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Cirurgia do Trauma vs Medicina de Emergência: qual escolher

Se você pensa em se tornar um cirurgião em alguma especialidade médica, vai precisar entender que há uma diferença na atuação entre a Cirurgia do Trauma e a Medicina de Emergência. Por isso, a gente aqui da Medway preparou este artigo, pra você tirar todas as suas dúvidas e te ajudar na sua escolha. 

Há muitos médicos em formação que gostam do ambiente da emergência e tendem a optar por áreas em que a atuação nesse campo seja necessária. E muitos dos casos que são encontrados nas emergências dos hospitais são causados por traumas dos mais variados motivos: desde acidentes domésticos e quedas de escada a acidentes automobilísticos. 

Muitos desses casos vão exigir conhecimentos mais amplos como os da Medicina de Emergência ou mais específicos como os que são adquiridos na Cirurgia do Trauma. Para te ajudar a perceber as diferenças essenciais na atuação desses dois profissionais que podem atuar nas emergências dos grandes hospitais, vem comigo que eu te conto tudo! 

O que é Cirurgia do Trauma

Para se tornar um cirurgião especialista de Trauma é necessário, primeiramente, fazer a residência médica em Cirurgia Geral. Isso porque a Cirurgia do Trauma é uma subespecialidade da área de Cirurgia Geral e nela estão envolvidos todos os cuidados cirúrgicos dos pacientes que tiveram algum tipo de trauma e vão exigir do médico sua atenção imediata e urgente. Pra você ter uma ideia, atualmente os traumas são uma das principais causas de morte em todo o planeta! De acordo com os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), os traumas são responsáveis por mais de 5,8 milhões de mortes a cada ano. Por isso é primordial que as equipes médicas possam contar com profissionais especialistas em seu manejo.

Mas não pense que a relevância da especialidade vem de longa data, não! Apenas em 2011 o Conselho Federal de Medicina reconheceu a Cirurgia do Trauma como uma subespecialização com atuação específica por meio da resolução 1.973/2011 e isso proporcionou muitas oportunidades de capacitação e crescimento profissional aos médicos cirurgiões e emergencistas e muito mais aprendizado no estudo focado nas complexidades do trauma. 

E a rotina desse especialista exige atenção e tomada de decisão rápida, sabe por quê? Em todas as ocasiões o paciente vítima de trauma necessita de atendimento imediato e, na grande maioria dos casos, as intervenções costumam ser agressivas e precisam do controle rigoroso de hemorragias pois o paciente pode estar exposto ao risco de morte. E uma tomada de decisão acertada muda tudo, principalmente quando a equipe, composta por outros cirurgiões, enfermeiros e técnicos, está síncrona

E mais, qualquer tipo de trauma faz parte do rol de atendimentos desse especialista que precisa aprender a lidar com o estresse e com diferentes demandas ao mesmo tempo que vão além da cirurgia, como interpretar exames de imagem e monitorar os sinais vitais e reações de medicamentos administrados durante todo o procedimento cirúrgico. Que saber mais? Dá só uma olhada no artigo que fizemos sobre a cirurgia de trauma e saiba tudo sobre essa especialidade. 

O que é Medicina de Emergência

Depois que a gente lê o trecho acima, parece que é tudo a mesma coisa, não é mesmo? Mas não! Há sim diferenças entre a Cirurgia do Trauma e a Medicina de Emergência. 

Pra começar a nossa conversa, vou te contar que a Medicina de Emergência foi reconhecida como especialidade médica somente em 2015. O objetivo foi proporcionar uma uma formação mais apropriada ao setor de emergência e deixar ainda mais específica a formação do profissional que trabalha nesse campo, buscando um atendimento mais sistematizado e eficiente para os pacientes. 

A Medicina de Emergência é aquela área da Medicina que vai entrar em ação de primeira, na abordagem inicial de situações de emergência em que haja risco imediato à vida do paciente. E apesar da rotina extenuante e da prevalência de plantões, é uma carreira que tem crescido muito e ganhado o coração de muitos médicos recém-formados. 

