Cirurgião ortopedista: práticas que você vai ter na residência

A Ortopedia e Traumatologia é a especialidade médica que cuida da saúde de todo o aparelho locomotor humano. Dentro dela, muitos profissionais também se dedicam a parte cirúrgica, além da parte clínica — como o cirurgião ortopedista. Esses colegas fazem a investigação, o diagnóstico e o tratamento, podendo ser por meio de remédios e reabilitação ou até mesmo cirurgia.

Ou seja, é um trabalho de muita responsabilidade, concorda? Se você pensa em seguir essa carreira, é importante se preparar de diversas maneiras. Como essa é uma atividade clínica-cirúrgica, você pode dividir o trabalho entre ambulatórios, consultórios e hospitais, em horários durante o dia, noite e fins de semana. Mas, para se tornar apto a isso, precisa cumprir três anos de residência.

Vale destacar que a residência médica é uma experiência indispensável para que você aperfeiçoe sua atuação como cirurgião ortopedista. E quais práticas fazem parte desse momento? Saiba mais sobre o assunto neste artigo! Vem com a gente!

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Como é ser um cirurgião ortopedista?

Primeiro, vale a pena falar um pouco sobre os desafios e a rotina de um cirurgião ortopedista. Essa é uma área repleta de possibilidades e que assegura uma estabilidade financeira e profissional bem satisfatória. Confira!

Tipos de cirurgia

O cirurgião ortopedista pode realizar cirurgias de diversos níveis de complexidade. Entre as regiões operadas estão ombro, cotovelo, mão, quadril, joelho, pé, tornozelo e coluna. Ainda é possível trabalhar com traumas, pediatria e oncologia.

Técnicas

Hoje, as técnicas cirúrgicas da Ortopedia estão cada vez mais modernas. Em cirurgias de baixa complexidade, é possível até mesmo investir em procedimentos minimamente invasivos. 

Salário

A média salarial mensal de um cirurgião ortopedista é de R$ 18.244, de acordo com o Guia da Carreira. O que mostra que, diante de tanto trabalho e dedicação, o retorno financeiro é positivo. Esse valor pode oscilar a depender de onde você vai garantir seu emprego e também com as regiões do Brasil. Mas a diferença não costuma ser muito grande.

O que você vai aprender na residência para se tornar um cirurgião ortopedista?

A residência, como você viu, faz parte da formação de um cirurgião ortopedista. Em três anos, você passa por várias práticas específicas. Aliás, desde já você pode escolher uma boa instituição para construir a sua reputação. Conversamos com residentes das principais instituições e listamos aqui embaixo alguns exemplos para que você possa imaginar essa trajetória:

Residência no IAMSPE

A residência no IAMSPE é reconhecida por sua excelência. Durante a passagem por lá, você vai atender em subespecialidades de coluna, joelho, mão, pé, quadril, ortopedia geral e pediátrica, trauma e tumor.

O departamento de Ortopedia é autorizado a realizar cirurgias de pequeno a grande porte, e o residente também pratica a colocação de próteses e órteses.

Residência na Unesp

Caso a sua escolha seja pela Unesp, você ficará no setor de Ortopedia e Traumatologia. Sua atuação será, principalmente, com o HEBo e com o Hospital das Clínicas. O Departamento de Cirurgia e Ortopedia deste último, inclusive, já conta com mais de 40 anos em atividade.

Residência na Unifesp

Na Unifesp, você terá a chance de atuar na divisão voltada para joelho e pé, cirurgia da mão, trauma e ortopedia pediátrica. Tudo isso, até o final do segundo ano de residência.

No ano seguinte, a sua experiência passa por oncologia e coluna, trauma do esporte, ombro e cotovelo e atuação no Hospital Vila Maria. É uma residência com muitas opções e vivências específicas, que vai permitir uma escolha consciente para definir seu futuro como cirurgião ortopedista.

O cirurgião ortopedista precisa desenvolver habilidades específicas para ter uma prática profissional de excelência!

Quais são as exigências das práticas na residência?

Durante a residência, em qualquer instituição que você escolher, será preciso se encaixar em algumas exigências. Elas fazem parte do dia a dia da profissão e servem como preparação para o que está por vir.

Carga teórica

A carga teórica durante o período da residência é alta. Afinal, é preciso ter um equilíbrio em relação às práticas dentro dos centros cirúrgicos. Para completar, novas técnicas e procedimentos surgem a todo momento. Enquanto aqueles que você já conhece, evoluem.

Sendo assim, você vai ter que estudar bastante: são muitas aulas e muitas provas. Além disso, há a necessidade de se manter sempre atualizado, o que é muito importante para que você tenha uma aquisição de conhecimento mais completa.

Rotatividade

Em geral, os hospitais contam com boa rotatividade. Isso significa que você terá que lidar com um número significativo de cirurgias por dia, de diferentes casos e perfis de paciente.

Esse fator é essencial para que você descubra outros tipos de atendimento e presencie situações novas. É importante ressaltar que, mesmo que você tenha autorização para realizar uma cirurgia ou procedimento, sempre receberá a devida orientação por parte dos chefes para que você comece a criar autonomia e explore com segurança suas habilidades.

Periodicidade

Os estágios da residência mudam a cada 3 meses. Pode parecer pouco tempo, mas é suficiente para que você tenha contato com diferentes especialidades. Anualmente, o foco da especialidade na residência também muda.

Plantões e carga horária

Os residentes, independentemente do ano e da especialidade, cumprem plantões noturnos, em fins de semana e em feriados. A rotina é bastante intensa.

É possível que você tenha que passar por hospitais conveniados às instituições. Assim como enfermarias, ambulatórios e pronto-socorro. Acompanhar chefes em cirurgias externas também é algo comum.

Habilidade e paciência

A cobrança ao residente é também bastante expressiva. É fundamental que esse profissional tenha uma mão cirúrgica boa, então a sua habilidade será testada de diversas formas durante os procedimentos autorizados.

É importante lembrar que é fundamental ter paciência até conseguir as oportunidades de atuação. Mas demonstrar interesse nos estudos e compreensão plena da base teórica são ótimos caminhos para alcançar esse objetivo. Aliás, já pensando no futuro, dá uma olhada em quanto ganha um ortopedista no Brasil!

Como você pode perceber, essa é apenas uma demonstração das práticas de residência de um cirurgião ortopedista. Somente vivenciar essa experiência é suficiente para compreendê-la, mas agora você já tem uma ideia sobre como se preparar.

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JoãoVitor

João Vitor

Capixaba, nascido em 90. Graduado pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e com formação em Clínica Médica pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP) e Administração em Saúde pelo Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE). Apaixonado por aprender e ensinar.