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Infectologia: entenda como a especialização na área funciona

Depois da graduação, os estudantes podem continuar ampliando conhecimento e seguir uma área específica na carreira médica. A Infectologia é uma das opções na residência médica.

Essa especialidade é muito importante para o estudo de doenças conhecidas ou que sofreram novas mutações. Inclusive, ela tem extrema relevância diante da pandemia de COVID-19. A seguir, saiba tudo sobre Infectologia.

O que é Infectologia?

A Infectologia é a especialidade que estuda, diagnostica e trata doenças infecciosas de natureza crônica ou aguda. Essas patologias são provocadas por fungos, bactérias, vírus e protozoários, podendo causar diversas consequências ao corpo humano.

Alguns fungos e bactérias estão presentes no organismo sem causar danos à saúde. Entretanto, quando o sistema imunológico sofre mudanças, e a defesa diminui, é possível que os micro-organismos sejam proliferados, e algumas doenças se desenvolvam.

Outras doenças também são adquiridas pela transmissão vertical ou horizontal. A primeira acontece pelo contato direto com uma pessoa hospedeira, por objetos, alimentos e água contaminados. A segunda passa da mãe para o embrião.

O infectologista com atuação clínica identifica essas patologias e indica os possíveis tratamentos. Além de realizar consultas, ele pode se dedicar às pesquisas de vacinas. Esses estudos auxiliam no entendimento e na prevenção de diversas doenças, como AIDS, influenza, dengue e malária.

Áreas de atuação

Agora que você sabe o que é Infectologia, vamos apresentar as inúmeras possibilidades que o mercado de trabalho oferece para essa área. Como a maioria das especialidades, as partes clínica e de pesquisa são apenas algumas das oportunidades que o médico tem.

Outra alternativa é focar na atuação para públicos específicos. Isso acontece com a Infectologia pediátrica, que se dedica a diagnosticar e tratar complicações na saúde de crianças. As mais comuns são catapora, sarampo, caxumba, pneumonia e otite.

Além disso, apesar de todo médico infectologista atender, de forma geral, o profissional pode se dedicar mais a algumas doenças segmentadas. Isso também é comum em outras áreas, quando ele se torna especialista em uma única patologia. Alguns exemplos de segmentação estão listados abaixo.

Imunização

Conforme explicamos anteriormente, o infectologista pode trabalhar em pesquisas para entender a mutação do vírus e auxiliar na criação de vacinas. Essas substâncias ajudam a prevenir diversas doenças infecciosas ao estimular a produção de anticorpos no sistema imunológico.

Exemplos de imunizações são as vacinas que ocorrem nos primeiros anos de vida e nos surtos de doenças, como febre amarela, gripe e sarampo. Nesses momentos, os médicos incentivam a proteção por meio da conscientização.

ISTs

As infecções sexualmente transmissíveis, também chamadas de ISTs, são identificadas, tratadas e prevenidas pelo infectologista. A mais comum é a AIDS. Nesse caso, o médico inicia um tratamento com drogas antirretrovirais.  

As relações sexuais também podem transmitir infecções causadas por bactérias, vírus ou parasitas. O especialista também auxilia nesses diagnósticos, que são ainda mais recorrentes, como a herpes genital e a sífilis.

Medicina tropical e do viajante

Para viajar a alguns países, é necessário se proteger contra doenças que podem ser contraídas na região. Por isso, esses locais indicam vacinas que devem ser tomadas com antecedência e comprovadas na viagem.

O infectologista realiza uma vigilância epidemiológica, detectando e prevenindo a disseminação da doença. Inclusive, alguns pacientes optam por serem consultados antes e depois da viagem, para ter certeza de que estão protegidos.  

Zoonoses e arboviroses

Algumas doenças são transmitidas por animais e podem ser retransmitidas pelos humanos. O médico especialista na área é responsável por solicitar exames, identificar a patologia e propor um tratamento. Em alguns casos, a imunização também é recomendada.

Um exemplo conhecido é a raiva, transmitida pela mordida de morcego ou cachorro. Outro menos comum é a teníase, resultante da ingestão do parasita presente em carne mal cozida ou crua, de porco ou boi.

Infecção hospitalar

A maioria dos infectologistas pode ser acionada para combater infecções hospitalares. Algumas bactérias são resistentes e precisam ser contidas tanto nas áreas de internação de hospitais quanto de clínicas. Isso deve ser feito obrigatoriamente pela segurança do paciente e dos funcionários.

O médico é responsável por fazer uma auditoria interna e organizar as medidas de biossegurança, como a higienização das mãos com água, sabão e álcool. Ele ainda acompanha quando uma doença é identificada.

Residência médica em Infectologia

A especialização em Infectologia é feita por meio de uma residência médica. O programa é de acesso direto, sem a necessidade de comprovar pré-requisito em demais áreas. Assim, o médico interessado deve prestar o processo seletivo da instituição e ser aprovado em todas as etapas.

A prova de residência de cada instituição possui questões voltadas para a teoria e a prática. Para saber as temáticas cobradas e os critérios de avaliação, é necessário consultar o edital do processo seletivo.

Durante o primeiro ano da residência, o estudante vai ter uma preparação generalista em estágios em hospitais universitários, no pronto-socorro, na UTI, na ala de pediatria, epidemiologia e especialidades.

Nos dois anos seguintes, a formação é mais específica, com parte teórica e prática em Infectologia (com foco em HIV, IST, imunização, medicina dos viajantes e controle de infecção hospitalar). Nessa fase, os estágios seguem em enfermarias para adultos e crianças, ambulatórios e demais locais do ano anterior.

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DjonMachado

Djon Machado

Catarinense e médico desde 2015, Djon é formado pela UFSC, fez residência em Clínica Médica na Unicamp e faz parte do time de Medicina Preventiva da Medway. É fissurado por didática e pela criação de novas formas de enxergar a medicina.