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Como é a residência em Infectologia na Unifesp

A Infectologia é uma área bem importante da medicina e que envolve a saúde de toda a sociedade. Afinal, essa especialização está ligada a doenças infecciosas e transmissíveis. No ápice de uma pandemia, como do novo Coronavírus ou de qualquer outra doença do tipo, o papel desses profissionais é essencial. Entre os melhores programas do Brasil, a residência em Infectologia na Unifesp se destaca.

Ela tem duração de 3 anos e acontece, majoritariamente, no Hospital São Paulo. Após se formar, você vai estar apto a atuar na prevenção, no controle e no combate de doenças diversas. Ficou tentado?

Para ajudar na sua decisão, conversamos com o Klinger e com o William, residentes do segundo e do terceiro ano, respectivamente. Então, venha ver o que eles acham da residência médica em Infectologia na Unifesp!

Fachada do Hospital São Paulo, onde é realizada a residência em Infectologia na Unifesp
Fachada do Hospital São Paulo, onde é realizada a residência em Infectologia na Unifesp (Créditos: Unifesp/Reprodução)

João Vitor: Vou começar com uma pergunta que sei que é muito pessoal, mas é inevitável: para vocês, qual é o melhor estágio da residência em Infectologia na Unifesp?

Klinger: Acredito que o grande diferencial da residência são os estágios do primeiro ano que passamos com a Clínica Médica. Com isso, “pegamos mão” clínica para atuarmos na Infectologia. Apesar de essa especialidade ser clínica, a maioria dos programas não oferta vivências em outras áreas como Nefro, Cardio, Pneumo, prejudicando a formação do médico.

William: O estágio da enfermaria é ótimo pela variedade dos casos e discussões. Outros estágios bons são os de imunossuprimidos (hematologia e transplante órgãos sólidos) pela discussão com chefes especialistas e interação com outras especialidades. Estágios externos com medicina tropical e UTI também são ótimos.

João Vitor: Tem algum médico assistente que vocês considerem sensacional ou exemplo para sua formação? Por quê?

Klinger: Prof. Ana Gales, referência em antimicrobianos do país, profissional competente, humana, simples e de um conhecimento enorme.

William: Dra. Ana Gales é excelente preceptora, sendo uma das melhores especialistas do mundo na área, além de ser pessoa acessível e grande médica.

João Vitor: Conta um pouco sobre onde vocês rodam ao longo de toda a residência em Infectologia na Unifesp.

Klinger: No primeiro ano, rodamos junto à Clínica Médica no Pronto-Socorro, enfermaria de Clínica, interconsulta da Nefrologia, UTI de Nefrologia, ambulatórios da Pneumologia, enfermaria e PS da Cardio, enfermaria de Cuidados Paliativos, UTI geral. Ambulatórios de Reumatologia e Dermatologia também são exemplos do primeiro ano.

No segundo ano, passamos 3 meses na enfermaria, 1 mês no CRIE, laboratório de Microbiologia, Ortopedia, Medicina Tropical (em Santarém), CRT, ambulatório de Infectologia e PS.

No terceiro ano, passamos 3 meses na interconsulta, 3 meses de optativo e um mês no transplante de medula óssea, transplante de órgão sólido, laboratórios de pesquisa e CCIH.

João Vitor: Existem estágios eletivos na sua residência? É possível (e comum) fazer um estágio fora do país?

William: Existem estágios eletivos no R3. É possível estágio fora do país (alguns chefes têm contatos e indicam lugares). Porém, não é comum.

João Vitor: Sua residência médica, de uma forma geral, respeita as 60 horas semanais? Contem pra gente qual é a carga máxima de plantão que vocês dão e se tem algum período de descanso pré ou pós-plantão.

William: Não. Na residência em Infectologia na Unifesp, geralmente a carga horária é de 70 horas semanais. Metade dos estágios respeita as 60 horas, mas na outra metade acaba passando. Temos 12 horas com direito a pós-plantão (dia de folga) se for estágio do PS. Plantões de enfermaria também são de 12 horas, mas não dão direito a pós-plantão.

João Vitor: De 0 (nada) a 10 (demais), quanto a residência em Infectologia na Unifesp foca em parte teórica? Quais são as principais atividades teóricas que vocês têm?

Klinger: 8. Curso de CCIH, reuniões da disciplina, reuniões de preceptoria e Journal Club.

William: 7. Existem reuniões semanais e, em alguns estágios, existe muita discussão teórica, outra parte dos estágios é foco é mais assistencial. A preceptoria é muito presente e disposta a discutir em todos os estágios.

João Vitor: Aproveitando o embalo: de 0 (nada) a 10 (demais), o quanto sua residência foca em parte acadêmica?

