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As instituições mais buscadas para fazer residência em Gastroenterologia

Fazer residência em Gastroenterologia é uma escolha desafiadora. Afinal, essa é a área que lida com doenças do aparelho digestivo, e desde a época do curso tem uma rotina puxada, com vários casos de alta complexidade e turnos de plantão. Além disso, ainda é preciso passar por dois anos de residência em Clínica Médica antes de encarar essa etapa.

Com tudo isso, não é à toa que essa especialidade é bastante concorrida. Inclusive, a demanda por esse médico no mercado está cada vez mais alta e o residente pode ainda optar por setores de atuação diversos, como a Gastroclínica ou a Gastropediatria ao acrescentar mais alguns anos de estudos na residência. Mas afinal, quais são as melhores instituições para se transformar nesse profissional tão importante?

Se você pensa em seguir por esse caminho, é hora de começar a pensar onde quer estudar. Boas opções não faltam, então é importante ter um olhar carinhoso para suas possibilidades e ver se elas se encaixam em suas ambições e expectativas. Para te dar uma mãozinha, a gente fala a seguir sobre as principais opções no Brasil e como se preparar para conquistar sua vaga!

USP

A residência em Gastroenterologia na USP costuma ter de 4 a 8 vagas abertas por ano. A concorrência é apertada e pode variar de 7 a 10 candidatos por vaga, com base nos resultados entre 2018 e 2020. Vale lembrar mais uma vez do pré-requisito em Clínica Médica, certo? Para essa especialidade, as vagas previstas em 2022 de acordo com o edital chegaram a 40, com cerca de 9 candidatos por vaga.

O programa conta com 60 horas semanais e dois anos de duração. No primeiro ano, que corresponde ao R3, o residente passa por uma formação hospitalar com atividades de enfermaria, pedidos e preparo para exames variados, condutas diagnósticas e terapêuticas, entre outros.

No ano seguinte, o R4, o cenário fica um pouco mais aprofundado, e o residente se responsabiliza por atendimentos ambulatoriais e propedêuticos, passa um bom tempo no setor de endoscopia e cuida de pacientes de maior complexidade. É preciso um bom conhecimento sobre anatomia, fisiologia e fisiopatologia, para fornecer diagnósticos para o tratamento de doenças.

A residência médica na USP, não só para essa especialidade, é referência em todo Brasil e a prova tem um bom nível de dificuldade. Você estará em contato com excelentes tutores, mas precisará entrar de cabeça na rotina puxada e nas exigências que a própria instituição tem para com seus residentes.

Unicamp

Já a residência em Gastroenterologia na Unicamp, no último edital, teve 4 vagas disponíveis, enquanto o pré-requisito em Clínica Médica, 30. Para o programa de Gastro, foram 45 inscritos, o que totaliza 11,25 candidatos por vaga. Dá para perceber que a procura é bem alta, não é mesmo? A nota de corte é de 4,88 para essa especialidade clínica.

Se você quer começar a focar na prova, é bom acompanhar de perto os detalhes do último edital e como anda a concorrência. Além disso, vale lembrar que apesar de ter as três etapas já conhecidas do processo seletivo de residência médica, a prova da Unicamp é conhecida como uma das mais bem-feitas entre as instituições brasileiras. A avaliação é quase que totalmente voltada para o raciocínio clínico, então comece a trabalhar essa parte o quanto antes!

Para você saber um pouco mais sobre o que te espera na Unicamp, é importante ressaltar que o Hospital de Clínicas da instituição é um dos pilares de excelência da saúde pública do estado de São Paulo. É um dos maiores hospitais universitários de todo o país, além de ser referência nacional quando se trata de serviços terciários. Já pensou em estar no meio disso tudo?

Se sim, não se esqueça: o programa de residência médica da Unicamp também é um dos mais concorridos a nível nacional, portanto se jogue na preparação. Em relação ao conteúdo distribuído nas 60 horas semanais e ao longo dos dois anos do programa de Gastroenterologia, a experiência do residente passa por enfermarias, ambulatórios, pronto-socorro, UTIs e centro de endoscopia.

Como é a residência em Gastroenterologia na Unifesp

Lá na Unifesp, o pré-requisito para Clínica Médica teve 48 vagas no último edital, com 15 candidatos por vaga. Para a Gastroenterologia, foram 6 vagas, com 46 inscritos, ou seja, 8 candidatos por vaga. Por lá você pode optar também por entrar direto na Gastroenterologia Pediátrica, que contou com 6 vagas, 29 inscritos e 5 candidatos por vaga. Bem apertada a concorrência, não é mesmo? Então é bom ficar de olho no que rolou na prova para se preparar bem.

O programa de Gastro na Unifesp é realizado no Hospital São Paulo, considerado como uma das melhores instituições formadoras de médicos do Brasil, independentemente da especialidade escolhida para estudar. Ou seja, você estará em um lugar que oferece total respaldo e orientação para que os residentes tenham uma experiência completa e se transformem em profissionais de muito sucesso.

