Índice
A residência em cirurgia torácica é o caminho para o médico que deseja atuar no tratamento cirúrgico de órgãos intratorácicos, como pulmões e traqueia. Com o avanço da cirurgia robótica e do rastreio oncológico, esta especialidade se consolidou como uma das áreas mais tecnológicas da medicina.
Neste guia, explicamos tudo sobre a formação, o mercado de trabalho e as melhores instituições para você conquistar sua vaga.
A Cirurgia Torácica é uma subespecialidade da área de Cirurgia Geral e que envolve o cuidado especializado com a parte do tórax.
As cirurgias realizadas podem compreender, principalmente:
Note que o coração não está incluído porque ele faz parte de outra subespecialidade: a Cirurgia Cardiovascular.
Ao contrário da Cirurgia Geral ou do Trauma, a rotina da Torácica é composta majoritariamente por cirurgias eletivas e acompanhamento em consultório.
No entanto, o cirurgião torácico é o “porto seguro” do hospital para emergências específicas, como obstruções de vias aéreas ou complicações pós-trauma. O pós-operatório exige atenção rigorosa em Unidades de Terapia Intensiva (UTI), já que o manejo de drenos e a fisiologia respiratória são pilares da recuperação do paciente.
Bom, sempre batemos na tecla aqui de que um bom cirurgião deve conseguir manter uma boa relação interpessoal com os colegas, já que precisa se relacionar com outros das mais diversas especialidades médicas e multidisciplinares. No caso de quem atua em Cirurgia Torácica, é preciso sempre estar preparado para discutir sobre os casos com colegas cardiologias e pneumologistas. Ou seja, o cirurgião torácico deve ter capacidade de trabalhar bem em equipes.
Aplicar seus conhecimentos, controlar suas emoções, ter proatividade, capacidade de resolução de problemas, precisão… todas essas também são características que todo bom cirurgião deve ter e que nós já abordamos aqui no blog quando tivemos um bom papo com um cirurgião que contou tudo sobre a especialidade e o que é preciso pra ser um bom cirurgião, então sugiro dar uma boa olhada aqui!
O mercado para o cirurgião torácico é sólido e em expansão, especialmente com o envelhecimento da população e o aumento do rastreio de câncer de pulmão.
A remuneração varia conforme a carga horária e o tipo de contrato (CLT, PJ ou autônomo).
Para se tornar um cirurgião torácico, a especialização começa com a residência médica em Cirurgia Torácica, e há dois caminhos principais para isso:
A residência em Cirurgia Torácica tem duração de 2 a 3 anos, dependendo do programa e da instituição. Durante esse período, o residente passa por diversas experiências clínicas e cirúrgicas, tanto no atendimento de urgência quanto no planejamento de cirurgias eletivas.
E se você vai começar a se preparar para encarar a prova de residência médica, sugiro dar uma olhada no nosso e-book gratuito Os 15 bloqueios que te impedem de ser aprovado na residência para já começar com o pé direito, já vencendo os bloqueios mentais que atrapalham seus estudos e te impedem de ser aprovado na residência médica dos seus sonhos!
Na USP, os residentes têm a oportunidade de treinar em dois dos maiores complexos hospitalares da América Latina: o Hospital Universitário (HU) e o Hospital das Clínicas da FMUSP. A residência é bastante concorrida e exige preparação rigorosa, com uma carga horária intensa e a participação em todas as etapas das cirurgias. A equipe multidisciplinar de excelência oferece uma experiência completa para quem deseja se tornar um cirurgião torácico altamente qualificado.
A Unifesp oferece uma excelente formação na residência em Cirurgia Torácica no Hospital São Paulo, o maior hospital universitário do país. A concorrência é alta (apenas duas vagas por ano), e o programa permite que os residentes tenham contato com pesquisa de ponta e desenvolvam habilidades práticas em um ambiente altamente capacitado.
A residência da Unicamp é reconhecida pela dificuldade de sua prova e pela alta concorrência (normalmente, apenas uma vaga por ano). O residente tem a oportunidade de trabalhar em hospitais de grande porte, como o Hospital de Clínicas da Unicamp e o Hospital Estadual Sumaré. A infraestrutura desses locais é excelente, com centros de diagnóstico modernos e recursos de imagem avançados.
A residência específica dura 2 anos. Somando com o pré-requisito de Cirurgia Geral, o tempo total de formação após a faculdade é de 5 anos.
Ele realiza cirurgias eletivas e de urgência em pulmão, esôfago, parede torácica e mediastino. Também é responsável por procedimentos como toracoscopias e drenagens pleurais.
Não. Para cursar cirurgia torácica, é obrigatório ter concluído previamente a residência em Cirurgia Geral ou o programa de Área Cirúrgica Básica.
Curtiu? Se você ainda está pesquisando sobre diferentes programas de residência, engata aqui e aproveita pra ler tudo sobre a especialidade de Medicina e Segurança do Trabalho!
Mas antes de você ir embora, podemos te dar mais uma dica? Se quiser aumentar as suas chances de ser aprovado no programa de especialização, dá uma olhada na Academia Medway! Lá você encontra todos os nossos materiais gratuitos para dar um gás na sua preparação para a residência médica dos seus sonhos!
Quer fazer Cirurgia Geral ou Área Cirúrgica Básica na USP, na Unifesp, na Unicamp, entre outras? Lá tem guias estatísticos gratuitos dessas instituições e vários minicursos com aulas grátis!
Professora da Medway. Médica pela Universidade Federal do Pará (UFPA), Cirurgiã Geral pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) e Cirurgiã de Cabeça e Pescoço pela Santa Casa de Limeira-SP (ISCML). Siga no Instagram: @laradamedway