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Burnout em estudantes de Medicina: como evitar?

Fala, pessoal! Tudo bem por aí? Hoje é dia de falar de um assunto sério, que infelizmente está se tornando cada vez mais comum: a síndrome de burnout em estudantes de Medicina. Essa situação é preocupante e, para evitarmos que aconteça, é necessário discutir sobre ela. 

Burnout em estudantes de Medicina: como evitar?
Burnout em estudantes de Medicina: como evitar?

E aí, bora lá?

O que é burnout?

A síndrome de burnout é um distúrbio psíquico cuja principal causa é o cansaço em exagero pelas atividades de rotina. A junção de fatores como estresse e tensão emocional pode levar ao burnout, principalmente quando o indivíduo é colocado sob pressão e passa por muitas ocasiões desgastantes. 

Segundo Nathália Lopes, psiquiatra formada pela Unicamp, o burnout geralmente se relaciona ao trabalho e às suas repercussões.

“A sensação de exaustão ou falta de energia, os sentimentos negativos em relação a si mesmo e a redução da produtividade são os principais sinais da síndrome”, explica Nathália.

Ela ainda diz que, embora o burnout se classifique como um fenômeno ocupacional, podemos estender seu conceito para outras atividades que envolvem disciplina, estresse e cobrança, como o estudo intensivo para provas ou concursos. 

Alguns sintomas do burnout são: 

  • Cansaço em excesso (tanto físico quanto mental);
  • Dificuldade para dormir; 
  • Autoestima baixa;
  • Insegurança para realizar atividades; 
  • Dores frequentes por todo o corpo;
  • Pessimismo e tristeza;
  • Perda do apetite;
  • Problemas para se concentrar;
  • Vontade exagerada de ficar sozinho(a);
  • Desânimo constante;
  • Facilidade para se irritar; 
  • Lapsos de memória.

Por que o burnout em estudantes de Medicina acontece?

Nesse momento, você deve estar se perguntando por que a síndrome de burnout em estudantes de Medicina é tão comum. Para deixar as coisas mais claras, também trouxemos algumas informações sobre o assunto. 

A psiquiatra Nathália Lopes afirma que o estudante de medicina acaba se acostumando com um cenário em que a sobrecarga é regra e o excesso de obrigações é “normal”. Então, o cansaço físico e emocional passa a ser ignorado e o aluno sofre com as consequências. 

É comum ouvir os alunos falando que não têm tempo para o lazer, porque o cronograma de atividades estudantis é muito pesado. Além disso, muitas vezes, não existe nem mesmo o incentivo para a prática de hobbies, o que causa desgaste emocional e pode levar ao burnout.  

Para completar, a alta cobrança também atrapalha bastante. Tenta-se atingir as expectativas dos professores, dos familiares e até de si mesmos, mesmo sabendo que cometer erros é normal e que não dá pra ser bom em tudo o tempo todo.  

Estudo da Universidade Federal de Uberlândia aponta que cerca de 25% dos alunos de Medicina entrevistados sofrem de burnout 

De acordo com um estudo feito pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), cerca de 25% dos alunos de Medicina que foram entrevistados sofrem de burnout. Muitos internos recebem exigências de carga horária e responsabilidades semelhantes às dos recém-formados em Medicina. A pressão e a confusão com o papel que devem exercer, portanto, deixam tudo propenso para o surgimento do burnout. 

Os internos contam que sofrem uma espécie de “banalização do sofrimento”, pois sentem indiferença quando falam da carga horária extensa de trabalho e de outros problemas. Isso causa dificuldade para enxergar o próprio sofrimento e também o de outras pessoas, visto que nenhum estudante conseguiu reconhecer a síndrome de burnout nele mesmo ou nos colegas.

Como evitar o burnout em estudantes de Medicina?

Para evitar o burnout em estudantes de Medicina, é necessário montar um cronograma de estudos mais flexível e que permita, por exemplo, a prática de esportes ou o encontro entre amigos. Por mais que a faculdade exija muito, outros valores também são importantes para o bem da nossa saúde mental e fazem parte da vida. “Os alunos devem se permitir a ter momentos de lazer”, diz Nathália. 

Na faculdade, existem muitas atividades coletivas que podem ajudar nesse processo, como as atléticas, grupos de música e de dança, associações estudantis, entre muitas outras. Participar disso faz parte da jornada de estudante, então é super importante procurar alguma coisa para se distrair. 

Além disso, é preciso entender que ninguém é perfeito em tudo o que faz: todos têm limitações e tá tudo bem, não dá pra acertar sempre. O importante é respeitar a si mesmo e reconhecer quando precisa de descanso ou ajuda. 

Por fim, é bom deixar claro que o essencial é buscar o equilíbrio entre os estudos e a vida pessoal. De fato, a faculdade é muito importante, mas todo mundo merece tempo pra descansar, espairecer e fazer as coisas de que gosta.

Lembrando que frequentar sessões de terapia ajuda a identificar o problema de imediato e cortar o mal logo pela raiz. Um especialista pode te mostrar o melhor caminho para ter uma vida equilibrada e longe de situações desgastantes. 

Saúde mental na Medicina

Quer conhecer mais sobre a saúde mental dos estudantes de Medicina? O nosso podcast Finalmente Residente lançou um episódio em que tratamos do assunto nas mais diversas fases: faculdade, residência, trabalho, entre outras. Por lá, também abordamos vários outros temas relacionados à vida dos alunos e residentes. Você vai curtir! Corre lá!

Bora pro único lugar possível? Pra ciiiima!

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DjonMachado

Djon Machado

Catarinense e médico desde 2015, Djon é formado pela UFSC, fez residência em Clínica Médica na Unicamp e faz parte do time de Medicina Preventiva da Medway. É fissurado por didática e pela criação de novas formas de enxergar a medicina.