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Como é a residência em Neurologia na USP-RP

Já pensou em morar no interior de São Paulo, em uma cidade pra lá de charmosa, com clima quente quase que o ano inteiro e, de quebra, entrar em uma das residências médicas mais notáveis e bem sucedidas do país? Esse é o sonho de muitos médicos recém-formados! É o seu também? Então, vem com a gente conhecer um pouco mais sobre a residência médica em Neurologia USP-RP, que é a especialidade que cuida dos distúrbios estruturais do sistema nervoso, tem 3 anos de duração e, ainda por cima, tem mais possibilidades. 

Imagem ilustrativa da residência em Neurologia na USP-RP
Quer saber tudo sobre a residência em Neurologia na USP-RP? Continue lendo!

O que a torna a residência médica em Neurologia na USP de Ribeirão diferente de outras instituições é que ela oferece um ano a mais. Isso mesmo: um opcional no qual o R4 vai poder escolher conhecer mais sobre a Neurofisiologia Clínica, a Epilepsia ou as Moléstias Neuromusculares.

Pra te contar mais sobre a experiência de cursar a residência médica em Neurologia, a gente conversou com o Rosemberg Costa, que é R2, e a Ananda Carolina, que está no seu terceiro ano de residência em Neurologia na USP-RP. Eles contaram tudo pra gente pra você nunca mais ter dúvidas! Vem conferir essa entrevista! 

João: Vou começar com uma pergunta que a gente sabe que é bastante pessoal, mas todo mundo pergunta. Qual é o melhor estágio na residência em Neurologia na USP-RP? Por quê?

Rosemberg: Durante o primeiro ano, na minha opinião, o melhor estágio, porém também o mais cansativo, foi a Unidade de AVC. Neste momento temos contato com diversos casos com as mais variadas apresentações de AVC agudo e seu manejo. E também é um momento em que nos deparamos com diversas intercorrências clínicas o que nos permite desenvolver as mais variadas habilidades tanto do ponto de vista neurológico como de clínica médica.

No segundo ano o estágio no PS da Neuro é para mim o mais desafiador e enriquecedor. Lá nos deparamos com o primeiro contato do paciente no complexo HC permitindo-nos deparar com as mais diversas apresentações das mais variadas doenças neurológicas, assim desenvolvemos habilidades propedêuticas, raciocínio diagnóstico, investigação e tratamento. Durante os 3 anos de residência, todos os residentes fazem diversos plantões no PS da Neurologia da Unidade de Emergência do HCRP.

Ananda: Vascular. Vascular é o estágio mais estruturado e com os chefes mais engajados. O residente de Neuro de Ribeirão Preto sai com uma formação quase completa de de vascular. São muitas trombólises e trombectomias e discussão de casos de condutas difíceis. Só não aprendemos a fazer doppler.

João: Há algum médico-assistente que você considere sensacional ou exemplo para sua formação? Por quê? 

Rosemberg: Muitos são os médicos assistentes que nos inspiram, escolher um é difícil. Porém, posso citar o Dr. Rui Martins. Pelo conhecimento, humildade, comprometimento com o paciente e comprometimento em passar conhecimentos para os residentes. O Dr. Pedro Tomaselli, Dr. Frederico Alves, Dr. Roberto Cetlin, Dr. Guilherme Riccioppo e Dra. Ana Marina também merecem destaque.

Ananda: A Dra. Tissiane Haes. São todos ótimos, mas a Tissiana é a contratada da neuroinfectologia. Uma referência para qualquer um no hospital e uma médica muito completa no quesito discussão de neurologia geral

João: Conta um pouco pra mim: por onde vocês rodam ao longo de toda a residência em Neurologia na USP-RP

Rosemberg: Durante o R1 já temos bastante contato com a Neurologia (3 meses em unidade de AVC, 2 meses em CTI, 1 mês em Cardiologia, 1 mês em Reumatologia, 1 mês na unidade de moléstias infecciosas, 1 mês na emergência da clínica médica, 2 meses em enfermaria de clínica médica e 1 mês na enfermaria da neurologia). Os estágios não são de 30 dias exatos, por isso há mais de 12 estágios.

Durante o R2 aumenta-se a carga de ambulatórios, com 3 meses, 2 meses de enfermaria da neurologia, 2 meses no PS da neuro, 1 mês voltado para sono, 1 mês para cefaléia, 1 mês em laboratório de líquor, além de 1 mês de estágio no BIP da neurologia, onde respondemos interconsultas de todo o complexo HC.

Ananda: No R1, clínica médica, UTI, cardio, moléstias infecciosas, reumato, unidade de AVC e enfermaria neuro. No R2, enfermarias, urgência e investigação e interconsultas. No R3, ambulatorial.

João: Existem estágios eletivos na sua residência? É possível (e comum) fazer um estágio fora do país?

Rosemberg: Sim, 1 mês durante o R2 e 1 mês durante o R3. Devido ao grande network entre os docentes com serviços internacionais, é bastante factível realizar estágios fora do país.