A Medicina de Emergência é uma residência médica de acesso direto com 3 anos de duração e visa formar um profissional qualificado para atendimento das situações clínicas e traumáticas. E pega muita mão, viu! Já no primeiro ano, os estágios são nas salas de emergências e pronto-socorros, unidades semi-intensiva dos pronto-socorros e centros cirúrgicos para que o residente ganhe experiência com a intubação e a punção lombar, procedimentos recorrentes na especialidade. Nos anos posteriores, se aprofundam nos conhecimentos e na prática. A gente já falou sobre essa especialidade com mais profundidade aqui no blog, quer conferir? Dá só uma olhada em como é residência em Medicina de Emergência na USP de São Paulo. 

Cirurgia do Trauma e Medicina de Emergência: o que elas têm em comum

Como a gente pode perceber, tanto a Cirurgia do Trauma quanto a Medicina de Emergência exigem do médico uma atuação efetiva nos pronto-socorros no que tange aos atendimentos emergenciais aos pacientes e vale destacar que os profissionais de cada uma dessas especialidades podem ter que dialogar entre si em diversos momentos. 

De uma forma simplista podemos dizer que, num primeiro momento, a avaliação inicial é feita pelo médico emergencista que considera as possibilidades e riscos e conta com a ajuda de toda uma equipe multidisciplinar. 

Se há traumas – e a gente tem que considerar que eles costumam aumentar e muito o risco de morte, principalmente quando há uma grande perda de sangue ou quando órgãos vitais são afetados – entra em campo o profissional que realiza operações de pacientes que sofreram traumas independentemente dos diversos graus de gravidade com atuação imediata e priorizando a sobrevivência e a recuperação do paciente.

Cirurgia do Trauma vs Medicina de Emergência

O médico emergencista tem como formação técnica e científica a assistência generalista nos casos de baixa ou alta complexidade, desde os cuidados pré-hospitalares até o atendimento hospitalar, mas sempre visando a estabilização do quadro para tirar o paciente da situação de risco. Isso porque a Medicina de Emergência abrange todo diagnóstico e tratamento de qualquer paciente que necessite cuidados diante de uma situação imprevista de uma doença aguda ou lesão que requeira atendimento imediato. É uma especialidade tão importante porque é esse atendimento inicial, realizado de maneira adequada, que ajuda a diminuir, e muito, a mortalidade e podemos incluir aí também a estabilização, o encaminhamento a outros especialistas, o transporte e até mesmo a liberação do paciente que chega à Emergência. 

Já o médico cirurgião do trauma vai agir diretamente no cuidado cirúrgico em situações de urgência e emergência, naquelas situações em que há a necessidade de procedimentos cirúrgicos muito rápidos, de intervenções cirúrgicas bem agressivas para minimizar os danos causados em pacientes vítimas de algum tipo de trauma. Uma coisa legal de a gente frisar é que em algumas situações, esses dois médicos, tanto o especialista em Medicina de Emergência quanto o especialista em Cirurgia do Trauma, podem atuar em conjunto para dirimir os problemas do paciente. 

E é a partir dessas diferenças que você pode escolher qual dos dois caminhos seguir na carreira médica, sempre levando em conta o que melhor se adequa ao seu perfil pessoal e seus desejos profissionais.

E aí, curtiu saber mais sobre a Cirurgia do Trauma e a Medicina de Emergência? 

Gostou de saber mais a respeito desse tema, mas ainda não tem certeza se quer seguir residência em Medicina de Emergência ou a subespecialização em Cirurgia do Trauma? Corre aqui na Academia Medway para saber mais sobre residência médica. Lá, você vai tirar todas as suas dúvidas e vai poder encontrar vários outros conteúdos ricos e gratuitos sobre medicina de emergência, como este e-book: O que você precisa saber antes de dar plantão em um lugar novo. Confere lá! 

Bora pra cima! 

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MicaelHamra

Micael Hamra

Nascido em 1991, médico desde 2015, formado pela Faculdade de Medicina de Catanduva (FAMECA) e com Residência em Clínica Médica pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP) finalizada em 2018. "Nunca quis seguir o fluxo. Sempre acreditei que existe uma fórmula do sucesso para cada um de nós. Se puder conquistar sua mente, poderá conquistar o mundo."