Dermatologia pediátrica pode assustar e confundir muita gente, mas aluno Medway não tem dúvida! Vamos relembrar as principais dermatoses na infância e garantir esses pontos na prova?
Tanto na prova quanto na prática clínica, o que diferencia o pediatra seguro é a capacidade de organizar o raciocínio com base em morfologia da lesão, distribuição, tempo de evolução, sintomas associados e sinais de gravidade, para então indicar o tratamento adequado (ou encaminhar) sem atrasos.
Antes de memorizar condutas, vamos tentar padronizar uma avaliação em cinco passos:
Dito isso, vamos revisar os principais diagnósticos na pediatria?
A dermatite atópica (DA) é sem dúvida uma das dermatoses mais cobradas.
Vale lembrar: o diagnóstico da DA é clínico!

Este é um tema clássico em consultório e em prova: eritema em área de fralda. O ponto central é diferenciar a dermatite irritativa da candidíase e reconhecer diagnósticos diferenciais relevantes.
Diferenciais que mais aparecem nas questões: Dermatite seborreica e dermatite de contato por lenços/cremes.



Diagnóstico geralmente clínico. O tratamento é feito com antibiótico: tópico quando há poucas lesões e quando localizado; sistêmico quando há lesões extensas, múltiplas lesões, surtos, complicações ou sinais sistêmicos.
O furúnculo é uma infecção profunda do folículo piloso, tipicamente por S. aureus, caracterizada por nódulo doloroso, eritematoso, com flutuação ou drenagem purulenta. Em enunciados, atenção para múltiplas lesões, recidiva e contexto de colonização familiar.
A conduta depende de extensão e repercussão: medidas locais (calor local), analgesia, e, quando houver coleção evidente, drenagem. Antibiótico sistêmico é indicado em cenários selecionados (ex: infecção extensa, celulite associada, febre, imunossupressão, múltiplos focos).
Quando há febre, dor, eritema e calor local, pense em infecção de pele e partes moles. A celulite envolve derme profunda e tecido subcutâneo, enquanto a erisipela tende a bordas mais bem demarcadas e acometimento mais superficial/linfático. A base do tratamento é antibioticoterapia e analgesia.
Sinais de alerta: progressão rápida, dor desproporcional, toxemia, crepitação, bolhas/necrose/áreas violáceas, falha terapêutica, imunossupressão e acometimento periorbitário.

Prurido intenso com piora noturna, pápulas escoriadas e distribuição típica (interdigitais, punhos, axilas, região inguinal; em lactentes pode acometer palmas/plantas/couro cabeludo). A permetrina 5% tópica é uma das opções de primeira linha de tratamento. É fundamental tratar os contatos domiciliares simultaneamente e orientar medidas com roupas de cama/vestuário (fômites).

Tema muito prevalente em escolares. O quadro típico é prurido no couro cabeludo, escoriações e identificação de lêndeas/parasitas. A permetrina 1%, associada a pente fino para remoção dos ovos, é a primeira linha de tratamento.

Parasitose causada pela Tunga penetrans, com lesões mais comuns em pés (periungueal/interdigital/plantar), frequentemente como pápula/nódulo doloroso ou pruriginoso com ponto central escurecido. Para a prova, o reconhecimento clínico e o manejo adequado (remoção em condições assépticas + prevenção) são o essenciais.

Quadro característico por trajetos serpiginosos migratórios e muito pruriginosos, geralmente após contato com areia/solo contaminado por fezes de cães/gatos. A morfologia costuma direcionar o diagnóstico. Em casos extensos/múltiplos ou muito sintomáticos, terapias sistêmicas podem ser indicadas, além de orientação de prevenção (calçados, evitar areia contaminada).

Em ambiente hospitalar, a escabiose e a pediculose, por exemplo, exigem precaução de contato até início de tratamento eficaz, um tema que aparece em prova e na rotina assistencial.
Pacas anulares com borda ativa e descamação; em casos localizados, geralmente responde a antifúngico tópico.

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Com frequência demanda antifúngico por via oral. Em prova, a tríade sugestiva é: alopecia em placas + descamação + adenopatia occipital/cervical.

Infecção superficial por Malassezia, mais típica em adolescentes, com máculas hipo ou hipercrômicas finamente descamativas em tronco/ombros, às vezes com prurido discreto e recidivas. O tratamento costuma ser tópico em casos leves a moderados.
Muito comum em Pediatria, o molusco é caracterizado por pápulas peroladas ou da cor da pele com umbilicação central. Pode haver inflamação periférica associada (dermatite ao redor das lesões). Em geral, é autolimitado, com resolução espontânea em meses, embora alguns casos persistam por mais tempo e exijam tratamento com especialista.
A banca costuma cobrar quando optar por conduta expectante versus tratar: queixas estéticas relevantes, prurido e autoinoculação, lesões extensas, áreas muito expostas e imunossupressão são situações em que a decisão pode mudar.

Doença exantemática vesicular com lesões em diferentes fases (“em surtos”), pruriginosa, com potencial de complicações em grupos específicos. Em prova, além do reconhecimento clínico, cai bastante a lógica de isolamento/precauções e a importância da prevenção por vacinação. Tratamento: suporte (hidratação, antitérmicos, controle do prurido) e vigilância para complicações, principalmente infecção bacteriana secundária. É sempre importante reforçar a prevenção por vacinação e medidas de isolamento.

Urticária é frequente e aparece na prova principalmente pelo diagnóstico diferencial com anafilaxia.
O ponto crítico é reconhecer angioedema e sinais sistêmicos de gravidade (como sintomas respiratórios e hemodinâmicos), que mudam completamente a abordagem.

Considere encaminhamento ou avaliação urgente se houver:
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Graduação em Medicina pela USF - Bragança Paulista/SP. Residência Médica em Pediatria pelo Hospital Infantil Sabará