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Classificação de Mallampati: preditor de via aérea difícil

Fala, galera! Como vocês estão? Hoje vamos falar sobre a Classificação de Mallampati. Via aérea é sempre um assunto desesperador para a maioria, né? Isso se deve em grande parte pela falta de vivência durante a graduação. Esse assunto é quase inesgotável e obviamente precisa ser subdividido em diversos tópicos. Para quem quiser conferir, a gente disponibiliza um guia rápido da intubação orotraqueal

Existem diversos preditores de via aérea difícil que nos alertam sobre a probabilidade de dor de cabeça no setor de emergência ao garantir e manter uma via aérea adequada. Dentre eles, há duas classificações bem difundidas: Classificação de Mallampati e a de Cormack-Lehane. No texto de hoje, vamos focar na classificação de Mallampati.

Como eu classifico e para que serve?

O que a gente quer ao estabelecer uma via aérea é tranquilidade. 

Existem alguns preditores de dificuldade para uma boa laringoscopia, sendo eles: 

  • Intubação difícil prévia;
  • Distância tireomentoniana <6 cm;
  • Distância interincisivos < 4cm;
  • Distância esternomentoniana < 12 cm;
  • Extensão cabeça/pescoço reduzida < 30 graus;
  • Classificação de Mallampati 3 ou 4;
  • Classificação de Cormack-Lehane 3 ou 4;
  • Protrusão mandibular;
  •  Circunferência do pescoço grande.

Sendo assim, a avaliação do paciente pré-intubação nos fornece muitas informações. A classificação de Mallampati é uma classificação de oroscopia e se divide em 4, de acordo com as estruturas que conseguimos visualizar:

  • Classe I – palato mole, fauce, úvula e pilares amigdalianos visíveis;
  • Classe II – palato mole, fauce e úvula visível;
  • Classe III – palato mole e base da úvula visível;
  • Classe IV – palato mole totalmente não visível.
Classificação de Mallampati - saiba mais
Figura 1: Classificação de Mallampati. Disponível em: https://www.uptodate.com/contents/images/EM/75229/Mallampaticlassification.jpg.

Como interpretar a classificação de Mallampati

A classificação de Mallampati, variando de I a IV, relaciona a quantidade de abertura da boca ao tamanho da língua e fornece uma estimativa do espaço para intubação oral por laringoscopia direta. Em geral, a classe I ou II de Mallampati prediz laringoscopia fácil, a classe III prediz dificuldade e a classe IV prediz dificuldade extrema.

Logo, na vigência de um Mallampati 3 ou 4, estamos diante de um preditor de intubação orotraqueal difícil, de modo que o uso de ferramentas como o videolaringoscópio ou o Bougie podem ser facilitadores para garantir uma via aérea adequada.

Sobre a classificação de Mallampati, é isso! 

É isso, pessoal! Esperamos que tudo tenha ficado claro e que você tenha compreendido o conteúdo!

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Referências

  1. Calvin A Brown. Approach to the anatomically difficult airway in adults outside the operating room. Disponível em: https://www.uptodate.com/contents/approach-to-the-anatomically-difficult-airway-in-adults-outside-the-operating-room?search=mallampati&source=search_result&selectedTitle=1~24&usage_type=default&display_rank=1#H11.

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MatheusCarvalho Silva

Matheus Carvalho Silva

Matheus Carvalho Silva, nascido em 1993, em Coronel Fabriciano (MG), se formou em Medicina pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e hoje é residente em Cirurgia Geral na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP/EPM).