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Quais são as residências mais concorridas da USP?

No começo de janeiro deste ano foi iniciada mais uma edição do processo seletivo de residência médica da USP. Apesar de muita coisa ter mudado para 2021, por conta da pandemia de covid-19, também é verdade que muita coisa continuou da mesma forma que antes. Um exemplo é a concorrência desse processo que, neste ano, foi alta como de costume. Para as residências mais concorridas da USP, inclusive, as relações candidato/vaga até cresceram!

E você? Foi bem na prova? Nós aqui da Medway já divulgamos o gabarito e fizemos a correção comentada da prova teórica da USP. Vale a pena conferir se você tiver ficado com dúvidas a respeito do exame!

Agora que a prova já passou e você sabe se foi ou não aprovado, pode ser que tenha ficado aquela curiosidade de quantas pessoas estavam disputando com você. Ou então talvez você simplesmente gostaria de saber quais são, afinal, as residências mais concorridas da USP.

É exatamente disso que vamos falar hoje! E além de apontar as 5 residências mais concorridas, também vamos falar um pouquinho sobre como é a especialização de cada uma na USP. Assim, você não é surpreendido quando for passar para essa nova etapa da sua trajetória como médico!

Mas, antes de tudo, se você quer saber mais sobre como é a vida de quem faz residência na USP-SP e como se tornar um residente lá, desde a preparação, dá uma olhada no nosso Guia Definitivo da USP-SP, que é gratuito!

Hospital das Clínicas da FMUSP, destino de muita gente que faz a entrevista de residência médica da USP-SP

As residências mais concorridas da USP

Neurocirurgia

Com somente 4 vagas disponíveis e um contingente de 201 candidatos, a residência em Neurocirurgia é a que ganha a coroa de mais disputada entre as residências mais concorridas da USP: 50,25 candidatos por vaga!

Não é por menos: ao longo dos 5 anos da especialização, os residentes vivenciam uma infinidade de experiências extremamente enriquecedoras. O Vítor, que se formou em Neurocirurgia lá na USP, concedeu uma entrevista pra gente e nos contou mais sobre essa trajetória! 

No R1, segundo ele, são 8 meses com a neurologia clínica e estágios de neurovascular, emergências neurológicas, enfermarias e ambulatórios. Tem, ainda, 3 meses em emergências neurocirúrgicas e UTI com pacientes neurocirúrgicos.

Já no R2, os residentes aprendem sobre os cuidados pré e pós-operatórios de pacientes neurocirúrgicos e suas complicações clínicas, além de procedimentos básicos iniciais da neurocirurgia.

Chegando no R3, o foco são etapas iniciais dos procedimentos de maior complexidade em neurocirurgia, avaliação de interconsultas e discussão de casos operados e de artigos semanais.

Finalmente, no R4 e R5, há um aumento progressivo de participação em tempos cirúrgicos principais de maior complexidade e discussão e tomada de condutas dos casos internados e ambulatoriais já diretamente com assistentes e chefes de grupo. Bastante coisa, né?

Cirurgia Geral

Uma das especialidades cuja relação candidato/vaga apresentou um dos maiores aumentos entre todas, o segundo lugar fica com a residência em Cirurgia Geral!

Oferecendo ainda menos vagassomente 3 —, essa especialização foi disputada por 125 pessoas, resultando na considerável relação candidato/vaga de 41,67. Vale lembrar que estamos falando da residência em Cirurgia Geral propriamente dita, não do Pré-requisito em Área Cirúrgica Básica, necessário para a realização de outras subespecialidades cirúrgicas.

Para essa residência, a rotina também é bastante cheia, por mais que sua duração seja menor. Quem nos contou, dessa vez, foram a Bruna e o Matheus, ambos R2 de Cirurgia Geral lá na USP!

Segundo eles, os residentes passam em todas as especialidades cirúrgicas – urologia, torácica, vascular, plástica, cabeça e pescoço, oncologia, 3 meses de gastro, infantil, parede abdominal, anatomia e técnica cirúrgica, e UTI dos queimados, além dos estágios da cirurgia geral com enfermarias, PS e ambulatórios.

Ou seja: além de vivenciarem os vários ambientes e aprenderem muita clínica e atendimento de trauma, os residentes têm muito contato com o dia a dia de cada especialidade. Isso, além de dar uma boa base de conhecimento, ajuda na escolha da especialidade para os que querem fazer algo após o curso de Cirurgia Geral. 

Dermatologia

A Dermatologia conta, neste processo seletivo, com 9 vagas. Apesar de não estar entre os maiores, é um número razoável de vagas que demonstra como essa especialidade é realmente muito disputada e merece o 3° lugar entre as residências mais concorridas da USP. Com 361 candidatos, ela chega com uma relação candidato/vaga apenas um pouquinho menor que a de Cirurgia Geral: 40,11!

Querendo ou não, o mercado de Dermatologia tem crescido cada vez mais — especialmente na parte de Cosmiatria —, então faz sentido que ela esteja sendo escolhida por tanta gente. Por falar em Cosmiatria, o Ricardo, um dos nossos dois entrevistados do texto de como é a residência em Dermatologia na USP, é R4 nessa subespecialidade por lá! 

Apesar de a especialização em Dermatologia só contar com 3 anos, os residentes podem fazer um 4° ano opcional para se especializarem em alguma subespecialidade, como por exemplo a Cosmiatria..

Ele e o Ésio contam que, durante os 3 anos obrigatórios, os residentes atendem em ambulatórios gerais de Dermatologia (como os casos novos, ambulatório geral e de triagem). Atendem, também, em ambulatórios específicos, como: psoríase, doenças bolhosas autoimunes, Dermatologia pediátrica e muitos outros. 

