do candidato:
Engloba estruturas frequentemente abordadas em questões de diagnóstico diferencial, como unhas, pelos e mucosas. Veja a lista:
A Tricologia, em especial, tem ganhado espaço crescente tanto na prática clínica quanto nas avaliações, acompanhando a expansão desse subcampo dentro da Dermatologia.
Condições como alopecia androgenética, alopecia areata e tricotilomania integram o escopo de conhecimento esperado do especialista.
As afecções ungueais, embora muitas vezes subestimadas no estudo, são frequentes em questões que exploram diagnóstico diferencial entre causas infecciosas, inflamatórias e sistêmicas.
Neste bloco, o edital contempla tanto as causas exógenas das dermatoses quanto os principais recursos terapêuticos disponíveis ao especialista. É uma seção que requer atualização constante, especialmente no que diz respeito aos tratamentos mais recentes:
O tópico de imunobiológicos merece destaque. A evolução recente dessa modalidade terapêutica em condições como psoríase, dermatite atópica e urticária crônica espontânea tornou-o alvo frequente nas avaliações mais atuais.
O candidato deve dominar os mecanismos de ação, as indicações, as contraindicações e os principais efeitos adversos das terapias-alvo disponíveis.
A Psicodermatologia, por sua vez, é uma área que tem crescido em visibilidade clínica e acadêmica, sobretudo no contexto dos:
Seu peso no exame reflete a necessidade de o especialista compreender a interface entre a saúde mental e as manifestações cutâneas.
Além da extensa parte clínica, o edital contempla procedimentos diagnósticos, terapêuticos e estéticos que compõem o exercício pleno da especialidade. O bloco cirúrgico está organizado em três grupos principais.
Dessa forma, o que mais cai no TED em Dermatologia Cirúrgica envolve os tópicos a seguir. Não perca essa análise!
Avalia desde técnicas básicas de biópsia até cirurgias para neoplasias, cicatrização e manejo de emergências dermatológicas.
O conhecimento sobre princípios de cicatrização, tipos de retalhos e enxertos, bem como as condutas em emergências dermatológicas, é cobrado de forma aplicada.
As questões costumam apresentar os cenários clínicos que testam diretamente a tomada de decisão do candidato.
As queimaduras e os curativos compõem um subtópico frequentemente negligenciado na preparação, mas presente no edital com peso próprio.
Além disso, as emergências dermatológicas (necrólise epidérmica tóxica, síndrome de Stevens-Johnson e outras) são temas que exigem reconhecimento rápido e conhecimento das medidas de suporte imediato.
Cobre Eletrocirurgia, Criocirurgia e laser, com ênfase em indicações, parâmetros e complicações de cada modalidade.
Este grupo exige o domínio das indicações, dos parâmetros e das complicações de cada modalidade. O laser, em particular, é um tema em constante atualização, com novas tecnologias incorporadas à prática dermatológica a cada ciclo.
Inclui procedimentos minimamente invasivos e abordagem dermatológica ao longo do ciclo de vida, do neonato à senescência.
O último grupo reflete uma tendência importante. Qual é?
O TED avalia o especialista de forma integral, incluindo sua capacidade de atuar em:
A abordagem ao longo do ciclo de vida, do período neonatal à senescência, amplia um pouco mais o escopo solicitado do candidato.
O edital do TED 2025 é amplo e requer uma preparação estratégica ancorada nos temas de maior recorrência e nas conexões entre os blocos clínico, cirúrgico e cosmiátrico. Dominar esse mapeamento de conteúdos é o que separa uma preparação aleatória de uma verdadeiramente direcionada.
Outro ponto relevante: o edital não se limita a listar assuntos. Ele indica as referências bibliográficas esperadas e a proporção de questões em cada etapa.
Finalmente, não se pode negar que o conteúdo é extenso, mas não é ilimitado. Com organização e método, é plenamente possível cobri-lo dentro de um cronograma realista. Conhecer bem o edital também permite identificar os pontos de maior densidade temática e aqueles que costumam gerar questões integradoras.
Enfim, a leitura cuidadosa do edital permite entender o que mais cai no TED de forma objetiva. Essa leitura transversal do conteúdo é uma das marcas de quem está realmente preparado para o exame.Se você quer se preparar de forma completa e eficiente, conheça o Extensivo TED & TPI da Medway: um curso estruturado para cobrir todo o conteúdo programático com a profundidade e a objetividade que o exame demanda.
Foi residente de Clínica Médica do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (HCFMUSP) de 2016 a 2018. É um dos cofundadores da Medway e hoje ocupa o cargo de Chief Executive Officer (CEO). Siga no Instagram: @alexandre.remor