Klinger: 10.

William: 6. Existe estímulo a publicações e vários chefes que podem ajudar a publicar, porém, não é um dos focos durante a residência médica em Infectologia na Unifesp. Esse foco fica muito mais para período pós-residência, onde é fácil e existe ótimo estímulo para realizar complementação de pós-graduação.

João Vitor: Quais são os pontos fortes da residência em Infectologia na Unifesp?

Klinger: O grande diferencial da residência é o hospital geral. Com isso, pegamos inúmeros casos onde sempre tem a interface da infectologia e não ficamos focados, por exemplo, só em HIV/AIDS. Outro ponto é a formação clínica sólida, pois a maioria dos chefes são referências nas áreas e grandes pesquisadores, facilitando o aprendizado.

William: Pontos fortes são as variedades de casos e contato com outras especialidades. Ou seja, o hospital tem riqueza em variedade de casos clínicos e vivência com outras áreas. Para procedimentos básicos, a residência também é boa (passar cateter central, IOT, coleta liquor, coleta Gaso Arterial). A introdução no mercado de trabalho costuma ser fácil após residência. E a oportunidade de pós graduação (mestrado, doutorado, subespecialização) é um dos pontos mais fortes da residência.

João Vitor: E tem algum ponto que vocês acham que poderia melhorar?

Klinger: Acredito que a organização do serviço poderia ser um pouco melhor, mas isso é um problema do hospital como um todo, não só da residência em Infectologia na Unifesp.

William: O hospital é desorganizado, com muitos problemas burocráticos, de sistema e de fornecimento de medicação ou procedimento aos pacientes. Isso acaba prejudicando a formação médica, pois não se aprende na prática a melhor forma de tratar o paciente.

João Vitor: Acha que dá para conciliar a residência médica com plantões externos? A maioria faz isso?

Klinger: No primeiro ano é um pouco difícil… São muitos plantões com uma rotina um tanto quanto nova, muitas vezes, em uma cidade nova, com amigos novos etc. Mas no segundo e no terceiro ano é tranquilo de fazer. A maioria das pessoas faz, pois é complicado morar em São Paulo só com a bolsa.

João Vitor: Quais “comodidades” a residência em Infectologia na Unifesp disponibiliza?

William: O residente pode se inscrever para a moradia dos residentes, que é gratuita, porém, com vagas limitadas. O processo de inscrição é por edital e conta como pontuação ter carro, distância da cidade de origem, renda familiar etc… Existe a associação dos residentes, onde existe alimento, internet e sala de descanso em frente ao hospital. O residente pode almoçar e jantar no hospital e a comida é razoável.

João Vitor: No caso de vocês, que não são de São Paulo, pretendem voltar ao estado de origem de vocês? Conhecem quem já tenha voltado? Acham que é possível se inserir bem?

Klinger: Não pretendo voltar, mas acho que é possível se inserir bem. A formação é muito completa e inovadora. Com certeza será um diferencial.

William: Sim, pretendo voltar. Alguns residentes também voltam e acho que é possível se inserir no mercado.

João Vitor: Última pergunta. Tem mais alguma coisa que vocês queiram falar sobre a sua residência que a gente não perguntou?

Klinger: Venham para Unifesp! É uma escola referência com tecnologia de ponta em exames de imagem, laboratoriais e pesquisa. Algumas coisas só acontecem aqui! É uma excelente formação, uma escolha acertada!

Imagem ilustrando a prática do infectologista, incentivada em programas como a residência em Infectologia na Unifesp

Gostou de saber mais sobre como é fazer residência médica na Unifesp?

Pelas respostas do Klinger e do William, você consegue notar que a residência em Infectologia na Unifesp se destaca pela alta qualidade e pela variedade de casos. Além disso, você terá a chance de estar em contato com alguns dos melhores profissionais do Brasil e do mundo.

Se quiser conhecer outras possibilidades, estamos publicando entrevistas de diversas especializações e instituições do país. É a sua chance de conhecer as residências por dentro, pelos olhos de quem se especializa. Se não achar o seu programa de interesse, que tal deixar a sua sugestão nos comentários?

Aqui no blog já falamos sobre a residência em Infectologia na USP, na USP-RP e na Santa Casa, vale a pena dar uma olhada!

Já sabe que é na Unifesp que você quer fazer sua residência, então minha dica para você é baixar o nosso Guia Definitivo da Unifesp, que conta tudo sobre como se tornar um residente lá, desde a preparação até a vida de quem já é residente.

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João Vitor

Capixaba, nascido em 90. Graduado pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e com formação em Clínica Médica pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP) e Administração em Saúde pelo Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE). Apaixonado por aprender e ensinar.