Ananda: Sim. No R2 e R3 existem 20 dias livres para escolher eletivo em qualquer lugar que deseje. A busca de estágio é por conta própria.

João: Sua residência, de uma forma geral, respeita as 60 horas semanais?

Rosemberg: Não, varia bastante entre os estágios, porém, em média, é de 70 a 80 horas semanais.

Ananda: Não! No R1 são 90 horas semanais.

João: E qual a carga máxima de plantão que você dá na residência em Neurologia na USP-RP? Se existir algum período de descanso pré ou pós-plantão, explica pra gente como é isso:

Rosemberg: São 24h por semana. Há previsto nas escalas descanso pós plantão noturno, porém nem sempre é possível usufruí-lo devido às intercorrências e pendências.

Ananda: Fazemos plantões semanais com dias em que a duração é de 30h. Pós-plantão só à tarde, se você acabar a atividade a tempo.

João: De 0 (nada) a 10 (demais), o quanto a residência em Neurologia na USP-RP foca em parte teórica?

Rosemberg: Nota 9. 

Ananda: 2.

João: Para entender melhor sua nota, conta pra gente quais são as principais atividades teóricas que você tem ao longo da sua residência.

Rosemberg: Devemos confessar que poderíamos ter mais atividades teóricas. Porém, às segundas-feiras há aulas do curso de neuromuscular. Às terças há a reunião do serviço de Neurovascular. 2 dias por semana temos reuniões de casos clínicos da enfermaria da neurologia e da Unidade de Emergência. Durante o R1, há 1 dia de aula do curso de exame neurológico a neuroanatomia.

Ananda: Agora, após Covid, possuímos algumas aulas online: uma de neurologia geral, uma de neuromuscular, uma de extrapiramidal (distúrbios do movimento) e uma de dor.

João: Aproveitando o embalo: de 0 (nada) a 10 (demais), o quanto a residência em Neurologia na USP-RP foca em parte acadêmica?

Rosemberg: Nota 9. 

Ananda: Nota 5. 

João: Queria entender mais sobre a sua nota. Conta mais pra gente sobre como você enxerga o foco na parte acadêmica na residência em Neurologia na USP-RP.

Ananda: A escola tem publicado bastante e sempre estamos envolvidos nos trials. Mas não há muito incentivo para pesquisa durante a residência.

João: Quais os pontos fortes da residência em Neurologia na USP-RP? Dá uma aprofundada pra gente.

Rosemberg: A variedade de casos com a qual podemos ter contato é enorme, oferecendo uma boa oportunidade para desenvolver habilidades. Os recursos que o Complexo HC oferece para investigação dos pacientes.

Ananda: Muito trabalho, logo, muita mão. Teoria se aprende sozinho estudando o que viu no serviço.

João: E tem algum ponto que você acha que poderia melhorar?

Rosemberg: Acho que poderíamos ter mais atividades teóricas com a participação em conjunto dos diferentes médicos assistentes e docentes das diferentes subáreas. Como o HC é referência para todo o interior de SP, a quantidade de casos chega a ser exorbitante, o que nos faz, em muitos momentos, tocar bastante serviço às custas de redução do tempo para discussão.

Ananda: Maior academicismo.

João: Falta pouco agora! Me diz: dá pra conciliar a residência com plantões externos? A maioria faz isso?

Rosemberg: Sim. Depende dos estágios, porém a maioria faz.

Ananda: No R1 é difícil. No R2 é possível, mas às custas da redução do tempo de estudo. No R3 é mais fácil conciliar plantão fora.

João: A residência em Neurologia na USP-RP disponibiliza quais “comodidades” para os residentes?

Rosemberg: Desconheço por não ter ido atrás de disponibilidade de moradia. Porém o HC disponibiliza café da manhã, almoço e jantar para todos os residentes.

Ananda: Refeitório com café, almoço e jantar.

João: Vocês não são de São Paulo, né? Pretendem voltar para sua cidade de origem após a residência? Conhecem alguém que voltou ou pretende voltar para a cidade de origem? Acham que é possível se inserir bem no mercado?

Rosemberg: Não sou e não pretendo voltar. Mas conheço. Sem dúvidas é possível se inserir bem no mercado de trabalho. Porém não é um processo fácil e rápido.

Ananda: Não sou de SP, mas quero voltar sim para a minha cidade. Acho que é possível se inserir bem no mercado. Infelizmente, não conheço ninguém que tenha feito isso. 

João: Última pergunta. Tem mais alguma coisa que você queira falar sobre a residência em Neurologia na USP-RP que a gente não perguntou?

Ananda: A residência é ótima, me sinto preparada. Apesar de muito cansativa valeu a pena!

E aí? Gostou de saber mais sobre como é a residência em Neurologia na USP-RP?

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AlexandreRemor

Alexandre Remor

Nascido em 1991, em Florianópolis, formado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 2015 e com Residência em Clínica Médica pelo Hospital das Clínicas da FMUSP (HC-FMUSP) e Residência em Administração em Saúde no Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE). Fanático por novos aprendizados, empreendedorismo e administração.