A carga horária da residência é a mesma de todas as outras, devidamente aprovada pelo Ministério da Educação (MEC). O residente encara a rotina em enfermarias e ambulatórios, cumpre um período de plantões em pronto-socorro e também na UTI, e passa pela parte teórica, com total incentivo para a produção científica.

A cada trimestre, os residentes trocam entre enfermaria e ambulatório, para incrementar a vivência e mudar um pouco a rotina. Há a possibilidade de fazer estágio fora do Brasil e também participar de atividades especializadas em UTIs, como o transplante de fígado.

SUS-SP

Se você deseja fazer Gastroenterologia no SUS-SP, saiba que o processo seletivo é um pouco diferente. Por lá, há somente uma fase com prova teórica, que tem 100 questões de múltipla escolha para você responder. Porém, não pense que é fácil: com cerca de 50 instituições afiliadas, vai ter muita gente na fila para a vaga dos sonhos.

Para o pré-requisito de Clínica Médica, foram 224 vagas no último edital, com 9,3 candidatos por vaga. Nesse programa, você já começa a passar um tempo na área de Gastroenterologia (e em outras especialidades), para se familiarizar com processos e é uma oportunidade de saber o que te espera de maneira mais aprofundada no R3.

Ao longo da residência, é importante lembrar que você estará em contato direto com a realidade da saúde pública no Brasil. Embora os hospitais tenham uma boa estrutura, você terá que encarar alguns desafios para além da realidade dos pacientes. No programa de Gastroenterologia, você desenvolverá competências como realização de exame físico, geral e específico, condutas diagnósticas, história clínica, preparo para endoscopia e colonoscopia, entre outros.

Além disso, participará de plantões noturnos de intercorrência em enfermarias, acompanhará a evolução clínica de pacientes e aprenderá diferentes procedimentos relacionados à área. Embora a Gastro não esteja entre as especialidades mais concorridas do SUS-SP, isso não é motivo para relaxar, combinado?

Residência de Gastroenterologia no IAMSPE

O IAMSPE é mais uma opção para que você faça residência em Gastroenterologia. Em 2019, a especialidade teve 5 vagas oferecidas, média que permaneceu nos anos seguintes. Então, só por essa quantidade, nem é preciso mencionar que a concorrência é bastante acirrada, não é mesmo? É essencial ficar de olho nas notas de corte para saber exatamente o que você precisa fazer para se dar bem diante disso.

Para completar, não se esqueça mais uma vez do pré-requisito em Clínica Médica, que no edital mais recente teve 36 vagas abertas. Esse é o caminho principal para que você chegue até o programa de Gastroenterologia, então é essencial vencer os desafios logo no começo e já começar a direcionar sua experiência para a especialidade que você realmente quer.

Em relação à prova dessa instituição, ela é bem tradicional, com as três etapas usuais de teoria, prática e entrevista. Ela é conhecida por ser totalmente direta, daquelas que você ou sabe ou não sabe responder, sem dar margem para enrolação.

Em relação ao programa de Gastro, ele também é credenciado pelo MEC e cumpre a carga horária usual da especialidade. Sua rotina também envolve atuação em enfermarias, ambulatórios e UTIs, além do período obrigatório de plantões e atividades relacionadas a diagnósticos, tratamentos, análise de tumores, e desenvolvimento de conhecimentos em imunologia, nutrição e infecção.

E aí, já sabe onde fazer residência em Gastroenterologia?

Como você viu, as instituições mais buscadas para fazer residência em Gastroenterologia são renomadas e muito concorridas. Por isso, é muito importante pensar com carinho onde você quer estudar, para se preparar com bastante foco e determinação.

Aproveite ao máximo essas informações para construir sua rotina de estudos e tomar essa decisão tão importante para o seu futuro! E para te ajudar mais ainda, a gente tem outras dicas para você e um convite: que tal fazer parte da Academia Medway? Por lá, você encontra uma série de conteúdos exclusivos voltados para as provas de residência.Enquanto você pensa, aproveite para conferir alguns e-books gratuitos que a gente separou para você. Tem o Guia Definitivo da USP-SP, o Guia Estatístico da US-SP, as 20 questões de Preventiva da USP, o Guia Estatístico da Unicamp, o Guia Definitivo da Unicamp, o Guia Definitivo da Unifesp, o Guia Estatístico da Unifesp e as 20 questões de Cirurgia da Unifesp. Ufa! Não dá para perder, não é mesmo? Bons estudos!

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JoãoVitor

João Vitor

Capixaba, nascido em 90. Graduado pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e com formação em Clínica Médica pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP) e Administração em Saúde pelo Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE). Apaixonado por aprender e ensinar.