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Especialização em Cirurgia Robótica: opções para quem quer se aprofundar mais

Todo mundo sabe que um dos pilares mais importantes da Medicina atual é a tecnologia. A todo momento, novas técnicas, equipamentos e procedimentos surgem para melhorar o atendimento e a recuperação dos pacientes. Um ótimo exemplo disso é a especialização em Cirurgia Robótica, que se destaca em áreas como urologia, ginecologia e cirurgia bariátrica.

Hoje, é possível fazer diversos cursos na área e acompanhar de perto a evolução dessa proposta. A cada dia, novos estudos surgem para apresentar melhorias e diferentes aplicações na prática médica. Portanto, vale a pena se inteirar do assunto se você pretende traçar sua trajetória na cirurgia.

Que tal começar a se preparar com este artigo? Aqui, você pode tirar suas dúvidas e consultar as últimas novidades acerca da especialização em Cirurgia Robótica, que tem ganhado cada vez mais destaque no Brasil e no mundo. Vamos lá?

A especialização em Cirurgia Robótica tem crescido cada vez mais com a revolução tecnológica na Medicina

O que é Cirurgia Robótica?

A Cirurgia Robótica se assemelha, na prática, a uma cirurgia usual. A diferença é que, enquanto nesta última o profissional precisa fazer intervenções manuais e instrumentais no paciente, é a tecnologia que guia a primeira.

Isso porque ela é realizada pela equipe médica, mas com o auxílio de um robô. Conhecido como Da Vinci, ele conta com quatro braços mecânicos, cujas extremidades são equipadas por instrumentos cirúrgicos.

Essa é uma das propostas mais avançadas de tratamento médico tecnológico no mundo. Todos os profissionais que realizam esse tipo de procedimento precisam de capacitação máxima.

Como surgiu a Cirurgia Robótica?

A Cirurgia Robótica surgiu em 1999, com a criação do robô Da Vinci. No Brasil, a prática passou a ser autorizada somente em 2008.

Hoje, já existem hospitais líderes na área, com mais de 10 robôs disponíveis para cirurgia. Para cada um desses estabelecimentos, aproximadamente 4 mil cirurgias foram realizadas.

O robô é composto por três partes: o console (controle), o robô e o rack de imagem, em que o médico visualiza todo o procedimento. Apesar de ter um modelo bem definido, o robô continua a passar por estudos e implementações para se tornar ainda mais eficiente.

Nos Estados Unidos, mais de mil robôs já estão em atuação. O custo de implantação em hospitais é alto, daí a importância de mão de obra médica especializada: o profissional deve realizar o procedimento de maneira impecável, já que é bastante delicado e também reflete em um investimento maior para o paciente.

Como o procedimento é realizado?

Na Cirurgia Robótica, o robô é controlado por um médico por meio de imagens de uma câmera 3D, localizada em um dos braços mecânicos. Dessa maneira, é possível visualizar toda a área da cirurgia em alta definição e profundidade.

O controle é realizado por uma espécie de joystick, bem similar ao que é usado para jogar videogame. O médico consegue movimentar todos os equipamentos do robô em até 360°, algo que permite mais liberdade para os movimentos, inclusive em relação ao alcance do punho.

Para completar, os braços do robô trazem mais estabilidade para as mãos do médico. Assim, não há risco de tremores, muitos deles naturais à mão humana e involuntários.

Em comparação com a cirurgia laparoscópica, que também se utiliza de imagens para a realização, a Cirurgia Robótica é vantajosa. Os instrumentos utilizados são muito mais articulados e permitem um tratamento mais detalhado.

Para que ela serve e em que casos é utilizada?

A especialização em Cirurgia Robótica visa tratar doenças variadas. Em especial, as mais delicadas, como a prostatectomia (retirada total ou parcial da próstata) e a cistectomia (retirada total ou parcial da bexiga).

As indicações variam conforme o caso e a avaliação médica. Apesar de ser um método bastante avançado, nem sempre essa alternativa se mostra extremamente necessária, mesmo sendo eficiente, segura e rápida. Portanto um diagnóstico preciso vem sempre em primeiro lugar e, quando há mais possibilidades, é importante mostrá-las para o paciente com vantagens e desvantagens que contribuam para sua escolha.

Quais são as principais vantagens desse método para médico e paciente?

Existem muitas vantagens interessantes a respeito do uso da Cirurgia Robótica. Primeiro, pelo fato de ser feita com o auxílio de um robô, há mais garantia de precisão. Além disso, é uma forma de realizar um procedimento menos invasivo em comparação com o método tradicional.

Vale considerar também que, com o robô, fica mais fácil acessar as diversas estruturas do corpo. Os movimentos são mais amplos, é possível ter mais visibilidade da região do corpo e o paciente perde menos sangue.

Em geral, o tempo de cirurgia também diminui e o desconforto no pós-operatório é menor. Quando se trata do médico, ele também fica mais confortável, porque pode realizar todo o procedimento de maneira ergonômica, o que traz menos cansaço e incômodos em procedimentos muito longos. Por fim, o risco de infecção do paciente é bem baixo e a recuperação, mais rápida.

