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Pós-graduação em Saúde Coletiva: como o curso funciona

Durante a graduação, muitas dúvidas começam a surgir: pós-graduação ou residência médica? Onde cursar? Qual área seguir? Para responder a essas perguntas, conheça os detalhes sobre a pós-graduação em Saúde Coletiva, mais uma opção para os médicos recém-formados.

A seguir, confira como a especialização em Saúde Coletiva funciona e quais são as oportunidades no mercado de trabalho para tais profissionais. Assim, você fica pronto para iniciar o curso de forma segura!

Pós-graduação X residência médica 

A princípio, é importante ressaltar que há diferenças entre pós-graduação e residência médica. A pós-graduação em Medicina é um curso que oferece especialização lato sensu, como uma complementação ou um aprofundamento teórico de uma determinada área. 

Outras diferenças são a carga horária mais flexível e a experiência que somente alguns cursos e instituições de ensino proporcionam. Quase sempre, há a exigência de um trabalho de conclusão de curso ou uma monografia para aprovação do aluno. 

Já na residência médica, apesar das aulas teóricas, o foco é o treinamento em serviço. Isso significa que você vai praticar procedimentos e passar por diversos estágios, plantões, reuniões e discussões de casos com os professores e os preceptores.

Essa costuma ser a modalidade de especialização mais tradicional entre os recém-formados e evidencia outra diferença: a carga horária do curso é bem maior que a da pós-graduação. São cerca de 2.880 horas anuais em média, exigindo dedicação praticamente exclusiva ao curso. 

O que é Saúde Coletiva?

Esclarecidas as diferenças, vamos falar sobre a pós-graduação em Saúde Coletiva. Ela pode ser encontrada em diversas instituições públicas e privadas espalhadas por todo o Brasil. Por ser uma especialização lato sensu, dificilmente haverá estágios. 

O Ministério da Educação (MEC) regulamenta os cursos e define que algumas áreas do conhecimento devem fazer parte da grade curricular, tais como Ciências Sociais e Humanas em Saúde, Epidemiologia e Política, Planejamento e Gestão em Saúde e Trabalho. 

A escolha dessas áreas é feita para o profissional entender os processos que podem impactar negativamente a longevidade e a qualidade de vida de um determinado grupo. 

Por isso, temas como envelhecimento, meio ambiente, doenças epidemiológicas, políticas públicas, abuso de drogas, violência doméstica, imigração, questões de gênero e identidade sexual costumam ser recorrentes. 

A ideia da fomentação dos estudos e dos cursos em Saúde Coletiva surgiu na década de 1950. Ela traz perspectivas da Medicina Social para dar conta de uma articulação mais ampla na prevenção dos problemas de saúde. A implantação de projetos sanitários ajustados à cultura, à economia e às necessidades de uma determinada região ou grupo está relacionada com o Sistema Único de Saúde (SUS). 

Como é o mercado de trabalho?

Ainda está na dúvida sobre o que é Saúde Coletiva? Trata-se de uma movimentação sanitária iniciada no SUS, que combina questões sociais e de atendimento com políticas de saúde pública. 

Segundo o Observatório Juventude, Ciência e Tecnologia, o médico especialista em Saúde Coletiva trabalha na gestão de unidades de serviços de saúde, no desenvolvimento de propostas políticas e ações que visem à promoção da saúde pública e na atuação na docência e na pesquisa acadêmica.

No rol de atividades do médico especialista em Saúde Coletiva, cabe elaborar pesquisas e ações destinadas a conter os males provocados por hábitos inadequados, como o sedentarismo e o tabagismo, ou por causas ambientais, como a poluição do ar e a água imprópria para uso. Essa é uma das respostas para a frequente pergunta “qual é a importância da Saúde Coletiva?”.

O médico que finalizou a pós-graduação em Saúde Coletiva também pode atuar na esfera pública, participando de programas do Ministério da Saúde, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), das Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde e de Postos de Saúde. 

A atuação em empresas privadas é requisitada por hospitais, empresas de planos de saúde e indústria farmacêutica. Isso sem falar na possibilidade de trabalhar em auditoria com a emissão de pareceres sobre as políticas e as ações das unidades de serviços de saúde, ainda segundo o Observatório Juventude, Ciência e Tecnologia.

Como a pós-graduação em Saúde Coletiva funciona?

Inicialmente, você vai precisar quebrar o cofrinho e pagar pela pós-graduação em Saúde Coletiva. A boa notícia é que a duração é menor em relação à residência médica: são 18 meses de estudos, e nem toda instituição oferece treinamento em serviço na pós-graduação lato sensu.

A legislação do MEC, que regulamenta os cursos de pós-graduação no país, estabelece cerca de 360 horas de estudos, que podem ser realizadas à distância. Com toda essa flexibilização e horários mais adaptáveis, fica mais fácil se organizar em outros setores da vida. 

Além disso, até as pós-graduações presenciais nessa área costumam ter uma carga horária bastante flexível, com aulas semanais ou quinzenais. É uma excelente oportunidade para quem mora no interior ou longe dos principais centros que oferecem os cursos.

Porém, o nível acadêmico dos professores é tão alto quanto na residência médica. O corpo docente dos cursos de pós-graduação no campo da Medicina é majoritariamente formado por mestres e doutores com extensa experiência em pesquisas na área lecionada. 

Onde cursar?

Os programas de pós-graduação em Saúde Coletiva são oferecidos em diversas universidades públicas:

  • Universidade Estadual de Campinas (Unicamp);
  • Universidade Federal da Bahia (UFBA);
  • Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ);
  • Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Fiocruz);
  • Instituto de Medicina Social (IMS-UERJ).

No ensino particular, algumas instituições também oferecem o curso:

  • Centro Educacional Anhanguera;
  • Universidade Cidade de São Paulo (UNICID);
  • Universidade de Franca (UNIFRAN);
  • Universidade Norte do Paraná (Unopar);
  • Centro Universitário UniBTA; 
  • Faculdade Cruzeiro do Sul (modalidade on-line e à distância).

Título de especialista

Em algumas instituições de ensino, a similaridade entre a pós-graduação em Saúde Coletiva e a residência médica é grande. Porém, fique atento! Para se tornar um especialista, é preciso ter concluído uma residência ou ser aprovado na prova específica da sociedade médica escolhida. 

Atualmente, no Brasil, apenas 53 especialidades são autorizadas e fiscalizadas pelas respectivas Sociedades Médicas nos concursos que acontecem anualmente. Portanto, se está buscando uma pós-graduação em Saúde Coletiva, acompanhe as informações no site do MEC e do INEP para conferir se a instituição é autorizada e reconhecida.

Prepare-se para a especialização com a gente!

Se você gostou de saber como a pós-graduação em Saúde Coletiva funciona e tem interesse na residência médica, venha se preparar para as provas com os nossos cursos! Fazendo parte do nosso time, você aprende tudo o que precisa para se organizar nos estudos e ter melhor desempenho nos processos seletivos! 

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DjonMachado

Djon Machado

Catarinense e médico desde 2015, Djon é formado pela UFSC, fez residência em Clínica Médica na Unicamp e faz parte do time de Medicina Preventiva da Medway. É fissurado por didática e pela criação de novas formas de enxergar a medicina.