A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou, nesta semana, novas diretrizes que recomendam o uso do lenacapavir injetável (LEN) como medicação para profilaxia pré-exposição (PrEP) ao HIV. O medicamento será administrado duas vezes ao ano e promete reforçar a estratégia de prevenção combinada contra o vírus.
A inclusão do lenacapavir injetável amplia o leque de opções já recomendadas pela OMS para prevenção do HIV. Atualmente, a organização reconhece como eficazes os seguintes métodos de PrEP:
Com a chegada do lenacapavir, que possui aplicação semestral, espera-se melhorar a adesão à profilaxia, principalmente entre populações que enfrentam barreiras no acesso contínuo a serviços de saúde.
Segundo comunicado oficial da OMS, a recomendação do lenacapavir pode representar uma transformação na resposta global à epidemia de HIV, oferecendo uma alternativa eficaz e de longa duração para grupos mais vulneráveis.
Apesar de o medicamento ainda estar com acesso restrito fora de estudos clínicos, a OMS fez um apelo em nota oficial, recomendando que governos, financiadores e parceiros implementem imediatamente o uso do LEN em seus programas nacionais de saúde.
O lenacapavir (LEN) é um antirretroviral de longa ação utilizado na profilaxia pré-exposição (PrEP) ao HIV, com administração semestral por via subcutânea. Sua principal vantagem é permitir proteção duradoura com apenas duas doses ao ano, facilitando a adesão ao tratamento, especialmente entre pessoas com dificuldade de manter o uso diário de medicamentos.
O medicamento atua como um inibidor de capsídeo, interferindo diretamente na estrutura proteica que envolve e protege o material genético do HIV. Essa ação impede tanto a montagem adequada dessa cápsula protetora quanto sua desmontagem após a entrada do vírus na célula, o que compromete a replicação viral.
Com isso, o HIV fica inativo desde o início ou exposto ao sistema imunológico, que consegue agir de forma mais eficaz para bloquear a infecção.
Durante a 13ª Conferência da Sociedade Internacional de AIDS (IAS 2025), a OMS também anunciou novas recomendações para testagem simplificada do HIV, utilizando testes rápidos, o que viabiliza a distribuição da PrEP injetável em farmácias, clínicas e serviços de teleatendimento.
Essa estratégia tem como objetivo eliminar a necessidade de exames laboratoriais complexos e ampliar o acesso às profilaxias injetáveis, especialmente em regiões com poucos recursos e infraestrutura limitada.
A infecção pelo HIV é um tema recorrente nas provas de residência médica, especialmente nas áreas de Clínica Médica, Infectologia, Ginecologia e Obstetrícia. Os conteúdos mais cobrados envolvem tanto aspectos clínicos da infecção quanto medidas de prevenção e manejo, exigindo do candidato atualização constante com as diretrizes do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS).
As bancas costumam explorar o quadro clínico da infecção aguda pelo HIV, bem como as fases da infecção (aguda, latente e AIDS). Também são frequentes as questões que envolvem interpretação de exames laboratoriais, como carga viral e contagem de linfócitos T CD4+.
Outro ponto de destaque nas provas é o conhecimento sobre infecções oportunistas associadas à AIDS, como:
Os exames diagnósticos e o tratamento específico de cada uma dessas condições são frequentemente cobrados.
As estratégias de prevenção também são temas importantes. As provas abordam:
Na área de Ginecologia e Obstetrícia, é comum a cobrança da profilaxia da transmissão vertical do HIV. Os tópicos mais frequentes são:
Provas com foco em Medicina Preventiva e Saúde Pública frequentemente cobram dados epidemiológicos atualizados, indicadores de morbimortalidade, e estratégias de vigilância epidemiológica e controle do HIV no SUS, incluindo as metas de testagem e tratamento precoce.
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Professor da Medway. Formado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com Residência em Clínica Médica pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Siga no Instagram: @djondamedway