Revalida no Brasil: dificuldade de aprovação segundo candidatos

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O Revalida no Brasil é considerado um exame difícil, principalmente pelas baixas taxas de aprovação registradas nos últimos anos. Na edição mais recente concluída, o Revalida 2025/1, foram 17.121 inscritos, mas apenas 4.365 candidatos conseguiram revalidar o diploma ao final das duas etapas do exame.

Isso representa uma taxa de aprovação de 25,49%, ou seja, apenas 1 em cada 4 participantes conclui o processo com sucesso. Além da alta concorrência, a prova exige domínio teórico e habilidades práticas em diferentes áreas da Medicina, o que torna a preparação essencial.

A seguir você entende melhor porque as estatísticas se mostraram tão baixas e o que isso significa no contexto do mercado de trabalho.

Revalida 2025

A edição mais recente concluída do Revalida no Brasil foi a 2025/1. O exame, aplicado pelo Inep desde 2011, continua sendo obrigatório para médicos formados no exterior que desejam atuar legalmente no país e obter o CRM.

Os números mais recentes mostram como o exame segue altamente desafiador. No Revalida 2025/1, foram 17.121 inscritos na primeira etapa, mas apenas 4.365 candidatos conseguiram a aprovação final após as duas fases do processo.

Isso representa uma taxa geral de aprovação de 25,49%, ou seja, cerca de 3 em cada 4 participantes não conseguem revalidar o diploma ao final do exame.

A primeira etapa contou com a participação de 15.952 candidatos, dos quais 4.503 foram aprovados na prova teórica. Já a segunda etapa prática aprovou 4.365 médicos.

Os dados reforçam o alto nível de exigência do Revalida, que avalia conhecimentos teóricos e habilidades clínicas em diferentes áreas da Medicina.

Por que é tão difícil ser aprovado no Revalida no Brasil?

A prova do Revalida no Brasil é considerada difícil por si só. No entanto, muitos problemas têm surgido com frequência, o que faz com que os candidatos a considerem “um exame feito para reprovar”.

Basicamente, o comentário geral é que a prova é feita com o objetivo de boicotar os médicos que se formaram fora. Assim, eles não poderiam tirar as vagas e chances de emprego de médicos que estudaram desde o começo em nosso país.

A indignação é tanta, que uma parte dos candidatos resolveu acionar a Justiça para tentar uma revisão da prova. A decisão ainda não foi tomada ou divulgada, e enquanto isso, os médicos seguem impossibilitados de trabalhar.

Os principais problemas segundo os candidatos

Os candidatos costumam classificar a prova como “problemática” e “muito difícil”. Existem muitas pontuações sobre inconsistências nos enunciados e nas respostas consideradas como corretas.

Além disso, o gabarito aparece errado, com tarefas que não estão de fato na prova. Muitos candidatos relataram também que fizeram a questão ou cumpriram a tarefa prática, mas não receberam a pontuação adequada.

Falta de clareza e erros de correção são outras reclamações comuns, em especial nas filmagens da prova prática, que não registram o áudio da conversa corretamente. Por fim, os atores que participam das simulações são considerados mal preparados, porque não decoram as falas e atrapalham o desempenho dos candidatos com informações erradas ou incompletas.

O que é a prova Revalida?

A prova Revalida é uma criação do Inep, que tem como principal proposta validar diplomas de Medicina internacionais no país. Antigamente, essa validação acontecia em processos realizados por universidades públicas brasileiras. Mas cada uma tinha um método diferente de prova, o que deixava tudo bagunçado.

Assim, a unificação se tornou necessária. Dentro da prova, o candidato passa por uma primeira etapa com 100 questões objetivas e 5 discursivas. Se aprovado, segue para a segunda etapa, que vale 100 pontos e serve para testar habilidades clínicas do médico por meio de exercícios práticos.

O esquema é bem parecido com as provas de residência médica, porque o candidato também encara estações com atendimentos simulados no SUS, com a participação de atores ou uso de ferramentas médicas. São 10 estações para as 5 grandes áreas da Medicina: Cirurgia Geral, Pediatria, Clínica Médica, Medicina da Família e Ginecologia e Obstetrícia.

Para cada estação, o candidato tem 10 minutos para cumprir uma lista de tarefas e conceder as respostas corretas. Os assuntos variam entre tratamento, diagnóstico e encaminhamento, e a cada acerto os pontos são distribuídos. Os médicos são filmados nesse momento da avaliação, que é realizada posteriormente por uma comissão.

Por que o Revalida no Brasil é tão procurado ultimamente?

Fora do Brasil, os cursos de Medicina podem custar até 4 vezes menos que em universidades privadas brasileiras. Aqui, inclusive, muitas mensalidades ultrapassam o valor de R$ 10 mil mensais, o que é inviável para muita gente.

E não é todo mundo que consegue passar em uma universidade pública, ou mesmo que tem real interesse em estudar em uma. Ainda vale lembrar que estudantes que moram em estados como Acre e Mato Grosso do Sul acham mais fácil estudar fora do país do que se deslocar para outros centros urbanos dentro do estado ou em outras regiões brasileiras, justamente por causa do custo.

Além disso, países como a Argentina e outros vizinhos da América Latina contam com cursos de Medicina de muita qualidade. Ou seja, por todos esses motivos, mais e mais estudantes estão saindo do país para estudar, o que amplia a necessidade de fazer o Revalida no Brasil depois de formados.

Às vezes, a intenção não é permanecer no trabalho no exterior, mas realmente voltar para trabalhar aqui. Mas com tantos empecilhos e problemas com a prova, está ficando mesmo complicado considerar essa possibilidade.

Saiba como é o mercado de trabalho para médicos aprovados no Revalida.

Agora você entendeu mais sobre o Revalida no Brasil!

Ufa! Muitas polêmicas e problemas em relação ao Revalida no Brasil, não é mesmo? Portanto, se você precisa prestar a prova no futuro, fique de olho em todos esses fatores para se preparar da melhor maneira possível e já saber o que te espera na hora da prova.

No mais, lembre-se de que estudar nunca é demais! Se você está no caminho para a residência médica, não perca tempo e venha com a gente nos Extensivos Medway. Escolha a opção ideal para você, faça sua inscrição e estude com os melhores!

Alexandre Remor

Alexandre Remor

Foi residente de Clínica Médica do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (HCFMUSP) de 2016 a 2018. É um dos cofundadores da Medway e hoje ocupa o cargo de Chief Executive Officer (CEO). Siga no Instagram: @alexandre.remor