Há estágios cirúrgicos, em que os residentes realizam exéreses de tumores de pele das mais variadas complexidades (isso inclui Cirurgia Micrográfica de Mohs). Por 3 meses, os residentes também passam pela patologia, para aprimorar o conhecimento em dermatopatologia, essencial para uma boa formação. 

E pra fechar com chave de ouro: no último ano, por 2 meses seguidos, uma dupla de residentes fica responsável por responder os pedidos de interconsulta de todo o complexo HC (Instituto Central, InCor, ICESP etc)! Muita responsabilidade, né?

Ginecologia e Obstetrícia

A especialidade com maior número de vagas entre as 5 residências mais concorridas da USP! Chegou a hora de falarmos um pouco da residência em Ginecologia e Obstetrícia.

Para o processo seletivo com entrada em 2021, a USP ofereceu 14 vagas em GO, para as quais se candidataram incríveis 473 candidatos. Ou seja, para conquistar a sonhada aprovação, foi preciso superar a concorrência de 33,79 candidatos!

A Mariana, que é R2, e a Marcela, que é R3, já alcançaram esse sonho, e nos contaram, em primeira mão, sobre a rotina da residência em Ginecologia e Obstetrícia na USP. 

Uma observação, só para que a explicação não fique confusa: os residentes desta especialidade são divididos em duas turmas — Obstetrícia e Ginecologia —, e ficam seis meses em cada uma (por ano). Entendeu?

Com isso em mente, bora lá: durante a obstetrícia do R1, os residentes rodam pelo PS Obstétrico, onde atendem as fichas com os internos e com um R2. No Centro Obstétrico, têm a oportunidade de realizar partos normais, fórceps de alívio e cesáreas em pacientes sem cirurgias abdominais prévias. Na Enfermaria de Puérperas e no setor de Vitalidade Fetal, os calouros são acompanhados por um R2.

No R2 os residentes passam também no pronto-socorro e discutem os casos com os novos R1.  Rodam o Centro Obstétrico do HC e do HU, no setor de Vitalidade Fetal, na Enfermaria de Gestantes e em uma das UTIs clínicas do HC.

Já no R3, volta-se ao Centro Obstétrico, no setor de Medicina Fetal e na Enfermaria de Gestantes, além de haver um estágio opcional. Todos os anos, os residentes têm estágios em ambulatórios de pré-natal de alto risco. Essa é a Obstetrícia!

Agora, tratando da Ginecologia: no R1, os residentes adquirem vivência no pronto-socorro do HU, na enfermaria do HC, em estágios cirúrgicos do HC e em estágios ambulatoriais (Ginecologia Geral; Ginecologia Endócrina; Planejamento Familiar; e Patologia do Trato Genito Urinário).

No R2, as atividades são no pronto-socorro do HC, no centro cirúrgico do HU e do HC, no setor de Oncologia Ginecológica do ICESP, no setor de Mastologia e em estágios ambulatoriais. E no R3, por fim, os residentes também rodam em estágios ambulatoriais no setor de Endometriose e de Videolaparoscopia. Ufa!

Otorrinolaringologia

E pra fechar a lista das residências mais concorridas da USP: Otorrinolaringologia!

O nome é quase tão grande quanto a relação candidato/vaga de 29,88, definida pelos 239 inscritos que disputam as 8 vagas!

Dessa vez, quem nos conta sobre a vivência do residente de Otorrino da USP é o Pedro, que é R3 por lá. 

Pra começar, ele já lembra que a residência em Otorrinolaringologia na USP é subdividida em grupos que são trabalhados no HCFMUSP: Rinologia, Otologia, Bucofaringolaringologia, Plástica Facial e Otoneurologia. Segundo ele, os estágios são divididos em períodos nos grupos, onde os residentes participam das consultas ambulatoriais, exames específicos das subáreas, cirurgias e procedimentos.

Além disso, os residentes também têm plantões semanais no PS da Otorrino do HC, que é referência regional. Eles ficam responsáveis por atender as interconsultas de outras especialidades no R2 e R3. Há, ainda, setores próprios de Eletrofisiologia, Foniatria, Sono e Estomatologia, que são divididos entre os respectivos grandes grupos.

Os residentes também têm um estágio exclusivo no ICESP, onde atendem os pacientes oncológicos da Otorrinolaringologia, e um estágio exclusivo no HU-USP, onde atendem pacientes de nível secundário para reduzir o viés de alta complexidade do HCFMUSP.

E é isso! Essas são as 5 residências mais concorridas da USP

Você percebeu que não é exatamente fácil chegar lá, né? A gente tá falando exatamente das residências mais concorridas de uma das instituições de ensino mais renomadas da América Latina, então é natural que a concorrência seja alta mesmo. MAS isso não significa que seja impossível. Afinal, são poucas vagas, mas elas existem, certo? Isso quer dizer que alguém vai ocupá-las — e aí eu te pergunto: por que não você?

Uma coisa é certa: você precisa se preparar bem. A boa notícia pra você que chegou até aqui é que você está no lugar certo. Te convido a conhecer o Extensivo São Paulo, nosso curso que acontece ao longo do ano com videoaulas ao vivo sobre os conteúdos que você realmente precisa saber! Além disso, com o Extensivo você vai utilizar um app de milhares de questões comentadas e ganhar um bônus super bacana: acesso ao Intensivo a partir do meio do ano. CLIQUE AQUI e inscreva-se!

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JoãoVitor

João Vitor

Capixaba, nascido em 90. Graduado pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e com formação em Clínica Médica pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP) e Administração em Saúde pelo Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE). Apaixonado por aprender e ensinar.