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Entenda o que é R2 na residência médica

Com a conclusão da graduação, chega o momento de decidir os próximos passos da carreira médica. Escolher a área de atuação, as instituições desejadas para a residência e os locais de trabalho é uma ação guiada por diversos fatores, incluindo a R2

A residência médica é o momento em que cada estudante tem contato direto com as especialidades de interesse. A cada ano cursado, o residente acrescenta novas experiências na bagagem e fica pronto para atuar nos plantões. Para saber mais sobre a R2, continue a leitura!

O que é R2?

Os anos de residência são abreviados com a letra R. Dessa forma, R2 é a nomenclatura para o segundo ano. Os programas de cada especialidade de acesso direto variam de dois a três anos, mas chegam até cinco em algumas exceções. 

No primeiro período, chamado de R1, o aluno aprende as etapas essenciais para atender os pacientes, como identificar doenças e tratamentos, analisar resultados de exames e receitar medicamentos. 

Assim como nas demais profissões, a teoria é essencial para a apreensão de conteúdos, mas a prática guia os desafios da vida real. Por isso, durante o segundo ano, identificado como R2, o médico residente exercita o conhecimento em hospitais, ambulatórios e outros locais de plantão. 

Os tutores, que já têm experiência, acompanham os residentes e auxiliam nos atendimentos. Essa é uma forma de evitar erros nos diagnósticos e dar mais segurança na avaliação dos alunos. A parceria é benéfica para ambos, pois um pode aprender com o outro e evoluir juntos.  

R2 na prática

No segundo ano da residência de ginecologia e obstetrícia, o aluno trabalha no centro obstétrico, na enfermaria e na UTI. Isso é importante para vivenciar situações de diferentes dificuldades, incluindo partos normais e cesarianos. 

Em pediatria, a rotina é semelhante. O residente atua no pronto-socorro infantil (atendendo os casos de emergência e observação), nos ambulatórios, na UTI e na enfermaria (focando nos pacientes em estado grave). 

Os programas de residência são divididos em estágios de diferentes áreas. Em clínica médica, os ciclos são enfermaria, UTI, pronto-socorro, nefrologia, endocrinologia, pneumologia, cardiologia e gastrologia. Isso porque a assistência é diferente pelo tipo de atendimento e pelo grau de complexidade. 

Como fazer a R2?

A R2 faz parte da R1. Então, é preciso ser aprovado em uma para participar da outra. O processo seletivo da residência conta com prova teórica e prática, que possui modelos diferentes em cada instituição. 

Por isso, os futuros residentes precisam decidir as instituições em que desejam prestar o concurso e ler os editais. Nesse documento, eles encontram instruções sobre as etapas, os conteúdos solicitados, os requisitos para participação, a avaliação e a classificação. 

A primeira etapa das provas é eliminatória. Então, é importante garantir a maior quantidade de acertos possíveis para ter uma vantagem na pontuação final. Já a segunda etapa pode ser composta pela avaliação teórica com análise de casos e pela entrevista. 

A preparação para a prova garante um desempenho positivo e deixa o aluno seguro para enfrentar o concurso. Em meio à ansiedade, ao medo e às inseguranças, é importante estudar, fazer um curso para residência médica, organizar-se e ter determinação para concluir cada fase. 

O que vem depois da R2?

Para as residências com apenas dois anos, o momento seguinte é o de atuação como médico generalista ou iniciação de uma especialização. Ou seja, caso tenha finalizado uma R1 de clínica médica, o profissional pode trabalhar como clínico geral em hospitais. Se preferir, pode escolher outra subárea e fazer uma R3. 

Nas residências com três a cinco anos, os alunos seguem o mesmo programa até a conclusão desse período. Posteriormente, também podem se especializar com um tempo maior de estudo, nas chamadas R+. 

Para fazer uma especialização, a principal exigência é a conclusão da primeira residência médica. É importante ressaltar que cada programa de R3 e R+ possui uma área de acesso direto como pré-requisito (clínica médica, cirurgia geral e pediatria).

A lista de programas é extensa e inclui: cardiologia, endocrinologia, geriatria, nutrologia, cirurgia pediátrica e cardiovascular, nefrologia pediátrica e muitas outras. Com essa variedade, o médico pode encontrar uma área de interesse para se tornar um especialista. 

Qual é a importância dessa fase?

Os estudantes de medicina já praticam a profissão durante a graduação, mas essa prática não é suficiente na maioria das vezes, exigindo os complementos oferecidos nas residências médicas. 

Por ser o ano com treinamento em diferentes frentes, a R2 é indispensável para os residentes vivenciarem atendimentos ambulatoriais e emergenciais. O dia a dia em hospitais ajuda a construir uma bagagem de conhecimento que torna os diagnósticos e os tratamentos mais precisos. 

Devido à quantidade de médicos no mercado de trabalho, o diferencial torna-se a qualidade do atendimento. Dessa forma, quanto mais aprendizado e experiência, melhor será a atuação do profissional. Durante a residência, o aluno é desafiado em diversas situações e prepara-se para atuar da melhor forma.  

Pronto-socorro

A atuação em pronto-socorro ganha destaque na R2. Os atendimentos nesse ambiente podem ser complexos e inesperados, exigindo que o profissional lide com a pressão e ofereça todo o suporte necessário. 

Justamente por isso, a maioria dos programas tem um estágio para essa frente. Caso o aluno precise estudar mais sobre esses atendimentos, pode fazer um curso de residência específico, como o PSMedway. Nas aulas, ele simula situações da sala de emergência e fica mais confiante no trabalho. 

Saiba mais sobre residência médica com a gente!

A R2 é uma das partes da residência médica que coloca o conhecimento do aluno na prática. Por ter essa relevância, requer preparo e dedicação. Tudo isso pode ser encontrado aqui. Basta conferir os conteúdos do nosso blog e participar dos cursos!

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Ana KarolineBittencourt Alves

Ana Karoline Bittencourt Alves

Catarinense nascida em 1995, criada em Imbituba e apaixonada por uma praia. Formada pela Universidade Federal de Santa Catarina em 2018, com residência em Clínica Médica pela Universidade de São Paulo (USP-SP 2019-2021) e professora de Clínica na Medway. "Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção ou a sua construção. Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender" - Paulo Freire.