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O que é cirurgia do aparelho digestivo: saiba tudo sobre essa subespecialidade

A Gastroenterologia é uma área médica repleta de possibilidades. Uma delas é a cirurgia do aparelho digestivo, uma subespecialidade complexa, mas com uma rotina muito interessante. Mas, afinal, você sabe o que é cirurgia do aparelho digestivo?

O nome pode ser intuitivo, mas acredite, há muita coisa por trás dessa atividade. Ela trabalha com todas as patologias do sistema digestivo, ou seja, ainda dá para você se especializar ainda mais caso se interesse. Então, que tal saber sobre outros detalhes e conhecer o mercado de trabalho para o profissional?

Neste artigo, você confere todos esses detalhes e pode se preparar melhor para seu futuro nesta carreira. Continue a leitura e tire suas dúvidas!

O que é cirurgia do aparelho digestivo

Primeiro, vamos falar um pouco mais a fundo sobre o que é cirurgia do aparelho digestivo. Nessa especialidade, o médico se dedica ao tratamento cirúrgico das mais diversas patologias que se desenvolvem dentro do sistema digestivo humano.

Com exceção da cavidade oral, o profissional se torna apto a realizar cirurgias no esôfago, estômago, intestino delgado, intestino grosso, fígado, vesícula biliar e pâncreas. Ou seja, trata-se de uma ampla região de nosso organismo e por este motivo precisa ter um conhecimento bastante específico e direcionado a respeito de doenças e intervenções.

O médico desta área é denominado gastrocirurgião. É importante que, além das técnicas cirúrgicas, ele também domine o atendimento ao paciente, que procura por explicações didáticas para seus problemas e precisa de acompanhamento humanizado para se recuperar rapidamente e com excelência.

É possível realizar a residência médica por meio de instituições credenciadas ao MEC ou do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva. O especialista, depois de finalizar a sua residência médica, também pode se associar ao CBCD para continuar a se dedicar a pesquisas, novas práticas e formação continuada.

Como é a rotina do cirurgião do aparelho digestivo

A rotina do cirurgião do aparelho digestivo é intensa. Em geral, as intervenções são delicadas, mas hoje há uma boa contribuição da tecnologia para realizar tudo de forma menos invasiva. Apesar da responsabilidade da cirurgia, não há necessidade de realizar uma carga horária grande de plantões, o que ameniza o dia a dia.

Para além dessas atividades, o médico também realiza exames, diagnósticos e tratamentos caso acompanhe o paciente desde o início de sua jornada. Mesmo que ele tenha sido encaminhado por algum outro especialista, há casos de maior complexidade que necessitam desse contato.

No entanto, há operações menos complexas que garantem uma rotina menos agitada. Como as cirurgias ambulatoriais ou as que precisam de um período de curta internação, sem alta incidência de complicações pós-operatórias. Exemplos disso são as hernioplastias hiatais laparoscópicas e as colecistectomias laparoscópicas.

Já as cirurgias oncológicas e transplantes de órgãos são para quem deseja uma rotina mais movimentada. É um trabalho mais desafiador, com pacientes em estado crítico e pós-operatórios mais prolongados. É ideal para quem se interessa pelas áreas de produção científica, clínica e laboratorial.

Como é o mercado de trabalho

Hoje, segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM), existem pouco mais de 2.800 gastrocirurgiões no Brasil. Sendo que 55,6% desse total se encontra na região Sudeste, o que faz com que ela seja mais concorrida para quem deseja se desenvolver profissionalmente.

Mas isso não deve ser motivo obrigatório para sair da região. Com dedicação, trabalho e formações que permitam que você atualize sempre seus conhecimentos para atender melhor, é possível se destacar e construir uma carreira de muito sucesso, nesse e em qualquer outro lugar do país.

O trabalho deste profissional não se limita ao centro cirúrgico. Sendo assim, você pode realizar exames endoscópicos e outros atendimentos em consultórios e plantões. A agenda para exames costuma ser cheia para ter um bom rendimento, pois boa parte deles tem cobertura de planos de saúde.

Além disso, também é possível seguir pela carreira acadêmica, exclusivamente ou em conjunto com as operações. Se tornar tutor de residentes é uma forma de se destacar no ramo e ainda contribuir para o crescimento e desenvolvimento de novos profissionais.

Nesta área, é preciso pesar exatamente o que traz mais satisfação pessoal ao médico, para equilibrar essa questão com o retorno financeiro. A concorrência em cidades pequenas e no interior é menor, mas nada impede um bom trabalho nas cidades maiores.

Segundo a pesquisa do site Salário, os ganhos iniciais para este profissional ficam na casa dos R$5.777,00 em jornadas de 20 horas semanais. Entretanto, a experiência e as constantes especializações podem aumentar gradativamente os rendimentos do médico.

A residência em cirurgia do aparelho digestivo

Agora que você já sabe o que é cirurgia do aparelho digestivo, é hora de descobrir como ingressar na residência desta subespecialidade. O primeiro passo é passar pelo pré-requisito de dois anos de residência em Cirurgia Geral.

Assim que concluir essa etapa, pode participar do processo seletivo para a residência própria de cirurgia do aparelho digestivo. O programa é considerado um tanto quanto puxado, porque o residente encara várias noites sem dormir e fica em contato com muitos pacientes antes que tenha a chance de começar efetivamente a operar.

Ele passa pela enfermaria (pré e pós-operatório), e no primeiro ano fica subordinado ao residente do segundo ano, tido como uma espécie de chefe de serviço. A rotina da semana se divide entre centro cirúrgico, enfermaria, ambulatório, reuniões e plantões.

Com a duração de dois anos, o residente pode acrescentar outros dois anos a mais caso queira se especializar em cirurgias de alta complexidade. Por exemplo, a cirurgia oncológica do aparelho digestivo, a cirurgia bariátrica e os transplantes de órgãos.

Pronto para começar?

E então, conseguiu entender por completo o que é cirurgia do aparelho digestivo e quais as implicações para se tornar um residente nesta subespecialidade? Com essas informações, você pode começar a se preparar agora mesmo para as provas na sua instituição de escolha. Que tal vir para o nosso Intensivo SP? Na reta final dos estudos para residência, ter um conteúdo específico e focado na instituição desejada faz toda a diferença. Você também pode ficar de olho no Guia Definitivo da USP-SP, para conhecer mais sobre essa prova e a própria instituição!

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AlexandreRemor

Alexandre Remor

Nascido em 1991, em Florianópolis, formado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 2015 e com Residência em Clínica Médica pelo Hospital das Clínicas da FMUSP (HC-FMUSP) e Residência em Administração em Saúde no Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE). Fanático por novos aprendizados, empreendedorismo e administração.