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Classificação Laringoscópica de Cormack-Lehane: saiba mais

Fala, galera! Como vocês estão? Hoje vamos falar a respeito da Classificação de Cormack-Lehane, uma classificação laringoscópica. E aí, bora começar a leitura e aprimorar os conhecimentos? 

Via aérea é sempre um assunto desesperador para a maioria, né? Isso se deve, em grande parte, pela falta de vivência durante a graduação. Esse assunto é quase inesgotável e obviamente precisa ser subdividido em diversos tópicos (vários destes já abordados aqui no blog). Para quem quiser conferir, disponibilizamos um guia rápido da intubação orotraqueal, que com certeza irá ajudar bastante a esclarecer muitas dúvidas. 

Existem diversos preditores de via aérea difícil que nos alertam sobre a probabilidade de dor de cabeça no setor de emergência ao garantir e manter uma via aérea adequada. Dentre eles, existem duas classificações bem difundidas: 

  • Classificação de Mallampati;
  • Cormack-Lehane. 

Como eu classifico e para que serve?

O que a gente quer ao estabelecer uma via aérea é tranquilidade. Ao realizarmos a laringoscopia, temos como objetivo visualizar uma abertura laríngea, por meio de um caminho retilíneo (por isso, a importância do posicionamento adequado do paciente). 

Classificação Laringoscópica de Cormack-Lehane: confira
Figura 1: Anatomia da laringe. Fonte: From Thibodeau GA, Patton KT: Anatomy and physiology, ed 6, St Louis, 2007, Mosby.)

Existem alguns preditores de dificuldade para uma boa laringoscopia, sendo eles: 

  • Intubação difícil prévia;
  • Distância tireomentoniana <6 cm;
  • Distância interincisivos < 4cm;
  • Distância esternomentoniana < 12 cm;
  • Extensão cabeça/pescoço reduzida < 30 graus;
  • Classificação de Mallampati 3 ou 4;
  • Classificação de Cormack-Lehane 3 ou 4;
  • Protrusão mandibular;
  • Circunferência do pescoço grande.

Sendo assim, a avaliação do paciente pré-intubação e pós-laringoscopia já nos fornece muitas informações. A classificação de Cormack-Lehane só é possível após a laringoscopia, e ela se divide em 4, de acordo com as estruturas que conseguimos visualizar:

  • I: Cordas vocais completamente visíveis;
  • II: Apenas as aritenoides visíveis;
  • III: Apenas a epiglote visível;
  • IV: Não vemos a epiglote.
Classificação Laringoscópica de Cormack-Lehane: confira uma imagem ilustrativa

Figura 2: Classificação de Cormack-Lehane. Fonte: The Walls Anual of Emergency Airway Management, 5 ed.

Alguns autores descrevem a Classificação Modificada de Cormack-Lehane:

  • 1: maior parte da fenda glótica visível;
  • 2A: apenas porção posterior da fenda glótica visível;
  • 2B: apenas cartilagens aritenóides visíveis;
  • 3A: epiglote visível e passível de elevação;
  • 3B: epiglote aderida à faringe;
  • 4: nenhuma estrutura laríngea visível.
Classificação Laringoscópica de Cormack-Lehane: confira uma imagem ilustrativa
Figura 3: Classificação de Cormack-Lehane Modificada. Disponível em: https://scontent.fcgh7-1.fna.fbcdn.net/v/t1.6435-9/60213845_2534801439905532_8044338453938176000_n.jpg?_nc_cat=108&ccb=1-5&_nc_sid=9267fe&_nc_ohc=Px7PEfT_c-oAX-HMG6A&_nc_ht=scontent.fcgh7-1.fna&oh=00_AT81UdXX3Cew6ae4I9Ilt1A2jBT_9C-JJ-JNCwNTCgqdBQ&oe=620024B2.

Como interpretar a Classificação Laringoscópica de Cormack-Lehane

Na vigência de um Cormack-Lehane 3 ou 4, estamos diante de uma laringoscopia difícil, de modo que o uso de ferramentas como o videolaringoscópio ou o Bougie pode ser facilitador para garantir uma via aérea adequada. 

Sobre a classificação Laringoscópica de Comarck-Lehane, é isso!

Sobre a classificação de Comarck-Lehane, é isso! Esperamos que tudo tenha ficado claro e que você tenha compreendido o conteúdo!

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Referências

  1. Steven Orebaugh, MDJames V Snyder, MD. Direct laryngoscopy and endotracheal intubation in adults. Disponível em: https://www.uptodate.com/contents/direct-laryngoscopy-and-endotracheal-intubation-in-adults?search=cormack%20lehan&source=search_result&selectedTitle=1~11&usage_type=default&display_rank=1.

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MatheusCarvalho Silva

Matheus Carvalho Silva

Matheus Carvalho Silva, nascido em 1993, em Coronel Fabriciano (MG), se formou em Medicina pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e hoje é residente em Cirurgia Geral na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP/EPM).