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Colecistite aguda: definição, sintomas e especificidades

Fala galera, beleza? Hoje o bate papo é sobre a definição de colecistite aguda e principais sintomas, um tema muito frequente em cirurgia e um dos casos que mais aparecem quando o assunto é plantão de PS. Por ter essa importância toda, vamos começar com as definições da doença e em outro momento nós voltamos com etiologias, diagnóstico e conduta, combinado?

Bora lá!

Ilustração de sala de emergência, local onde é necessário conhecer a definição de colecistite aguda e principais sintomas

Pra começar, o que é colecistite aguda?

Primeiramente, vamos fragmentar a palavra para ter a definição propriamente dita: COLE vem do grego (khole), que significa bile. CIST indica que estamos falando do ducto cístico, e ITE, por fim, o sufixo que denuncia uma uma inflamação.

Mas afinal: o que significa colecistite aguda? Podemos afirmar que a definição de colecistite aguda é uma inflamação da vesícula biliar, secundária a um cálculo, geralmente associada a uma infecção. Até aqui tranquilo, né? Então bora pra frente!

Qual a diferença de colecistite e colelitíase?

Litíase se refere a um cálculo, certo? Logo, a colelitíase nada mais é que a presença de um cálculo biliar. Isso mesmo! E o local não importa! Se existe cálculo biliar, é colelitíase!

E mesmo parecendo inocente, saiba que é justamente esse “cálculo” que vai ficar preso no meio do ducto cístico e causar esse problemão!

Quais os sintomas de colecistite aguda?

Do que o paciente vai chegar se queixando? Quais são os principais sintomas que ele vai te relatar? Os principais sintomas de colecistite aguda, presentes em 70% desses pacientes são: 

  • Cólica: que pode se transformar em uma dor intensa no hipocôndrio direito, ou no epigástrio, irradiar para o dorso, precórdio, ou até mesmo para a escápula (vamos lembrar que estamos falando de uma víscera, então a localização pode ser bem inespecífica, fica a dica); 
  • Náusea e vômito;
  • Febre.

Quais as complicações da colecistite?

Agora que já falamos da definição de colecistite e principais sintomas, podemos entrar mais a fundo nas especificidades dessa doença. Existe uma série de outros acometimentos de vias biliares que vale a pena conhecer, principalmente para fins de diagnóstico diferencial e complementação radiológica.

Resumindo, dependendo do local onde o problema (cálculo) se localiza, se alteram os termos e variedades clínicas, entendeu?

A mais comum das litíases é a colecistolitíase, ou seja, cálculo biliar no ducto cístico! Como o próprio está praticamente na “origem” anatômica, ele pode servir de fonte para acometimentos de outras regiões conforme vai se deslocando nas vias biliares.

E se o cálculo migrar? Quais as outras formas de litíase em vias biliares?

Caso o cálculo se desloque para o ducto hepatocolédoco estamos encarando uma coledocolitíase. Se o quadro promover uma obstrução, o paciente vai se queixar de sintomas de colestase (o cálculo vai “entupir” a descida da bile, e isso é prato cheio para a instalação de infecções!).

Outro ponto de impactação é o fígado: se a litíase migrar para o sistema hepático o termo correto é hepatolitíase, que da mesma forma, pode obstruir as vias biliares, gerar sintomas de colestase, e potencialmente infecções.

Na Síndrome de Mirizzi há uma colelitíase considerável na vesícula, grande o suficiente para fazer uma reação de “acotovelamento” do ducto hepatocolédoco (empurrando o ducto) e podendo causar fístula, destruição do colédoco, e colestase.

Em casos de íleo biliar, um grande cálculo na vesícula gera ulceração e consequentemente uma fístula colecistoduodenal. Como consequência, o cisto migrará para o duodeno e gerar efeito “bola de neve” até chegar no íleo, onde pode causar uma obstrução.

Qual a diferença entre colangite e colecistite?

Ponto muito importante — e prato cheio para provas de residência!

A colangite é uma inflamação e infecção das vias biliares devido a uma obstrução do ducto biliar, promovendo translocação de bactérias do duodeno até o ducto colédoco.

E o que a diferencia da colecistite? Basicamente, a obstrução e inflamação na colecistite ocorre no ducto cístico, afetando a vesícula biliar — enquanto na colangite, as obstruções ocorrem nas vias biliares em geral, geralmente devido a um cálculo, mas podendo ter outras causas.

E aí, curtiu saber mais sobre a colecistite aguda?

Muitos nomes e uma surra de anatomia, mas calma! Para todo e qualquer raciocínio dentro da medicina é necessária uma base, e é isso que construímos juntos hoje sobre a definição de colecistite aguda e principais sintomas! 

Fica atento para as próximas semanas, sem comer bola e perder os próximos capítulos!

Enquanto isso, que tal dar uma olhada no nosso Guia de Prescrições? Com ele, você vai estar muito mais preparado para atuar em qualquer sala de emergência do Brasil!

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Grande abraço e até mais!

* Colaborou Igor Félix Miziara, graduando do 5º ano de Medicina na Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG)

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AnuarSaleh

Anuar Saleh

Nascido em 1993, em Maringá, se formou em Medicina pela UEM (Universidade Estadual de Maringá) e hoje é residente em Medicina de Emergência pelo Hospital Israelita Albert Einstein e também editor e professor do PSMedway.