Como é a entrevista de residência Unifesp por especialidade?

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Não é novidade que a especialização na Unifesp é o sonho de muitos profissionais. Porém, para ser aprovado e iniciar o programa, é necessário superar os desafios do processo seletivo e mandar bem em cada etapa. Por isso, é essencial saber como é a entrevista de residência Unifesp e se preparar para ela! 

Ao ler o edital do processo seletivo, é possível notar que cada especialidade é separada individualmente na análise curricular. No geral, essa etapa é composta pela avaliação do curriculum para residência médica e pela entrevista, valendo até 10% da nota final. Parece pouco, mas pode fazer a diferença na aprovação!  

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Agora, quer saber como é a entrevista de residência da Unifesp e entender o que é cobrado em cada especialidade? Continue a leitura! Assim, você direciona seus treinamentos para a sua área!  

Clínica Médica

Clínica Médica é uma das residências mais conhecidas e disputadas da Unifesp, além de ser a porta de acesso para várias outras subespecialidades, o que é, aliás, um dos temas da entrevista. 

Segundo Rebeca, R2 na área, um dos questionamentos feitos a ela foi exatamente sobre quais especialidades ela pensava para sub. Outras perguntas da entrevista de residência médica foram relacionadas ao motivo de escolha da Unifesp, às expectativas e às necessidades de trabalho durante o programa.  

Mateus, que também é R2, relata outros tipos de perguntas relacionadas à graduação, como elaboração de iniciação científica, publicações acadêmicas e trabalhos de extensão. Ele também foi indagado sobre temas mais leves, como hobbies.  

No que diz respeito ao clima dessa etapa, ambos concordam que não há tensão e é bem tranquilo, além de que a entrevista conta menos que o currículo. 

Cirurgia Geral

A entrevista de residência médica de Cirurgia Geral funciona de uma maneira bastante pragmática, ocorrendo de forma similar para todos os residentes. Wagner e Natália, R2 da área, relatam que os avaliadores pediram a demonstração do nó cirúrgico e fizeram perguntas sobre o currículo. 

As questões eram variadas, passando por projetos de iniciação científica, hobbies fora da Medicina, escolha da especialidade, experiências na área de cirurgia e expectativas para o programa. No geral, o clima tende a ser mais descontraído, com perguntas balanceadas entre leves e incisivas, segundo os residentes.

Pediatria

Se você está curioso para entender como é a entrevista de residência da Unifesp para Pediatria, saiba que ela também foca no currículo e nas atividades da graduação. No entanto, Maísa, R3 da especialidade, conta que foi questionada sobre como se manteria financeiramente em São Paulo e quais eram os diferenciais em relação aos outros candidatos. 

Apesar do ambiente ser formal, Andréia, R2 do programa, conta que o clima era agradável, talvez pelo fato do peso da entrevista ser baixo na nota final. Ainda assim, essa fase é essencial para os avaliadores conhecerem o perfil de cada candidato. Portanto, deve ser levada a sério! 

Ginecologia e Obstetrícia

Em Ginecologia e Obstetrícia, a entrevista de residência médica não foge do molde das demais. Enquanto Davi, formado pela instituição, foi questionado sobre a faculdade anterior, a experiência na área e a motivação da especialidade, Ana (R2) teve que responder sobre detalhes da formação.  

“Fui questionada sobre minha formação (local de graduação, estágios do internato, aprovação no CREMESP), meu currículo e minhas expectativas futuras”, conta a residente. 

Assim como os demais residentes, eles concordam que o clima da entrevista foi bem descontraído e, segundo Ana, acolhedor. Ambos também afirmam a importância dessa fase, pois tanto o currículo quanto a apresentação foram levados em consideração.

Ortopedia

Alguns podem dizer que a entrevista da residência médica da Unifesp em Ortopedia está mais para uma entrevista de emprego! O tom mais objetivo, com perguntas mais definidas, é o responsável por essa sensação. Tiago (R2) e João Carlos (R3) foram questionados sobre pontos básicos da graduação e das expectativas futuras. 

Instituição de formação, motivação de escolha da especialidade e motivo de merecimento da vaga são perguntas básicas. Segundo Tiago, ainda há questões mais pessoais, como quais são os interesses pessoais, os defeitos, as qualidades, em quais pessoas se espelha e se há pretensão de trabalhar durante o programa. 

A entrevista de Ortopedia é tão similar entre cada candidato que, mesmo sendo de anos diferentes, João e Tiago concordam sobre a semelhança dos questionamentos e do clima dessa fase. Eles dizem que o ambiente era sério e polido, com entrevistadores focados no currículo. 

Radiologia

A entrevista do processo de Radiologia mescla perguntas clássicas e descontraídas. Gabriella (R3) respondeu sobre monitorias, projetos e trabalhos realizados, livros de interesse pessoal e hobbies favoritos. Ela ainda teve que ler um texto, traduzi-lo e responder, também em inglês, como ela agregaria naquele serviço.

Raquel (R2) foi questionada sobre pontos mais comuns sobre o currículo, mas concorda com Gabriella sobre a seriedade do ambiente. Para elas, a quantidade de pessoas na sala pode ser um fator de nervosismo, pois alguns residentes costumam estar presentes nas entrevistas. 

Ainda assim, era possível notar o interesse dos avaliadores em conhecer os entrevistados sem gerar tensão. “Eles valorizam quem admira e respeita o serviço, que tem brilho no olhar, que demonstra felicidade de ter chegado até ali”, comenta Gabriella. 

Durante o processo seletivo das duas, o currículo era avaliado em até três pontos. Os demais eram destinados à desenvoltura na entrevista. Por isso, uma das dicas para entrevista de residência médica é manter a calma e responder às perguntas com naturalidade. 