Quais são as especialidades médicas que podem realizar a Cirurgia Robótica?

A especialização em Cirurgia Robótica contempla quase todas as especialidades. No entanto, algumas se destacam devido à sua natureza delicada ou ao seu caráter de urgência. São elas:

Praticamente qualquer paciente pode se submeter a esse tipo de cirurgia, uma vez que ela é segura e assertiva. Mesmo que as horas de cirurgia sejam um pouco mais extensas: se o cirurgião retira os olhos da tela, o equipamento trava instantaneamente, sem prejudicar a saúde do paciente.

Quais são os cursos que o especialista pode fazer na área?

O médico que quer trabalhar com Cirurgia Robótica pode continuar a se atualizar com cursos de pós-graduação e outras especializações. Se atualizar em uma área tão recente é importante, em especial porque ela continua a passar por inovações e trazer novidades que precisam ser estudadas mais a fundo. Veja algumas possibilidades interessantes que selecionamos para você!

Capacitação em Cirurgia Robótica – Hospital Sírio Libanês

No programa de Capacitação em Cirurgia Robótica do Hospital Sírio Libanês, você aprende tudo sobre a tecnologia do robô Da Vinci. O treinamento prático é realizado com um animal e supervisionado por profissionais que lidam com essa cirurgia há mais de 10 anos, nas mais diversas especialidades.

São 10 horas de treinamento em simulador, para começar. E depois mais 8 horas de treinamento com utilização de modelo vivo. Esse é um curso bastante completo e renomado no Brasil.

Cirurgia Robótica em Urologia – Hospital Oswaldo Cruz

No curso do Hospital Oswaldo Cruz, o profissional direciona seus estudos para a Cirurgia Urológica. É preciso ter cursado a especialidade ou residência médica em programas credenciados pela CNRM/MEC.​

O grande diferencial dessa opção é a participação em todas as cirurgias robóticas de Urologia durante o período do curso. A média geral de cirurgias realizadas dentro do complexo hospitalar varia de 15 a 20 por mês.

Quais são as residências e formações que o médico precisa realizar para se dedicar à especialização em Cirurgia Robótica?

As regras para que o profissional passe pela especialização em Cirurgia Robótica são determinadas pelo Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC) que, por sua vez, está vinculado à Associação Médica Brasileira (AMB).

O médico que se interessa em receber a habilitação na área deve ter comprovação de especialista, obtido por meio de prova de título ou de residência médica em instituições reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC). A formação dos especialistas acontece conforme as plataformas disponíveis no mercado. No entanto, apresentam três pilares básicos para se desenvolver conhecimento:

  1. Sistema robótico

O candidato passa pelo treinamento teórico, que varia de acordo com as especificidades de cada fabricante (das plataformas).

  1. Pré-clínica

Aqui, o cirurgião inicia o treinamento em simulação clínica. Suas habilidades psicomotoras passam a ser desenvolvidas com a ajuda da realidade virtual.

  1. Clínica

Essa é a etapa prática de todo o processo. O médico passa a observar casos na sala cirúrgica, presta auxílio ao procedimento robótico e realiza procedimentos sob tutoria.

Outras formas de habilitação

Os programas de residência médica ou fellowship para cirurgiões com experiência robótica certificam o título. O médico deve apresentar um currículo pautado em procedimentos minimamente invasivos e Cirurgia Robótica realizados ao longo da residência e de suas vivências profissionais.

É essencial incluir experiência clínica comprovada, fornecida pelas instituições. Todas essas informações são submetidas a uma comissão de aprovação para habilitação em Cirurgia Robótica.

Os cirurgiões formados antes das diretrizes do CBC passam por critérios de concessão de certificação robótica. É preciso ficar sempre de olho na publicação das normativas da Associação Médica Brasileira que cuidam dessas determinações.

É importante lembrar que a documentação do CBC ressalta que o treinamento não simboliza formação completa. Ele aconselha que todos os cirurgiões busquem formação continuada para que sua prática cirúrgica na robótica seja otimizada.

A especialização em Cirurgia Robótica é mesmo uma tendência tecnológica que veio para ficar. E, é claro, só tem a evoluir. Portanto, se você pensa em se tornar um cirurgião da área, é hora de começar a se preparar. A começar pela residência, que é uma exigência para todos os cursos que envolvem esse estudo.

Para treinar seus conhecimentos e aquecer para as provas, acesse nosso e-book gratuito com 20 questões de cirurgia da Unifesp. Aproveite e dê uma passadinha na Academia Medway para descobrir o que mais temos a oferecer para você! São conteúdos preparados especialmente para te ajudar a estudar com mais foco e fazer melhores escolhas de programas de residência. Confira!

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JoãoVitor

João Vitor

Capixaba, nascido em 90. Graduado pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e com formação em Clínica Médica pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP) e Administração em Saúde pelo Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE). Apaixonado por aprender e ensinar.