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Entenda como o tratamento da vertigem posicional paroxística benigna (VPPB) funciona

Um dos temas mais importantes e que não pode ficar de fora dos estudos é o tratamento da vertigem posicional paroxística benigna. Por ser comum, é possível que você o encontre durante os atendimentos no plantão médico. Então, é preciso dominar o assunto para colocá-lo em prática!

A vertigem paroxística benigna é uma condição comum, muitas vezes, autolimitada. No entanto, pode ser desde um episódio agudo até um caso crônico e/ou persistente. Pensando nisso, trouxemos os principais tratamentos da VPPB para te guiar na prática clínica. 

Manobras de reposicionamento no tratamento da VPPB

A vertigem posicional paroxística benigna é dividida em cinco tipos: 

  • canal posterior;
  • anterior;
  • horizontal;
  • torcional pura;
  • subjetiva. 

O tratamento pode variar. Sendo assim, vamos falar do que é feito para a VPPB de canal posterior, por ser a mais comum, constituindo de 85% a 95% dos casos, aproximadamente. 

Embora a VPPB possa ser resolvida espontaneamente, o procedimento de reposicionamento canalítico foi estabelecido como o padrão-ouro para o tratamento da vertigem posicional paroxística benigna durante as crises.

Isso porque essa manobra estimula os detritos a migrarem em direção ao pilar comum dos canais anterior e posterior e saírem na cavidade utricular. Na VPPB de canal posterior, duas manobras são indicadas: a manobra de Epley e a manobra de Semont. 

Na manobra de Epley, o paciente é movido por meio de uma série de mudanças de posição da cabeça. Para a gravidade, utiliza-se a manobra para mover as partículas flutuantes por meio do alinhamento do canal semicircular posterior de volta ao vestíbulo. Isso alivia o estímulo patológico que  a vertigem na VPPB produz. 

Já a manobra de Semont, também conhecida como manobra libertadora, utiliza forças de inércia e gravidade para mover rapidamente o paciente deitado do lado envolvido. Depois, isso é feito por um arco rápido de 180° para o lado não envolvido. 

Após o tratamento da vertigem posicional paroxística benigna pelo reposicionamento bem-sucedido, o paciente ainda pode relatar algum leve desequilíbrio e tontura por duas ou três semanas. Isso é mais comum em pacientes idosos e naqueles cuja VPPB esteve presente por mais de uma semana antes do tratamento.

Medicamentos no tratamento da vertigem posicional paroxística benigna

O uso de medicamentos para VPPB não tem se mostrado eficaz para os breves episódios de vertigem associados à VPPB, exceto quando a frequência dos ataques é muito alta. 

No entanto, os supressores vestibulares podem ser usados ​​como pré-medicação com manobras de liberação. Também podem ajudar os pacientes que não toleram as manobras devido ao desconforto e à náusea. 

Tratamento conservador na vertigem posicional paroxística benigna

É importante lembrar que, para considerar a observação como uma opção no manejo da vertigem posicional paroxística benigna, a história natural precisa ser compreendida. 

Os efeitos adversos associados às manobras de reposicionamento podem influenciar as decisões de evitar ou retardar o tratamento da vertigem posicional paroxística benigna, em favor da observação. No entanto, são raramente relatados. 

A observação pode tornar-se uma opção mais adequada em casos que não forem tão graves, principalmente em ambientes de atenção primária. Esperar pela recorrência ou persistência do que seria previsto como sintomas de VPPB autolimitados pode ser uma opção possível para tornar o uso rotineiro de serviços de manobras de reposicionamento uma política mais racional e econômica. 

Oriente os pacientes quanto à importância do acompanhamento após o diagnóstico de VPPB. Além disso, pacientes tratados inicialmente com observação devem ser informados de que, se a VPPB não se resolver espontaneamente, terapias eficazes, como as manobras de reposicionamento, podem ser feitas. 

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AmandaMazetto

Amanda Mazetto

Acadêmica do quarto ano de Medicina na Universidade Nove de Julho pelo FIES e pesquisadora no Instituto do Coração de São Paulo da Faculdade de Medicina da USP