Anestesiologia

Essa entrevista realmente foca no candidato. Gabriel, R3 do programa, conta que as perguntas são variadas e individualizadas, no sentido de que “busca-se conhecer o candidato fora do hospital, sua visão de mundo, suas prioridades, seus hobbies, etc”. Um exemplo disso foi o questionamento sobre a opinião de Guilherme (R2) sobre cotas. 

Isso não significa que perguntas mais habituais sejam deixadas de lado, sobre as demais instituições de interesse, motivo da escolha de Anestesiologia, interesses em pesquisa científica e possibilidade de uma carreira acadêmica. 

Apesar do foco individualizado, o tom não deixa de ser sério e formal. Afinal, essa parte do processo seletivo leva em consideração o currículo, o comportamento, as ideias e a personalidade do candidato. 

Infectologia

O tom da entrevista de residência médica de Infectologia é mais acadêmico e foca em perguntas sobre os projetos da graduação. Porém, se você não fez mil projetos diferentes ao longo da graduação, não se desespere! O ambiente não deixa de ser descontraído e leve, segundo os aprovados.

Klinger, R2 da especialidade, ressalta que o currículo conta na média final, mas a habilidade em conversar e se destacar em certas perguntas fazem total diferença. “Os entrevistadores buscam pessoas que não tenham preguiça de trabalhar e médicos interessados. Demonstrar isso é fundamental”, diz o residente.

Neurologia

Para aqueles que estão interessados em saber como é a entrevista de residência da Unifesp em Neurologia, não há motivos de preocupação! Ela se assemelha às demais. Segundo Bruna e Caio, R2 e R3 do programa, as perguntas foram sobre as atividades da graduação, os hobbies pessoais, o motivo de escolha da Escola Paulista de Medicina (EPM) e as possíveis contribuições para a residência. 

Em relação ao tom, apesar do nervosismo natural, eles garantem que é uma “conversa muito leve e amigável”. Caio comenta que tem a impressão de que eles

querem ter a certeza de selecionar alguém disposto a enfrentar o desafio da residência sem desistir. 

Dermatologia

Fugindo um pouco do padrão de perguntas mais específicas, há a entrevista de Dermatologia. De certa forma, toda entrevista tem um quê de subjetividade, mas algumas se sobressaem nesse aspecto e questionam sobre a vida, como diz Heloísa (R3).

As divergências causadas pela subjetividade também influenciam o tom da entrevista. Enquanto Heloísa notou um ambiente sério, Gabriel (R2) teve a sensação de tranquilidade, sem pressão. Em relação à importância da etapa, os dois concordam que talvez ela conte mais que o currículo.

Otorrinolaringologia

Mais uma do clube das tradicionais, a entrevista de Otorrinolaringologia traz perguntas convencionais, passando por ambições, histórico acadêmico, hobbies e escolha da área de atuação. 

A subjetividade também é semelhante à especialidade anterior. Para Henrique (R3), o momento foi descontraído. A pior parte foi controlar a própria ansiedade, pois o clima é tranquilo, e os avaliadores são receptivos. Já Luisa, residente do mesmo ano, diz que o ambiente era relativamente sério.

Oftalmologia

A entrevista de Oftalmologia foca mais no aspecto pessoal do candidato, um estilo que agrada a muita gente. Julia H., R2 da especialidade, foi questionada sobre o que fazia no tempo livre, qual havia sido o bloco favorito do internato e o que mudaria no ensino da graduação. 

Júlia C., estudante do mesmo ano, teve que responder sobre o contato com pesquisa durante a residência, os estágios optativos e as ligas acadêmicas, além de comentar sobre atividades interessantes desempenhadas ao longo da vida. 

Cirurgia Cardiovascular

Boas notícias para quem pensa em fazer Cirurgia Cardiovascular na Unifesp: as perguntas da entrevista não são nada de outro mundo! De forma geral, são “perguntas genéricas, como a razão de ter prestado essa especialidade e interesses”, conta Juliana, R5 da especialidade. 

Segundo a residente, a entrevista foi bem descontraída. Ela pode se sentir à vontade diante dos entrevistadores. Esse é mais um incentivo para se manter calmo em relação a essa etapa do processo seletivo! 

Psiquiatria

A entrevista de residência médica de Psiquiatria na Unifesp é mais uma que foca em conhecer o candidato, em vez de só buscar o maior currículo. Layla, R3 na instituição, teve uma experiência com clima amistoso e relaxante. 

“Perguntaram por que Psiquiatria, qual eu escolheria entre “minha casa” (Santa Casa) e a Paulista, sobre intercâmbios que fiz, sobre uma iniciação científica, entre outras perguntas”, relata. 

Sobre a nota, ela afirma que os entrevistadores reviraram o currículo antes e depois da entrevista, mas durante a apresentação, o contato era o que mais estava valendo. “Acho que é o momento em que eles veem quem quer a Psiquiatria por ‘tendência’ ou por realmente se identificar com a saúde mental”, completa. 

Neurocirurgia

A entrevista dessa especialidade fecha a lista com um tom tradicional. Segundo Thiago e Talita, R3 de Neurocirurgia, as perguntas são específicas sobre o currículo, com enfoque nas experiências médicas e nos interesses pessoais. 

Em termos de clima, o ambiente é sério, mas não causa constrangimento, nem intimidação. Apesar do edital prever uma relação de 90% para o currículo e 10% para a arguição, Thiago comenta ter sentido uma distribuição mais próxima de 50/50.

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JoãoVitor

João Vitor

Capixaba, nascido em 90. Graduado pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e com formação em Clínica Médica pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP) e Administração em Saúde pelo Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE). Apaixonado por aprender e ensinar. Siga no Instagram: @joaovitorsfernando